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Quarta-feira, Abril 28, 2004
Longe do Paraíso(Far from Heaven, EUA, 2002)
É muito bom quando depois de haver esperado tanto por um filme, como esperei para ver Longe do Paraíso, ficar muito satisfeito com o resultado, eu já achava que iria gostar do filme, mas ainda acabei me surpreendendo um pouco com a história, imaginava que se tratava apenas de uma crise no matrimônio porque a mulher descobriu que o marido era gay, mas o roteiro vai bem além disso.
O filme dirigido por Todd Haynes do excelente Velvet Goldmine, é uma homenagem visível ao cinema dos anos 50, começando pelos créditos iniciais e passando pelos takes de câmera, vale também falar da belíssima fotografia.
Mas o filme não seria nem 50% do que é sem Juliane Moore, apesar do roteiro ser interessante e do diretor ser bastante competente, ela é que segura o filme na maior parte do tempo, Moore interpreta Cathy, uma dona de casa perfeita, esposa dedicada, mãe e ainda socialite, mas sua vida desmorona quando ela flagra o marido, Frank(Dennis Quaid), aos beijos com outro homem, nos dias de hoje não seria uma cena normal de ser presenciada, mas muito menos nos anos 50, onde o assunto ainda era muito mais tabu, e a sociedade julgava homossexualidade uma doença, e como maior forma de repressão a maioria dos gays tinham vidas duplas.
Mas nem o personagem de Quaid se aceita, e ele concorda com a mulher em procurar um médico para que possam curar sua "doença". Enquanto sua vida pessoal está demoronando, Cathy acaba se envolvendo com o jardineiro, seu único consolo, ambos desenvolvem um amor platônico, mas apenas o fato de serem vistos juntos já serve para que a sociedade hipócrita da época comece a fazer julgamentos equivocados.
O filme é de uma sutiliza incrível apesar de abordar estes temas tão delicados, tudo foi feito cuidadosamente, cenários, figurinos e a música, em certas cenas ele pode muito bem se confundir com um filme dos anos 50, embora naquela época para abordar estes temas no cinema a sutileza teria de ser muito maior. Encerro dizendo o que muitos já sabem, que Juliane Moore foi indicada a melhor atriz pelo filme no ano passado, e que Longe do Paraíso ainda recebeu mais 3 indicações.
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Terça-feira, Abril 27, 2004
Madrugada dos Mortos(Dawn of the Dead, 2004)
Há algum tempo eu abandonei o gênero em que comecei a ser cinéfilo, filmes de terror, era o que eu mais gostava de ver em minha infância, mas conforme se vai crescendo muitas coisas vão ficando de lado, no caso eu não abandonei os filmes de terror porque eu quis, e sim porque comecei a pereceber o quão ruins eles são de uns tempos para cá, e com certeza posso abrir a boca para dizer "não se fazem mais filmes de terror como antigamente" talvez porque o gênero tenha virado sinônimo de puro cinema comercial e vende muito, principalmente para pré-adolescentes descerebrados.
Mas Madrugada dos Mortos até surpreende por ser totalmente suportável, não é daqueles filmecos de terror que você fica todo o tempo pensando "meu deus, porque gastei meu dinheiro com isso?" e se você for no clima até irá acabar se divertindo, o filme é a refilmagem de um grande clássico do horror, O Despertar dos Mortos, de 1978 e obra do cineasta George A. Romero, mestre em filmes B e reinventor do cinema de horror com suas histórias sobre zumbis.
Pelo que tenho lido por aí, grande parte do filme ter sido feito se deve ao sucesso de Extermínio de Danny Boyle, que foi claramente inspirado nos filmes de Romero, mas ao contrário do filme de 2002 em Madrugada dos Mortos não existe nenhuma explicação, ou porquê das pessoas estarem sendo transformadas em zumbi, tudo começa quando uma enfermeira chamada Ana dorme com seu marido, quando a enteada abre a porta do quarto, toda ensanguentada e com o rosto desfigurado, ela então parte para cima do homem, o morde e o torna mais um zumbi, para Ana só resta sair correndo e fugir, no caminho ela se depara com o caos em que tudo se transformou, encontra com uma galera e eles então decidem se abrigar em um shopping center.
É óbvio que começará então uma perseguição entre humanos e mortos-vivos, lá pelo meio do filme mais gente acaba se unindo ao time do shopping, e embora o filme fuja um pouco dos clichês, e é exatamente por isso que vale a pena, você sempre acaba adivinhando quem vai morrer(neste caso virar zumbi) ou se safar dessa.
Não achei a obra prima que estão pintando por aí, mas vale a pena assistir, é divertido, de certa forma diferente dos últimos filmes de terror lançados, onde sempre há uma trupe de adolescentes fugindo de um serial killer sem motivos para matar, e para fãs de terror é realmente um prato cheio, eu vou tentar procurar na locadora pela versão original do filme, e não se esqueça de que se for assistir há de esperar os créditos finais do filme.
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Domingo, Abril 25, 2004
A idéia inicial era fazer uma lista com 10 ótimos filmes de 00 a 04, mas como todos ainda estão muito frescos em minha memória, decidi aumentar a lista para 20, sei que muitos não concordarão com alguns filmes, mas que fique sempre claro, essa é minha opinião e estamos aqui para discuti-la.
Os melhores dos anos 2000
1- Amores Perros(de Alejandro Gonzáles Iñarritu, México, 2000)
2- Requiem para um sonho(de Darren Aronofsky,EUA, 2000)
3- Fale com Ela(de Pedro Almodóvar, Espanha, 2002)
4- Kill Bill(de Quentin Tarantino, EUA, 2003)
5- Dogville(de Lars Von Trier, França, 2003)
6- A Professora de Piano(de Michael Haneke, França, 2001)
7- O Filho da Noiva(de Juan José Campanella, Argentina, 2001)
8- As Invasões Bárbaras(de Dennys Arcand, Canadá, 2003)
9- O Quarto do Filho(de Nani Moretti, Itália, 2001)
10- Cidade dos Sonhos(de David Lynch, EUA, 2001)
11- O Pianista (de Roman Polansky, França, 2002)
12- Billy Elliot(deStephen Daldry, Inglaterra, 2000)
13- A Princesa e o Guerreiro(de Tom Tikwer, Alemanha, 2000)
14- Madame Satã(de Karim Aïnouz, Brasil, 2002)
15- Mundo Cão(de Terry Zwigoff, EUA, 2001
16- Plata Quemada(de Marcelo Piñeyro, Argentina, 2000)
17- Os Excentricos Tenembaums(de Wes Anderson, EUA, 2001
18- Amor a Flor da Pele(de Wong Kar-Wai, Hong Kong, 2000)
19- Lucía e o Sexo(de Julio Meden, Espanha, 2001)
20- 11 de setembro(de uma galera, de Vários Paises, 2002)
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Sexta-feira, Abril 23, 2004
Kill Bill Volume 1(De Quentin Tarantino, EUA, 2003)
Ahhhhh, depois que o mundo inteiro assistiu, Kill Bill chegou ao Brasil com um atraso absurdo, mas como diria o ditado, antes tarde do que mais tarde ainda, e o quarto filme de Quentin Tarantino(como vinha sendo anunciado) literalmente abala, é sensacional, Kill Bill é o máximo, tanto que me fez ficar com um sorriso aberto na maior parte do tempo de exibição.
Depois de seis anos sem filmar nada, desde Jackie Brown, Quentin Tarantino mostra que continua em ótima forma e presta uma homenagem aos clássicos B do cinema oriental, enfim no meio de uma avalanche de referências a cultura pop, até de Jaspion você vai acabar se lembrando.Se ele é melhor do que Pulp Fiction ou Cães de Aluguel, isso eu não posso dizer, foi o primeiro filme do diretor que eu assisto no cinema, o que me fez gostar ainda mais.
Enfim, sobre a história quase todo mundo já sabe, uma noiva depois de ter sido quase morta, retorna do coma depois de 4 anos, ela só deseja uma coisa: matar àqueles que lhe fizeram mal, uma das primeiras frases que aparecem na tela do filme é "A Vingança é um prato que se come frio", uma citação que também pode ser levada como o lema do filme.
E essa noiva é Uma Thurman, que está de volta com Tarantino, e com certeza já pode entrar pro time das femme fatales do cinema, armada com uma poderosa espada ela vai até o Japão para acabar com Ren Ishi, a personagem de Lucy Liu, e acaba se degladiando com um batalhão de samurais, e uma das melhores cenas de luta é com uma colegial chamada Gogo.
Sobre a violência que já foi bastante comentada e polemizada eu discordo totalmente, não achei Kill Bill um filme violento, bem pelo contrário, as cenas onde pessoas são mutiladas acabam sendo muito divertidas, ver rios de sangue(que Tarantino fez questão que parecesse falso) jorrando rende boas risadas, e Kill Bill é sim um filme muito absurdo, acho que por isso gostei tanto, porque eu não esperava nada além de um filme absurdo.
Falando em absurdo, outra coisa que tem se comentado sobre o filme é a falta dos diálogos "tarantianos" que caracterizavam as produções do diretor, em Kill Bill vol. 1 eles são um pouco escassos, mas acredito que no 2 haverá mais frases de impacto, embora aqui hajam algumas as cenas falam por si próprias.
Outra coisa muito bacana é uma animação de 7 minutos que ilustra a história da vida de Ren Ishi(Lucy Liu), a cena foi dirigida pelo próprio Tarantino, e é uma animação que lembra bastante desenhos e games japoneses de luta.
Ainda falta falar da trilha sonora que é outra característica peculiar de Quentin Tarantino, aqui ela está muito bem representada, as músicas não poderiam tocar em melhor momento, e como já é típico Tarantino mescla cenas violentas com hits felizinhos dos anos 60 ou 70, como na batalha de Lucy Liu e Uma Thurman ao som de Don't let me be missunterstood.
Alguns atores como Daryl Hannah acabam não aparecendo muito nesse volume 1, mas acho que a participação será compensada no volume 2, aliás minha única crítica negativa para o filme, não havia a mínima necessidade de ser divido em 2, é claro que o filme acaba em um momento decisivo que te dá muita vontade de continuar assistindo, aqui no Brasil teremos que esperar até outubro para poder ver a segunda parte, mas os estúdios vendem a alma por dinheiro e porque não então dividir um bom filme em 2? Paciência, nos resta esperar.
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Quinta-feira, Abril 22, 2004
Sexo por Compaixão(Sexo por Compasión, México 2001)
Últimamente os cinemas andam um pouco escassos de estréias latinas, nada melhor então do que recorrer a locadora, na semana passada chegou este mexicano Sexo por Compaixão de 2001, realmente eu não esperava grandes coisas dele, não corria o risco de me decepcionar, achei o filme bastante fraco.
A história se passa em um pacato vilarejo onde Dolores desiludida por ter sido abandonada pelo marido, e cansada de ser sempre bondosa e generosa resolve começar a pecar, mas na verdade o que poderia ser seu pecado acaba se transformando na salvação da vila, ela transa com todos os homens do povoado e assim acaba devolvendo a alegria da cidade, isso é representado em cores já que quando a cidade não está feliz o filme é preto e branco, depois ganha cores.
O filme é dirigido pela espanhola Lara Mañá, o elemento mais legal, talvez o único interessante é que entre tanto sexo ele mistura religião, e de tom sutil acaba abordando a hipocrisia da igreja católico, mas também é só, ele é até bem assistível, mas nada que valha muito a pena, não sei exatamente o porque, mas ele acabou não me empolgando, passa em branco, e com certeza daqui há um tempo eu já terei esquecido.
Mais uma coisa legal, é que em determinado momento a cidade é invadida por algumas prostitutas das redondezas querendo cobrar de Dolores, porque graças a ela as mulheres perderam todos os seus clientos, e a cafetina delas é interpretada por Carmen Salinas, uma grande atriz mexicana e que tem uma presença bastante agradável aqui nesse filme.
Enfim, tem alguns e poucos momentos bons, o resto é simplesmente o resto, assista se estiver inspirado, senão é melhor deixar passar e escolher algo um pouco mais denso na prateleira da locadora.
Lugar Nenhum na África (Nirgendwo in Afrika, Alemanha, 2003)
Apenas duas coisas me motiveram a assistir este filme, a primeira e a mais comercial é que ele ganhou o Oscar o ano passado na categoria mais bacana, a de Filme Estrangeiro, e a segunda é que ele é um filme alemão, o que por si só já é um ótimo motivo, já que o cinema alemão últimamente só tem me trazido boas surpresas.
Mas o filme me entediou, eu já sabia que o tema não era dos meus preferidos, não posso dizer que é um filme ruim, mas muito menos bom, é longo de mais e arrastado, e perdoem o trocadilho mas ao meu ver ele acaba não chegando a lugar nenhum.
O filme trata a África com a visão ocidental e deixa bem claro que eles estão lá porque não tem mais opções, trata de um casal judeu que em pleno período nazista na Alemanha acaba fugindo para a África e tentando construir lá uma nova vida, e tudo é visto pelos olhos da garotinha, filha do casal, a mulher odeia tudo, e o que mais quer é voltar para as futilidades de sua vidinha ocidental, ignorando o que está acontecendo com os judeus na Alemanha.
Fora isso há ainda alguns clichês já bastante conhecidos, e talvez e provavelmente tenha sido por isso que o filme agradou os americanos, ele parece daqueles feito sob medida para ganhar estatuetas, não me agradou, mas repito, não irei desmerecer o filme aqui, há que elogiar muito a produção que conta com belas imagens do Quênia e as boas atuações, quem achar atraente veja e pode sim gostar bastante.
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Segunda-feira, Abril 19, 2004
As Bicicletas de Belleville(Les Triplettes de Belleville, França, 2003)
Nunca sei muito bem como começar a descrever um filme, mas digamos que esse me surpreendeu bastante, é engraçadíssimo, tem personagens bizarros, de sua maneira é bastante inovador para um desenho animado.
A estética do filme é interessantíssima, os personagens tem formas estranhas, muitas vezes parecidas com formas de animais e outras nem tanto, e na cidade de Belleville quase todos são imensamente gordos, o que pareceu ao meu ver uma crítica ao junkie food norte americano, existe ainda uma estátua da liberdade obesa segurando um sorvete gigante.
A história do filme é sobre Champion um menino solitário que descobre que sua alegria está em andar de bicicleta, e sua avó Madame Souza faz de tudo para agradá-lo, e passa então a cultivar junto do menino a paixão pelas bicicletas e pelas corridas, é legal que quando o menino cresce fica magro, porém as pernas são totalmente desproporcional ao resto do corpo, são muito musculosas, de tanto que Champion as exercitou. Certo dia Champion é sequestrado pela máfia, e avó junto de seu cachorro Bruno parte em busca do garoto e aí embarca em situações bastante estranhas.
A trilha sonora é um show a parte, teve inclusive uma canção indicada ao Oscar, a que é cantada por um trio de mulheres bizarras, que no início do filme aparecem jovens, mas depois são umas velhas completamente loucas e que adoram comer sapos.
Não sei se poderia dizer que As Bicicletas de Belleville é um filme que iria agradar as crianças, embora no cartaz esteja escrito "as crianças vão amar" mas se trata de um filme um pouco mais complexo e que tem pouquíssimas falas, os personagens falam apenas em dois ou três momentos do filme, no resto apenas emitem sons, cantam ou agem ao som da música de fundo, e por falar em cantar, a avó do menino é portuguesa e em uma cena ela canta uma música em português, o que também é bastante divertido.
Encerro dizendo que é um filme divertidíssimo, que me agradou muito, principalmente por seu tom bizarro e sarcástico, para uma animação e ainda mais européia custou bastante dinheiro 8 milhões de dólares, vale muito a pena assistir e se tiver paciência esperar até o final dos créditos do filme para assistir a conclusão de uma piada.
O Retorno do Talentoso Ripley(Ripley's Game, EUA, 2004)
Embora o título sugira que O Retorno do Talentoso Ripley seja uma continuação de O Talentoso Ripley de 1999, que é um filme muito bom e que me motivou a assistir esse, não é nenhuma segunda parte, é apenas mais uma adaptação de um livro escrito por Patricia Highsmith sobre o trapaceiro Tom Ripley.
Mas é realmente uma pena que nem o bom desempenho de John Malkovich salve este filme, que para mim é um grande desastre, essa é a segunda adaptação de Ripley's Game, a primeira se chama O Amigo Americano de 1977, eu não vi e não posso dizer se é melhor ou pior.
Dessa vez Ripley volta mais refinado, mais maduro e um pouco menos trapaceiro, ele inclusive fica bastante amigo do personagem de Dogray Scott(de Para sempre Cinderella) que de certa forma vira uma vítima sua, já que ele arma joguinhos para que o amigo se torne um assassino.
Outra coisa que acontece é que dessa vez a homossexualidade de Ripley parece nem existir, já que ele está junto de uma bela pianista, e se sente algo pelo amigo isto não fico nenhum um pouco implícito.
Embora seja sobre um personagem interessantíssimo, o filme não empolga nada, se prolonga demais e chega a ser chato, eu não gostei e mal sei o que falar sobre ele, apenas que eu não recomendo.
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Sábado, Abril 17, 2004
Listinha e outras coUsas!
Oi amigos, tipo vamos combinar que meu blog não é nenhum exemplo de popularidade, mas fico muito feliz quando vejo ele cheio de comentário, e saber que as palavras que escrevo embora singelas agradam outras pessoas também é muito prazeroso, mais ainda tem algo que me deixou mais feliz, é que os leitores do blog se sentem motivados pelos meus comentários a ir na locadora e pegar o filme do qual falei, isso realmente é muito legal, me alegra muito, e faz eu me sentir um pouco menos insignificante.
Antes de postar aqui a minha lista das melhores trilhas sonoras do cinema, NA MINHA MODESTA OPINIÃO, ainda digo com muita vergonha que tive de levar minha priminha para assistir Scooby Doo 2 no cinema, então não vale a pena criar um post só para o filme, digo que ele não é tão ruim quanto o primeiro, mas que ver o Salsicha com crises de identidade e piadas idiotas de peido por uma hora e meia é ridículo. Então agora vamos ao que interessa.
TOP 10 MELHORES TRILHAS SONORAS
1- Amores Perros: Como bom adorador da música latina, não poderia escolher melhor o meu primeiro lugar, esse cd duplo reúne músicas para todos os gostos, Julieta Venegas, Café Tacuba, Control Machete, Corazón uma batidinha eletrônica excelente de um grupo chamado Titán, Moenia, Bersuit, e tem até Celia Cruz para os mais tradicionais, mas minha preferida é Lucha de Gigantes, do Nacha Pop.
2- Velvet Goldmine: Sudder to think cantando Hot one, e ainda Placebo, Lou Reed, T-Rex, Pulp, Venus in Furs, não preciso dizer mais nada!
3- Beleza Roubada: Essa é uma trilha que descobri há pouco tempo, mas que só por ter o clássico Glory Box do Portishead já vale, e felizmente não é só isso tem Rocket Boy da Liz Phair que eu acho sensacional, e ainda tem Stevie Wonder, Mazzy Star, Lori Carson, Nina Simone e Billie Holliday que sempre é um orgasmo para os ouvidos.
4- A Festa nunca termina: Outra trilha maravilhosa, com várias do New Order, Joy Division, e ainda Sex Pistols, The Clash e outras coisinhas.
5- Histórias Proibidas: Muitíssimo Belle & Sebastian, e como é de se esperar da dupla a trilha composta por eles para o filme é ultra melancólica.
6- Las Canciones de Almodóvar: Não é exatamente uma trilha sonora, mas sim uma coletânea com músicas dos filmes do Almodóvar, tem muitas pérolas como as músicas de Tacones Lejanos, entre outras, muita Chavela Vargas e muita Luz Casal.
7- Segundas Intenções: O filme não é tão ruim, mas a trilha compensa qualquer coisa, The Verve, Placebo, Aime Mann, Blur e o hit Praise You de Fatboy Slim.
Quase Famosos
8- Corra Lola Corra: Eu até já enjoei dessa trilha, mas é muito boa e não merece ficar de fora, tem coisinhas eletrônicas bem interessantes, embora um pouco passadas já, e uma música chamada Believe cantada pela Franka Potente.
9- Trainspotting: Além do clássico Born Slippy do Underworld, essa trilha ainda tem muita coisa boa, New Order, Iggy Pop, Lou Reed, Primal Scream, e mais...
10- Quase Famosos: E pra finalizar mais uma trilha incrível, com Led Zeppelin, The Who, Rod Stewart, Beach Boys e outras pérolas.
Menção Honrosa: Para a a trilha de Frida, que teve sua canção Burn it Blue indicada ao oscar no ano passado, e que é lindíssima e resgata as raízes da música latina, um destaque é a voz de Lila Downs, uma cantora mexicana única, sensacional, e ainda tem Chavela e até uma música cantada pela própria Salma Hayek, e ela não faz feio.
Se acham que my heart will go on de Celine Dion foi injustiçada por ficar de fora, não deixem de comentar, HA-HA-HA, brincadeira, mas mesmo assim comentem!!!
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Quinta-feira, Abril 15, 2004
Irreversível(Irreversible, de Gaspar Noé, França 2002)
Estava esperando ancioso para ver Irreversível, devo ter sido a primeira pessoa a pegar ele na locadora, passei o dia todo esperando que ele chegasse, ainda assim com tanta ansiedade, eu esperava por um filme pretencioso e muito ruim, já que praticamente não li nenhuma crítica favorável do filme, e a verdade é que eu até gostei, bom está longe de ser uma maravilha, mas também está longe de ser a bomba que o mundo pinta.
O filme é obra do diretor argentino Gaspar Noé, tachado por abusar de violência e talvez ele realmente abuse, não vi o seu primeiro filme que é de 1998, mas sei que é bastante violento, porém não tanto quanto Irreversível que em uma de suas primeiras cenas, em uma absurda orgia gay, que pode até ser repulsiva para muitos, pois mostram a sodomia explícita e pênis para todos os lados, enfim é nessa cena que um homem tem o crânico praticamente esmagado por um extintor de incêndio.
Não é somente a violência que é perturbadora, os movimentos de câmera também incomodam um pouco, acompanhado da trilha sonora que chega a dar aquele embrulho no estômago, e isso ainda é pouco do que está por vir, a cena mais impactante é a do estupro de Monica Belucci em um tûnel todo vermelho, são quase 10 minutos em que o espectador se coloca na condição de voyer assistindo a personagem ser violentada com força e depois sendo espancada, nessa cena a câmera está ainda num ângulo mais perfeito, para perturbar ainda mais.
Tudo isso é contado de trás para frente, ou seja, lá pelo meio do filme, você pode até pensar que quando ele chegue ao seu início irá ter uma conclusão vaga, mas não bem pelo contrário, e Irreversível está longe de ser uma versão barata de Amnésia.
A história do filme se resume no tal estupro, graças a ele o namorado de Alex(Belucci) vivido por Vincent Cassel, seu marido na vida real, e um ex namorado saem em busca do estuprador, e embarcam no submundo da cidade grande.
O filme é dono de um estética impressionante, e é realmente muito interessante, o legal também é que os créditos finais do filme passam no início e não no fim, não merecia todo o menosprezo da crítica. Assista se tiver estômago, depois diga se concorda ou não comigo.
Assisti também a mais um clássico de Buñuel, OS ESQUECIDOS, mas não o comentarei agora, já devo estar chateando de tanto falar de filmes do Buñuel últimamente, mas digo que é tão bom quanto todos os outros, breve falo mais sobre ele.
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Quarta-feira, Abril 14, 2004
Guerrilha sem Face(The Dancer Upstair, EUA, 2002)
Para um filme que leva o nome de John Malkovitch na direção, a gente espera muito mais este está muito fraco salvo pelo desepenho de Javier Bardem, o filme tem falhas graves no roteiro, peguei a resenha da Folha On line, já que to com preguiça de escrever.
Não foram poucas as vezes em que um evento histórico chegou às telas transfigurado pela "licença poética" ou, muito pior, por velhos clichês. Este é o caso do longa-metragem "Guerrilha sem Face", que marca a estréia na direção do ator norte-americano John Malkovich.
Baseado no livro "The Dancer Upstairs", de Nicholas Shakespeare, o filme tem como pano de fundo a história recente e violenta do Peru, onde o confronto entre um Estado pobre, porém autoritário, e o grupo terrorista maoísta Sendero Luminoso resultou na morte e no desaparecimento de 70 mil pessoas de 1980 a 2000.
Mas a tragédia peruana aparece apenas de forma elusiva. A história se passa em "algum país latino-americano" e traz as investigações do policial Agustin Rejas (interpretado pelo ator espanhol Javier Bardem) para encontrar um líder terrorista, uma versão fictícia do fundador do Sendero, Abimael Guzmán, preso em 1992. Enquanto procura o misterioso radical, capaz de ações cada vez mais violentas, Rejas se apaixona pela professora de sua filha.
A história banal torna-se ofensiva ao fazer uso leviano de uma tragédia tão recente. Os aspectos mais grotescos, como assassinatos em massa de camponeses, são amplamente ignorados. O genocídio de 20 anos se transforma num "caso policial" urbano, solucionável em algumas semanas.
A crítica peruana foi impiedosa. O jornal "El Comercio" disse que o filme é um "grande desacerto" e traz "os diálogos mais inventivos e retóricos saídos da boca de policiais latino-americanos".
O próprio Malkovich admite a salada: diz que, além do Sendero, se inspirou também nas guerrilhas de esquerda da Argentina e do Chile. É como juntar a 2ª Guerra à Guerra do Paraguai.
Sem uma reconstituição precisa e um enredo atraente, o filme poderá agradar aos fãs de Bardem.
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Javier Bardem
Eu quase nunca costumo falar de atores aqui no meu blog, erro grave que precisa ser corrigido, e pra começar a me redimir vou falar um pouco do Javier Bardem e dos filmes dele que já vi, já que assisti recentemente o Guerrilha sem Face e é nele que to mais inspirado.
Ele nasceu em 1969 nas Ilhas Canárias, na Espanha, depois de fazer pequenas participações em novelas, em 1986, participou de uma série de tv chamada Segunda Enseñanza, onde contracenou ao lado de Hector Altério.
Seu primeiro filme foi As Idades de Lulu, do diretor Bigas Luna, mais tarde ele viria a trabalhar com o diretor em Ovos de Ouro, A Teta e a Lua e Jamón Jamón.
Logo no início da carreira no cinema Bardem ainda participou de De Salto Alto, filme do Almodóvar. Depois de encarar uma série de personagens sérios Javier Bardem acaba ganhando grande destaque na comédia, atua em Airbag, Torrente, O amor prejudica seriamente a saúde e Perdita Durango, entre estes filmes mais uma vez foi chamado por Almodóvar, desta vez para estrelar o drama Carne Trêmula.
Mas foi em Antes do Anoitecer de 2000 que o ator ganhou destaque mundial em sua carreira, o filme em que ele interpretava o poeta cubano Reinaldo Arenas lhe rendeu inclusive uma indicação ao oscar. Mais tarde foi dirigido por John Malkovitch em Guerrilha sem face.
Um de seus filmes mais recentes é o excelente Segunda-feira ao sol, que lhe rendeu vários prêmios. Dentre seus novos projetos estão Mar Adentro de Alejandro Amenabar, Collateral ao lado de Tom Cruise, The Los City dirigido por Andy Garcia, e para 2005 uma nova cinebiografia de Che Guevara e Killing Pablo, sobre o terrorista colombiano Pablo Escobar.
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Segunda-feira, Abril 12, 2004
Filmes do Feriado
Vi filmes que estava devendo para mim mesmo e que são realmente excelentes e eu não poderia esperar menos, tudo junto de muito chocolate, deitado em minha velha cama, e agora estou de volta para comentá-los.
Beleza Roubada(Stealing Beauty, 1996): Bernardo Bertolucci!!!!! Acreditem eu ainda não tinha visto Beleza Roubada, mas antes tarde do que nunca, e é excelente, um sensível, cheio de imagens lindas, com uma trilha sonora arrebatadora, atuações excelentes, e a Liv Tyler!!! Muito bom, mais um daqueles q eu penso, porque não assisti antes. (*****)
A Bela da Tarde(Belle de Jour, 1967): Mais Buñuel!! outro filme excelente do diretor que eu ainda não tinha visto, a diferença é que esse ao contrário dos últimos que assisti é francês, mais uma obra prima de complexidade feita por Buñuel, Catherine DeNeuve está genial, continuarei minha saga de filmes do diretor e em breve verei outros. (*****)
O Homem Elefante(Elephant Men, 1980): Antes o meu filme preferido de David Lynch era Veludo Azul, agora com certeza é esse O Homem Elefante, o filme mais triste e sensível do diretor, com atuaçoes excelentes, principalmente a de Anthony Hopkins, vale muito a pena assistir a esse filme, é sensacional. (****)
Bent(ídem, 1997): Filme inglês interessantíssimo que trata do homossexualismo na época do nazismo, nos campos de concentração, a cena inicial da orgial é sensacional, é também quando aparece Mick Jagger impagável como uma drag queen, Clive Owen é o protagonista da história, é muito bom, recomendo a todos. (****)
Nunca Fui Santa(Bus Stop, ) É sempre bom ver algum filme com a Marilyn Monroe, esse definitivamente não é dos melhores, mas dá pra se divertir um pouco. (**)
Porque chamam amor quando querem dizer sexo?(1992): Um filme espanhol, uma comédia divertida com a Verónica Forque de Kika do Almodóvar, mas também não tem absolutamente nada demais, tem momentos divertidos e outros nem tanto, no elenco estão ainda Rosa Maria Sardá e Jorge Sanz. (**)
Navalha na Carne(Brasil, 1996): Sempre tive um pouco de receio em ver este filme, com razão ele é uma verdadeira bomba, é inspirado na peça teatral homônima, que é excelente, só que na versão para o cinema está cheio de erros, Vera Fisher nem está tão ruim quanto parece, mas o resto do elenco é péssimo, caricato demais e tudo é muito teatral, inclusive os cenários que parecem de papelão, foi uma oportunidade perdida de se fazer um bom filme. (*)
Ele, o Boto: Mais um nacional, esse é ruim demais, pura história de pescador de um boto que vira homem para fazer sexo com as mulheres da aldeia. (0)
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Quinta-feira, Abril 08, 2004
TOP 20 ANOS 90
Queria postar algo antes de viajar, já que amanhã vou pra minha ex casa em Pelotas e só devo voltar no domingo ou na segunda, e até lá ficarei sem internet, como acabei não indo mais ao cinema e nem vendo filmes resolvi finalmente postar o top 20 anos 90, em breve também colocarei o da década de 2000, ou seja lá que década é essa. Eu fiz a lista de filmes da década de 90 que eu gosto muito, alguns deixei de fora da lista principal como Thelma e Louise, Razão e Sensibilidade, Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, carne trêmula e outros, mas ainda assim são filmes que adoro, é que foi difícil fazer a lista porque foi a década de que mais filmes assisti e tive acesso . Em minha viagem pra Pelotas quero aproveitar para atacar a locadora e ver muitos filmes, rever alguns.
1- O Povo contra Larry Flynt(Milos Forman, 1996)
2- Tudo sobre minha mãe(Pedro Almodóvar, 1999)
3- Trainspotting ¿ Sem Limites(Danny Boyle, 1996)
4- Pulp Fiction(Quentin Tarantino, 1994)
5- Quero ser John Malkovich(Spike Jonze, 1999)
6- Boogie Nights(Paul Thomas Anderson, 1997)
7- Carlota Joaquina(Carla Camuratti, 1995)
8- Lua de Fel(Roman Polanski, 1992)
9- Deuses e Monstros(Bil Condon, 1998)
10- Velvet Goldmine(Todd Haynes, 1998)
11- Tempestade de Gelo(Ang Lee, 1997)
12- O que é isso companheiro?(Bruno Barreto, 1997)
13- Como água para chocolate(Alfonso Arau, 1992)
14- Perdas e Danos(Louis Malle, 1992)
15- O Casamento de Muriel(PJ Hogan, 1994)
16- Pi(Darren Aronofsky, 1998)
17- Corra, Lola, Corra(Tom Tykwer, 1998)
18- Jamón Jamón(Bigas Luna, 1992)
19- O Beco dos Milagres(Jorge Fons, 1994)
20- Minha vida em cor de rosa(Sandrine Deegen, 1998)
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Terça-feira, Abril 06, 2004
O BUQUÊ (C¿est Le Boutquet!, de Jean Labrune, França, 2002)
Vi este filme ontem no cinema mas ainda não havia tido vontade de comentar aqui no blog, ele é extremamente fraco, não tem absolutamente nada demais, o tom bizarro dos personagens poderia render uma história muito mais divertida embora até tenha seus momentos engraçados, mas não compensam, o melhor mesmo é a amiga do personagem principal Raphael, fora isso é um filme que para mim pelo menos não valeu a entrada do cinema.
Às sete da manhã, Catherine (Sandrine Kimberlain) recebe um telefonema do ex-namorado Kirsch. Mas seu marido Raphael (Jean-Pierre Darroussin) é quem atende o telefone. Horas depois, ainda irritado com a ligação, ele briga com seu chefe até quase provocar sua demissão. Kirsch, por sua vez, sente-se culpado pelo incômodo que provocou e decide mandar um buquê para Catherine. Com a ausência dela, as flores vão parar com seus vizinhos. Isso acaba causando uma série de acontecimentos, mal-entendidos e más interpretações, em um dia inteiro de confusões.
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Segunda-feira, Abril 05, 2004
Olá, fiquei alguns dias sem postar e peço desculpas, mas nestes últimos dias minha vida anda mais animada, coisas interessantes estão acontecendo, começo a conhecer pessoas novas, entro pra faculdade, etc..etc.. então perdoem estes dias sem posts, já tenho algumas idéias para o blog e preciso por em prática em breve.
Enquanto isso falo de um filme muito maravilhoso que vi hoje, mais uma obra prima do Buñuel, Viridiana de 1961, absolutamente surreal e simbólico, um filme único com takes genias, cenas absurdas indescritíveis, e a atuação única de Silvia Pinal.
Uma noviça, às vésperas de fazer os votos, visita seu tio e benfeitor Dom Jaime, um viúvo solitário e abastado, que se apaixona pela sobrinha e tenta estuprá-la. Viridiana deixa, então, a casa e está a caminho do convento, quando recebe a notícia do suicídio do tio e decide voltar e dedicar sua vida a serviço dos pobres e mendigos e aí entra uma dilascerante e sutil crítica a sociedade.
Preciso urgente ver mais e mais filmes de Buñuel, pretendo me dedicar a isso ainda essa semana.
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Sexta-feira, Abril 02, 2004
Fico uma semana sem ir no cinema e mais parece uma eternidade, tentei me redimir assistindo dois filmes, abaixo minha opinião:
Meninas não choram(Grosse Mädchen Weinen Nicht, Alemanha, 2003)
Vi esse filme meio sem esperar muita coisa, sabendo pouco do que se tratava e contando apenas com o fato de que era um filme alemão, e pra mim surpresa, mais um belo filme alemão, que atualmente só me traz felicidades e ótimos filmes, o último que me lembro de ter visto foi Adeus Lênin, um dos melhores do ano passado.
O filme que é dirigido por uma mulher Maria von Heland, fala de duas amigas adolescentes, e sim elas são adolescente, diferente do cinema hollywoodiano onde atores de 30 anos interpretam menininhas de 15, e que são muito ligadas, até que em uma festa uma delas acaba vendo seu pai aos beijos com uma outra mulher, desde então resolve arquitetar planos de vingança e coisas do tipo enquanto sua amiga não concorda muito com isso.
Muitos não gostaram do filme, o início realmente é bem melhor do que o resto do filme, que sim tem várias falhas e clichês mas eu me envolvi bastante na trama, me deixei levar e gostei bastante, inclusive me lembrou Amigas de Colégio um filme que eu gosto muito.
Enfim, muitos podem atirar pedras no filme, não irão mudar minha opinião, eu li várias críticas negativas depois que cheguei do cinema, mas minha opinião segue sendo a mesma, apesar de reconhecer as falhas gostei, até me arrancou algumas lágrimas perto do final e tenho amigos de quem me lembrei do filme que sei que gostarão bastante.
Coisas Belas e Sujas(Dirty Pretty Things, Inglaterra 2002)
Este foi o filme de estréia da atriz Audrei Tautou falando inglês, na verdade ela poderia ter se poupado, o filme é realmente péssimo, a personagem da atriz de Amelie Poulain é fraca, apagada, pra não dizer que chega a ser entediante.
O filme está dirigido por Stephen Frears que já fez bons filmes como Alta Fidelidade e Ligações Perigosas, mas este é desprezível embora tenha recebido indicações a vários prêmios, inclusive ao oscar de roteiro original.
Sobre a história fala de um hotel onde acontece de tudo, o recepcionista Okwe (Chiwetel Ejiofor), que tem vários trabalhos paralelos agencia um pouco de tudo nesse hotel, mas o mais obscuro de tudo ainda está por vir, que é o tráfico de rins comandado por Sergi López.
Nem há mais nada pra falar desse filme, já ficou claro que não gostei e não recomendo, no final até dá uma animada talvez é a única coisa que se salve, mas de que adianta um final legal quando o resto do filme é desastroso?
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