|
Ø Perfil
Eduardo
21 anos
Porto Alegre/RS
E-Mail e MSN:
eduardo417@hotmail.com
::MEU FOTOLOG
::SITE CULTURA LATINA
::FÓRUM CULTURA LATINA
Ø
Blogs de Cinema
Alta Fidelidade
Cinema & Cia
Baú de Filmes
Cinéfilos
Cinema e ETC
Meus Filmes
Cine Majestic
Cinéfila de Plantão
Nem Todos São Arte
Imagem em Movimento
Technicolor
Sala de Projeção
Purviance
Cinelândia
Cinema Falado
Cine na Veia
Os Cinéfilos
Spoiler
Tarantino
Filmes gls
Punch Drunk Movies
Os Intocáveis
Los Olvidados
Confortavelmente Entorpecido
Ø
Blogs Legais
Insalata Miste
Grotesque Perplexidade
PH(ácido)
Mata Hari e 007
Ø
Links
Fórum Cultura Latina
Adoro Cinema
Buñuel
E-Pipoca
Allmodóvar
Forum Adoro Cinema
Cinema Argentino
Pantalla
Cinema Mexicano
Tributo a Almodóvar
Club Cultura
La Híguera
IMDB
Gael García Bernal
All Movie Guide
Cinemateca Uruguaya
Coisa de Cinema
Cinebook
Omelete
Noticine
Cinemascopio
Webcine
Classic Movies
All Posters
Espaço Vídeo
Cinefagia
Cinema em Cena
Revista de Cinema
Digestivo Cultural
Carátulas de Cine
Cine Fantástico
Leedor
Porto Alegre
Casa de Cinema
Site de Cinema
Zeta Filmes
Ibest Cinema
HBO
Ø
Arquivo
Ø
Créditos
|
|
|
Segunda-feira, Maio 31, 2004
TOP 10 DIRETORES
Estou de volta, e como fazia tempo que não postava nenhuma lista, aqui está uma dos melhores diretores, essa é minha opinião no momento mas como eu vivo mudando e conhecendo novas coisas daqui há um tempo a lista pode ser outra, amanhã postarei sobre um excelente filme que assisti nesse fim de semana.
1- Luis Buñuel
2- Pedro Almodóvar
3- Alfred Hitchcock
4- Stanley Kubrick
5- Roman Polansky
6- David Lynch
7- Pasolini
8- Milos Forman
9- Federico Fellini
10- Michael Haneke
Comentários:
Sexta-feira, Maio 28, 2004
Elefante(De Gus Van Sant, EUA, 2003)
Acabo de acordar, e nesses momentos não consigo me expressar direito, escrever acaba se tornando uma tarefa difícil, mas não importa, estou fazendo esse post para dizer que gostei muito de Elefante, ele só estreou essa semana aqui por Porto Alegre, por isso só agora pude vê-lo.
As tomadas longas do filme são sensacionais, quando Gus Van Sant acompanha com a câmera os estudantes da escola um por um, isso deixa o espectador atento no filme até porque depois estas cenas irão se repetir mas pelo ponto de vista de algum outro aluno.
Sem dúvida Elefante é o melhor filme de Gus Van Sant, ganhando disparado dos outros, já havia visto Drugstore Cowboy, Gênio Indomável, Garotos de Programa, Gerry e Um sonho sem limites, mas esse é diferente de todos os outros e como quase todo mundo sabe foi o filme que levou A Palma de Ouro em Cannes no ano passado.
O diretor apresenta os alunos um por um, e vai mostrando aspectos de suas personalidades, sobre a história não há muito o que falar, nem o trailer do filme deixa isso explícito, mas se trata muito mais do que o massacre em uma escola dos EUA, inspirado pela tragédia de Columbine, se trata de um filme muito humano, e uma crítica voraz aos Estados Unidos, Elefante já foi diversas vezes rotulado como um filme político, e talvez o seja, pelo menos foi isso o que me passou.
O nome do filme faz referência a uma parábola budista na qual vários cegos tocam um elefante, e cada um o descreve de acordo com a parte que tocou, a pata, a cauda, a orelha ou a tromba, mas nenhum é capaz de imaginar o animal em sua totalidade.
O filme fez me dar conta de que preciso ver com urgência o documentário Tiros em Columbine, os dois tratam basicamente do mesmo assunto, ainda não assisti porque tenho uma certa implicância com o Michael Moore, mas na primeira oportunidade eu pego na locadora, imagino que os dois façam críticas parecidas sobre como comprar armas facilmente e como a violência é imposta na cabeça dos adolescentes desde pequenos.
A atmosfera do filme também é muito interessante, me pareceu que sempre há algo pairando no ar, Van Sant conta sua história ao som de sonatas de Bethoven, e quando o filme chega ao seu final, apesar de ser bastante curto, tem 80 minutos, ele acaba dando aquela sensação de choque de certa maneira.
PS: Viajarei daqui há pouco portando só voltarei a postar segunda ou terça, bom fim de semana a todos e não esqueçam de comentar, Até lá!
Comentários:
Terça-feira, Maio 25, 2004
Durval Discos(Brasil, 2002)
Nem sei se gostei de Durval Discos, o filme é cheio de coisas legais, boas atuações, mas não sei, parece que fica faltando alguma coisa o tempo todo, esperava bem mais até porque o filme levou 7 kikitos no Festival de Gramado.
O filme começa muito bem, muito carismático, todos os personagens são legais e você acaba se apegando a eles, principalmente pelo Ary Costa que interpreta o Durval, dono de uma loja de discos que em 1995 quando o Cd estoura no mercado, ele segue apaixonado pelo LP.
De início parece que a trama vai falar disso, da loja de discos de Durval que provavelmente irá falir pois ele se nega a adotar o CD, no meio disso tudo está a mãe dele que sempre o defende e vivida por Etty Fraser, muito engraçada no papel, ainda tem a Marisa Orth que trabalha na confeitaria ao lado e vai sempre na loja de Durval pra lhe contar alguma coisa, mas embora eu goste dela, achei ela meio apagada.
Vale mencionar os créditos iniciais do filme que são muito criativos, colocando o nome do elenco e da produção em placas, letreiros e muros que estão na rua.
Ainda nessa primeira parte do filme tem participações bem legais de Rita Lee, e do André Abujanra como um maconheiro afro e o seu irmão Théo Weneck.
Mas é justamente na segunda parte do filme que ele se perde, na verdade a idéia era dividi-lo em um Lado A e um Lado B, Durval resolve contratar uma empregada pra sua mãe vivida por Letícia Sabatella, ela na verdade sequestrou uma amiga q aparece na casa, e a empregada some, aí o filme viaja legal na maionese.
Não quero dizer que não gostei do filme, mas ele chega ao final e parece que faltou uma porção de coisinhas pra que ele pudesse ter se saido melhor, ainda assim tem uma série de coisas legais, a trilha sonora é um show a parte pra qualquer admirador de MPB.
Comentários:
Segunda-feira, Maio 24, 2004
De Corpo e Alma(The Company, EUA, 2003)
Robert Altman que não fazia nada desde Assassinato em Gosford Park, está de volta, e muito bem com este filme que recebeu a tradução absurda de De Corpo e Alma, poderia muito bem se chamar A Companhia de Balé, ou simplesmente A Companhia, mas deixando, essa história de tradução de títulos de lado, vamos ao que interessa, o filme, Altman se saiu muito bem fazendo uma mistura de documentário com ficção.
The Company(chamarei o filme assim, ok?) mostra o dia a dia de uma respeitada companhia de balé da cidade de Chicago, os ensaios, as coreografias, a troca de elenco, e os belíssimos espetáculos, aliás a maioria do elenco do filme é formada por bailarinos, e assim como em alguns filmes de Saura, as cenas de dança acabam se tornando um espetáculo a parte.
O meu medo era de não gostar do filme justamente por ser um tanto ignorante no quesito balé, mas enfim, comprendi que não precisa ser um adorador árduo de dança para poder admirá-la, ainda mais tendo coreografias tão lindas como as que foram preparadas para o filme.
A idéia original de The Company foi da atriz Neve Campbell, a princípio Robert Altman recusou, mas depois acabou cedendo e realizou o filme, aliás a atriz mostra toda a evolução de sua carreira no filme, ela também aparece nos créditos iniciais como produtora do filme, ou seja para quem protagonizou a trilogia Pânico, no papel da perseguida Sidney e foi rotulada como a rainha do grito, e que depois disso não teve muitas perspectivas em sua carreira, já que só participou de filmes meia-boca e que passaram totalmente desapercebidos ela parece estar então em uma ótima fase, espero que dure, Neve não apenas representa, como também dança muito bem, ela é bailarina desde criança, e suas cenas de balé no filme não deixam nada a desejar.
No elenco ainda estão, Malcon McDowel que será sempre lembrado por Laranja Mecânica no papel do Sr. A, o dono da companhia, ele por sinal está muito bem, e o inimigo do homem aranha James Franco como o namorado de Ry, a Neve Campbell.
Altman consegue fazer cinema em Hollywood sem seguir o padrão, e isso é muito bom, filmes sob medida já deram o que tinha que dar, considerei The Company melhor do que seu último filme Gosford Park, embora dessa vez o diretor não use de tantos elementos que o caracterizavam por tanto tempo, as sequencias de dança como eu já disse são belíssimas, e os movimentos de câmera em certos momentos são muito legais, é sembre bom inovar, e dessa vez Altman fez isso.
Comentários:
Domingo, Maio 23, 2004
Boletim Extraordinário do Movies & More
Iria atualizar o blog apenas mais tarde, depois de ir ver The Company, o novo filme do Altman, mas resolvi escrever agora também porque vi um comment no post sobre Tróia e que me deu vontade de responder.
Juliana escreveu: sua puta... Tróia é um dos maiores épicos q já assisti, vejo que você só sabe reclamar, penso, você não faria melhor, faria? Bom atores, foi bem interpretado, acho que voc6e não tem o direito de fazer críticas tão medíocres sobre o filme. Em vez de criticar porque nào faz melhor..
Bom, em primeiro lugar eu gostaria de dizer que eu não sou puta, me han puteado mucho en la vida pero yo nunca he sido puta.
Em segundo lugar minha intenção aqui é expor a minha opinião sobre as coisas que gosto ou não, se não sabe respeitar a opinião alheia fique calada.
Em terceiro lugar, se cinema pra você é apenas a bunda do Brad Pitt, ou o rostinho do Orlando Bloom, eu sinto muito, pra mim é muito mais do que isso, e se Tróia é o maior épico que você já viu, responda-me, quantos outros vc já assistiu?
Em quarto lugar, eu não sou cineasta, e dificilmente eu seja, mas se um dia eu conseguir tal façanha pode ter certeza que não farei filmes do naipe de Tróia.
Era isso então, até mais!
Comentários:
Quinta-feira, Maio 20, 2004
Ken Park(EUA, 2002)
Já fui ao cinema preparado para o pior, sem ouvir sequer um bom comentário sobre Ken Park, mas enfim, eu queria ver o novo filme do Larry Clark e fui. Clark virou um ícone na década de 90 por ter dirigido o polêmico Kids, um bom filme, e o que pode se esperar dele é que seguisse na mesma linha.
Falar sobre dramas adolescentes pode parecer tarefa fácil, mas não acho que seja tão simples assim, mas o tema já rendeu excelentes filmes como Amigas de Colégio que eu sempre acabo citando em algum lugar, Diário de um adolescente que apesar de ser com o Leonardo Dicaprio eu gosto, e até mesmo o próprio Kids.
Só que Larry Clark mostra adolescentes vazios que só pensam em sexo, drogas, e brigar com a família, tá certo que isso ocupa grande parte da vida adolescente, há pouco tempo eu ainda era um e sei muito bem como é, aliás, eu sempre odiava os meus colegas da escola, sempre os achava idiotas, e me lembrei disso vendo o filme, que o diretor estava mostrando apenas pessoas idiotas.
Sobre as tão faladas cenas de sexo explícito elas estão lá, e se fazem presentes em vários momentos do filme, não sei como o diretor organizou o teste para escalar o elenco masculino do filme, talvez observando qual ator ficaria de pau duro por mais tempo diante da câmera. Não sei se as cenas que incluem sexo oral e masturbação são desnecessárias, mas enfim com isso Larry Clark faz o que sempre quer, escandalizar, a mim nenhuma das cenas chocou, não acho nada demais em ver isto no cinema, embora é claro saiba que o sexo pode ser filmado de maneira que não mostre nada, mas não é o caso aqui.
Outra coisa que me desagradou e que já vem me cansando um pouco, é a narrativa do filme, ele conta a vida de quatro adolescentes, mas os quatro quase nunca aparecem juntos exceto pelo final, então mostra um pouco de um, depois de outro, ou seja, isso não é exatamente o que se possa chamar de original e pelo menos nesse caso não agrada muito.
Os dramas são os seguintes, Peaches a única mulher, vive com o pai viúvo que é extremamente religioso e surta quando vê a garota transando, Shawn transa com a mãe da própria namorada, Tale mora com os avós e odeia isso, e Claude que é oprimido por um pai duro, repressor e bêbado, aliás é o bêbado que protagoniza uma das cenas mais desconexas do filme, a câmera mostra seu pau mijando por alguns minutos, agora me respondam o porquê disso? Acho que não existe.
O Ken Park do título não tem muita ligação com a história, se trata de um garoto que no início do filme estoura os miolos na frente de uma câmera, depois disso ele só torna a ser mencionado no final.
Não é um filme ruim, mas tem muitos defeitos, e poderia ser muito melhor, não é ruim mas muito menos é bom, do diretor eu ainda não vi Bully, mas imagino que seja bem melhor que esse eu gostaria de ver quando chegasse as locadoras.
Comentários:
Quarta-feira, Maio 19, 2004
O Discreto Charme da Burguesia(de Luis Buñuel, França, 1972)
Quem costuma frequentar meu blog, já deve ter percebido que gosto muito de Buñuel, comentei diversas vezes sobre seus filmes, e agora estou lendo um ensaio sobre O Anjo Exterminador que ganhei e que inclusive é muito bom, deveria haver um livro desses para cada filme de Buñuel, assim se pode entender sobre elementos que ficam obscuros nos filmes, neste livro, o autor cita bastante O discreto charme da burguesia, mas como o filme só é encontrado em vídeo, e eu só tenho dvd ainda náo tinha conseguido ver, pois bem que não há nada que um vídeo emprestado não resolva.
Mas dos filmes franceses de Buñuel o único que eu já tinha visto era A Bela da Tarde, que gostei muito, mas ainda, apesar de me faltarem vários filmes do diretor para assistir eu prefiro os espanhóis e mexicanos, o próprio O Anjo Exterminador é uma obra prima.
Este filme ganhou o Oscar de Filme Extrangeiro em 1973, naquela época, a premiação não era a mesma palhaçada de hoje em dia, ou até era, mas não nas mesmas proporções, e isso foi um feito grande para Buñuel, porque ele sempre fez questão de ser um cineasta surrealista, e filmes do gênero nunca despertaram muito interesse na indústria cinematográfica.
Assistir filmes de Buñuel não é para qualquer um, ou seja, pessoas que não sabem o que estão vendo certamente não irão gostar dos filmes do diretor, O Discreto Charme da burguesia em certas cenas é desconexo, mas tudo que já faz parte da narrativa buñuelesca.
O Discreto Charme da Burguesia é sedutor e aborda a sordidez da alta sociedade, aqui um grupo de burgueses amigos vivem situações inusitadas, misturando o real e o surreal, muita coisa acaba ficando subentendida, é preciso se esforçar, e outras coisas ainda sequer são feitas para se entender, ela apenas existem, mas também há cenas óbvias como por exemplo o fascínio da burguesia por sexo e por drogas.
Um filme bom, se eu for falar de cotação deixo ele atrás de todos os outros do Buñuel que já assisti, mas levando em consideração que só assisti bons filmes do diretor, isso não é ruim, meu próximo dever é ver Esse Obscuro Objeto de Desejo.
Comentários:
Segunda-feira, Maio 17, 2004
Tróia(Troy, EUA, 2004)
Se grandes produções de Hollywood fossem sinônimo de bons filmes, Tróia estaria muito bem, é inegável a qualidade do filme, porém ele não empolga em nenhum momento.
O filme é um épico, gênero que foi resgatado há pouco tempo com Gladiador, e seguiu com uma trilogia que não preciso nem mencionar o nome, e ainda vai nos "presentear" com Rei Arthur e Alexandre o Grande, é o gênero que está na moda e agrada não só um público não muito exigente como também a crítica(não exigente também, obviamente).
Wolfgang Peterson é o diretor, ele também dirigiu Mar em Fúria, que apesar de não ser um bom filme, e até mais interessante que Tróia, aqui falta originalidade e sobra clichês, o orçamento do filme foi de 185 milhões de dólares, com essa grana dava pra ter feito alguma coisa muito melhor, como por exemplo contratar outro roteirista.
Sobre a história não há muito o que dizer, a maioria dos leitores do blog devem saber que se trata da adaptção(muito mal adaptada por sinal) do clássico Iliada, de Homero para o cinema, onde uma guerra entre gregos e troianos começa quando Páris, o príncipe de Tróia foge com Helena, a rainha da Messênia, ou algo assim.
Mas para não dizerem que vou só falar mal do filme, pode se dizer que existem algumas sequencias legais, algumas batalhas legais de ve, mas nada que acabe empolgando, e também falar sobre Eric Bana que interpreta o príncipe Heitor de Tróia, o ator aqui acaba se sobresaindo e surprende, está muito diferente de sua atuação apática no péssimo Hulk.
Sobre o resto do elenco ainda tem Brad Pitt como o guerreiro Aquiles, não acho que esteja bem nem ruim, está normal digamos assim, suas admiradoras irão gostar porque o diretor resolveu mostrar o ator nu em várias cenas, ainda que não apareça muita coisa, Orlando Bloom, o elfo efeminado de O Senhor dos Anéis é o príncipe Páris, e O'Toole que já recebeu um oscar honorário(que realmente é dado para atores a beira da morte) é o rei de Tróia, sobre Helena o diretor escalou uma atriz praticamente desconhecida, Diane Krueguer, que apesar de ter uma beleza absurda, é totalmente insosa e apagada no filme.
É basicamente isso, um filme com 2h e meia que não te faz rir nem chorar, que não desperta nada, que como a maioria dos blockbusters é vazio, não empolga e não chega a lugar nenhum, talvez se o diretor não fosse tão limitado e tivesse resolvido ousar mais teria feito algo melhor, a trilha sonora também é péssima, apenas em uma cena é interessante, na batalha entre Aquiles e Heitor.
Comentários:
enquanto espero por A Má Edução, vi alguns dos primeiros filmes de Almodóvar.
PEPI, LUCY, BOM Y OTRAS CHICAS DEL MONTÓN(1980)
Muito eu já tinha ouvido falar deste primeiro filme de Almodóvar, mas sempre foi o mais difícil de encontrar, portanto o único do diretor que eu ainda não tinha assistido, pois finalmente eu vi, se trata de um filme original, típico de Almodóvar, com as características peculiares de seus primeiros filmes.
O filme é protagonizado pela diva de Almodóvar dos anos 80, Carmen Maura, aqui bem mais jovem do que como costumamos vê-la, ela é a Pepi do título, uma moça descolada que cultiva um jardim de coca em casa, e que guarda a virgindade(pelo menos na frente) para poder vendê-la e ganhar muito dinheiro, mas logo no início do filme ela é estuprada, ou seja, seus planos foram por água a baixo, Pepe então resolve se vingar do estuprador e acaba virando amiga da mulher dele, Lucy.
Provavelmente este tenha sido um dos filmes mais absurdos do Almodóvar a que eu já assisti, todos os personagens são muito bizarros, embora haja alguns personagens desnecessários para a trama, mas ainda assim se fazem bastante divertidos.
Ainda existe uma banda de hardcore que é liderada por Bom, uma garota de 16 anos, totalmente freak, que acaba desenvolvendo uma relação bizarra com a Lucy, as 3 amigas frquentam lugares estranhos, inclusive num deles é a cena que Almodóvar aparece promovendo um concurso de ereções.
Mas os momentos mais hilários do filme se devem a participação de Cecília Roth, que embora rápida é muito divertido, outro que é muito engraçado é McNamara, no filme ele é um ser meio indefinido.
Enfim, é um filme inusitado, com cenas e momentos impagáveis, não existe a maturidade atual de Almodóvar, mas é muito legal ver como o diretor começou, e ver que até hoje ele usa muito desses elementos que desde o seu primeiro filme o fizeram um grande diretor.
QUE FIZ PARA MERECER ISTO?(1984)
Também assisti, Que fiz para merecer isto? o quarto filme de Almodóvar, já havia visto há algum tempo, mas não havia sido inteiro, ou seja, foi muito bom revê-lo, ele é protagonizado também por Carmen Maura, aqui ela interpreta uma dona de casa, e faxineira meio cansada da vida, que tem filhos e maridos e ainda por cima mora com a sogra, aliás a sogra é Chus Lampreave, que é sempre muito divertida.
Embora a Carmen Maura brilhe como a protagonista, os filmes do Almodóvar nunca são para um ator só, outra que se sai muito bem é a Verônica Forque no papel da prostituta que mora no andar de cima, Cristal.
Almodóvar novamente aparece aqui, nos seus primeiros filmes ele gostava muito de aparecer em pontas, dessa vez ele protagoniza um musical absurdo que passa na tv, junto de McNamara vestido de dama antiga.
Estou com preguiça agora de continuar escrevendo, mas o filme é muito legal, mais um filme absurdo do Almodóvar, cheio de coisas divertidas, o humor negro que sempre o caracterizou e enfim, vale muito a pena a ver, aqui Cecília Roth também aparece em spots publicitários.
Ahhh outra cena muito engraçada é da menina Vanessa que tem ¿poderes¿, este filme não é tão difícil de achar, é um dos melhores filmes dessa primeira fase de Almodóvar, quem puder veja!
Comentários:
Quinta-feira, Maio 13, 2004
E começou o festival de Cannnes
Ontem um dos mais importantes festivais do mundo começou com um filme de Almodóvar, A Má Educação, de cara já li bastante coisa sobre a repercursão do filme no festival, e o que me deixou ainda mais ancioso para assisti-lo, o site Omelete definiu o filme como uma película muito gay e com muito sexo, ainda disseram que Gael merece ganhar um goya por cada um dos personagens que interpreta, já que ele está fantástico.
Almodóvar ainda deu várias declarações sobre seu polêmico filme, disse que a igreja católica degrada a si mesma, e falou sobre seu próximo projeto que ao tudo indicado não será La Abuela Fantasma e sim Tarántula.
Ainda sobre o festival vale mencionar o que todo mundo já sabe, que Diários de Motocicleta está concorrendo a Palma de Ouro junto com outro latinoamericano, o argentino La Niña Santa.
Donnie Darko(EUA, 2001)
Há meses eu passava por esse filme na prateleira da locadora e pensava tratar-se mais um terror adolescente, mas comecei a ouvir todo mundo falar tão bem do filme que precisei pegá-lo, embora a capa do dvd realmente seja horrível, o filme caminha para um outro lado e me agradou bastante.
O filme fala sobre Donnie Darko, interpretado por Jake Gyllenhal, de quem eu gosto desde que o vi em Céu de Outubro, aqui ele é um adolescente extremamente problemático, que sofre de sonambulia e de alucinações, Donnie recebe com frequência a visita de um amigo imaginário chamado Frank, um coelho gigante que logo no início do filme lhe diz que o mundo acabará, Darko então acaba sendo instruido pelo tal coelho.
O filme pode ser facilmente comparado a qualquer piração de David Lynch, porque ele segue exatamente os mesmos moldes, e não resultou em uma cópia barata, e sim em um filme bastante original.
Hoje me falta um pouco de inspiração para escrever, então termino dizendo que é um suspense(se bem que não seria o melhor gênero para encaixar o filme) excelente, que tem todos aqueles elementos necessários para envolver-se na história, tem ainda no elenco a participação de Drew Barrymore em um papel modesto, do canastrão Patrick Swaze interpretando um canastrão o que ficou ótimo para ele e tem uma trilha sonora bacana também, cheia de hits dos anos 80, já que a história do filme se passa em 88, vale a pena assistir!
Comentários:
Terça-feira, Maio 11, 2004
Kill Bill, Volume 2(de Quentin Tarantino, EUA, 2004)
Sim, eu vi Kill Bill vol. 2, há menos de um mês vi o primeiro e cheguei a conclusão de que não aguentaria esperar até outubro para ver o segundo, logo uma amiga minha tratou de me conseguir uma cópia pirata e eu o assisti em casa, mesmo ciente de que poderia perder muito do filme, tanto pela qualidade da imagem e porque também ele estar legendado em espanhol.
Mas enfim, desconsiderando não estar vendo o filme no cinema, pode-se dizer que ele segue praticamente a mesma fórmula do primeiro, afinal são um mesmo filme, no começo inclusive Tarantino volta a brincar com as imagens e narra os acontecimentos que sucederam pouco antes do massacre em forma de um antigo filme de velho oeste, o que é bem bacana e segue com a infinidade de referências pop que Tarantino faz no volume 1.
O principal diferencial entre os dois filmes é que esse tem muito menos ação, a noiva já se vingou pela metade, e como essa é a parte em que ela procura por seu objetivo máximo, Bill, ela parece estar mais concentrado e menos agitada, digamos assim, não há os banhos de sangue e nem batalhas arrebatadoras como há no primeiro, há sim bastante diálogos, coisas que os fâs de Tarantino transformarão em cult apenas por estar sendo ambientado em um filme dele.
O mais legal de tudo no filme é a luta da noiva(que aqui finalmente tem seu nome revelado, mas embora eu já saiba não falarei) contra Elle Dryver(Daryl Hannah) que no primeiro nos deixa com água na boca para vê-la mais, e aqui mostra a que veio, ela inclusive conta a noiva como perdeu seu olho, e depois as duas se arrebentam no braço.
De certa maneira gostei bastante do filme, ainda que tivesse esperando por muito mais, ele obviamente é uma conclusão do primeiro só que sem tantas coisas "cool", é um filme que também estou esperando ancioso para ver no cinema, pois é assim que o filme merece ser visto, agora sobre Tarantino querer fazer uma terceira parte, acho totalmente desnecessário, até porque ele pode querer dividir essa terceira parte em duas e aí assim, a saga não acabará nunca.
Comentários:
Domingo, Maio 09, 2004
HISTÓRIAS MÍNIMAS(de Carlos Sorín, Argentina, 2002)
Adoro filmes sobre coisas inusitadas, Histórias Mínimas é um desses que você sim tem bastante vontade de ver, mas não sabe muito o que te espera pela frente, resulta então que vi um filme belíssimo.
São histórias mínimas sobre 3 pessoas que vivem em um povoado precário na Argentina chamado Fritz Roy, a idéia do diretor Carlos Sorin era fazer um filme com atores que não fossem profissionais, no caso aqui ele resolveu fazer com pessoas do povo mesmo, e deu no que deu, um resultado surpreendente.
No povoado estão Don Juzto, um velho de 80 anos, que descobre que o cachorro que perdeu há algum tempo está em uma outra cidade, assim ele vai a pé até a estrada, e escondido do filho vai em buscar do seu cachorro Mala-cara, outra é de uma mulher humilde que vai até a mesma cidade, San Julian, para participar de um programa de TV a qual foi sorteada, e a última é de um homem apaixonado, tímido, e que planeja levar um bolo para o filho de sua amada, mas no percurso coisas acontecem e esse bolo acaba sofrendo várias modificações, o bolo esse é que ilustra o poster principal do filme.
Claro que você irá acabar criando uma simpatia a mais por um desses três personagens, no meu caso gostei muito do velhinho, foi a mais sensível das 3 histórias, de certa maneira a mais bonita também, inclusive em alguns momentos me fez lembrar um pouco o filme História Real de David Lynch.
Histórias Mínimas é o terceiro filme do diretor, o ingriente básico que faz dele um excelente filme é toda essa simplicidade que possui, acho que todos devem ver para perceber que coisas simples e banais podem fazer um filme muito rico.
Comentários:
Sexta-feira, Maio 07, 2004
DIÁRIOS DE MOTOCICLETA(de Walter Salles, América Latina, 2004)
Há tempos, desde o início da produção que eu venho acompanhando as notícias de Diários de Motocicleta, vibrei com as primeiras imagens, e a expectativa só veio aumentando, não só porque o filme tem um de meus atores preferidos interpretando Che Guevara, como também tem um diretor brasileiro bastante competente e que admiro muito.
Mas ao contrário do que vem sendo anunciado, Diários de Motocicleta não é um filme o Che Guevara, é um filme sobre dois jovens idealistas, o primeiro deles Ernesto Guevara de La Serna, que mais tarde sim se tornaria o famoso Che, e o segundo Alberto Granado seu companheiro de motocicleta, é esse fato, do filme não ser sobre revolução e sim sobre ideais que o torna único, outros filmes sobre a vida do revolucionário estão para ser levados, mas felizmente não poderão se comparar a este já que Walter Salles resolveu explorar a face desconhecida do ídolo de toda uma nação.
O filme ganhou pré estréia mundial aqui mesmo no Brasil, a terra do diretor, que também é responsável por um dos maiores êxitos que o Brasil já exportou, Central do Brasil, e apesar de Abril Despedaçado e Terra Extrangeira serem filmes excelentes, a superação de Salles está mesmo em diários, foi um filme que exigiu muito do diretor, principalmente muito empenho e força de vontade, e o resultado saiu melhor do que a encomenda, e o orgulho de Salles por esse filme a gente acaba vendo estampado em seu rosto quando está dando alguma entrevista, a nacionalidade dele acaba sendo uma incógnita, já que foi filmado em vários países e ainda recebeu verbas de vários outros, mas como o próprio diretor diz, ele é um filme latino americano, e não poderia existir definição melhor, Diários de Motocicleta tem a cara da América Latina, desde a fotografia, a trilha, o povo sofrido, e uma infinidade de coisas que unem nossos povos.
O roteiro do filme ganhou muito com os improvisos que acabaram sendo feitos, embora haja muitas frases de efeito como quando Ernesto diz que na América Latina todos somos um povo só embora separados pela ficção.
O ator principal da história, a maioria das pessoas já devem saber de quem se trata, o mexicano Gael García Bernal, já bastante famoso, e muito talentoso que desmistifica um pouco a imagem de Guevara criando um personagem dócil, que começa ainda mais sútil mas que com o decorrer da viagem embarca em seu auto-conhecimento e descobre a que veio.
Falar só de Gael seria injustiça com Rodrigo de la Serna, que é uma das maiores revelações do filme, ele faz de seu Alberto Granado, um homem divertido, forte, soube dosar tudo muito bem, é com certeza um grande ator.
Uma das partes mais bacanas do filme se passa no Peru, quando os dois jovens já sensibilizados com tudo o que encontraram no caminho, param numa colônia de leprozos e ali então tentam ajudar da maneira que pode.
Uma viagem que mudou o rumo da vida de ambos, um filme excelente e que estava dentro de minhas expectativas, fiquei muito feliz com o resultado e vou torcer bastante por ele em Cannes.
Comentários:
Terça-feira, Maio 04, 2004
Dose dupla com Drew Barrymore
Eu gosto bastante da Drew Barrymore, considero ela uma boa atriz, mas acho uma pena desperdiçar seu talento em produções idiotas do naipe de As Panteras Detonando, mas com certeza, o dinheiro sempre fala mais alto, o último filme interessante que assisti com ela foi Confissões de uma mente perigoso, fica me faltando Donnie Darko, que apesar de ter aquela capinha medonha no dvd só ouvi bons comentários a respeito.
Nessa segunda eu me aventurei a ir ao cinema e assistir dois filmes com a atriz, o primeiro deles foi lançado nesse fim de semana e se chama Como se fosse a primeira vez(50 first dates), aqui Drew volta a fazer par romântico com Adam Sandler, eles já haviam trabalhado juntos em Afinados no Amor, e que é muito melhor do que este filme mais recente, a história fala de um cara que não quer nada sério com mulher nenhuma, até que conhece uma moça chamada Lucy e se apaixona, só que ela tem um problema de falta de memória, sempre que dorme acaba esquecendo tudo o que aconteceu, e não passa disso, não existe nada de inovador nesta comédia, e o que é pior, o filme se passa no Hawai e logo a trilha é recheada de reggae(argh!!!), ahhh e ainda tem Rob Schneider no elenco, que sempre participa de um ou outro filme com Sandler interpretando caras nojentos, o que ele faz muito bem, porque na verdade deve ser um.
O segundo filme foi Duplex, com direção de Danny DeVito e que lembra um pouco A Casa Caiu, clássico dos anos 80 com Tom Hanks, este filme é a típica e irritante comédia onde tudo dá errado, dessa vez o par romântico de Drew é Ben Stiller, que eu até acho um bom comediante, só que ele lança filmes de mais, ouso a dizer que praticamente um por mês, e acho que ele deveria se dedicar mais a escolher projetos interessantes já que ele acaba quase sempre interpretando o mesmo papel, a história deste filme é sobre um casal que compra o apartamento de seus sonhos, um lindo duplex, só que no andar de cima vive uma velhinha muito mala, e que faz de tudo para infernizar a vida de ambos.
Não sei dizer qual dos dois é o pior filme, mas ambos são bastante fracos e descartáveis, ótimo para aqueles adolescentes descerebrados que gostam de dizer que amam cinema.
Comentários:
Segunda-feira, Maio 03, 2004
Um Trash e outro Bizarro
Antes de falar dos filmes que assisti no domingo, peço desculpas por ter ficado sem postar desde quarta, há tempos eu não ficava tanto tempo sem postar, acontece que estava guardando energias para escrever sobre Diários de Motocicleta que veria a pré-estréia no sábado a noite, acontece que quando cheguei lá já estava lotado e acabei perdendo o filme, paciência, agora fica pra sexta, não falta tanto tempo assim.
Sweet Movie(de Dusan Makavejev, França, 1974)
Há tempos via este filme nas prateleiras da locadora e não me encorajava a pegar, ontem o atendente resolveu me falar tão bem do filme, que me deixou curioso e com vontade de ver, ele ainda completou dizendo que se eu não gostasse iria achar no mínimo "estranho", bom, ele teve razão eu não gostei e achei demasiado estranho.
O filme é uma coleção de imagens non sense que não chegam a lugar nenhum, o slogan que o define como "um filme afrodisiaco" para mim soou totalmente falso, em certas cenas inclusive há coisas bem nojentas, o início é bastante surreal e até parece que um bom filme está por vir, quando em um concurso de TV eles elegem a melhor virgem, fazendo papanicolau e tudo, a escolhida casará com um grande milionário e perderá então sua famosa virgindade, o mais estranho é que quando ele a leva para a cama, a lava com alcool para deixar a moça mais pura ainda, até aí tudo bem, é o desejo de muitos homens terem mulheres totalmente puras, depois ele tira a calça e surpreendam-se, ele é tão rico e tão capitalista que possui um pau de ouro.
Isso é só o começo das imagens bizarras, ainda há um lance de pedofilia bem forte em algumas cenas, e pior e mais desagradável de tudo é uma festa onde pessoas dançam, cantam, riem, mijam, vomitam, cagam, se beijam, e não entendemos a que lugar elas vão chegar com esse comportamento estranho.
Enfim, alguma proposta o diretor tinha com tudo isso, ou eu sou muito burro e não entendi, ou o filme é non sense demais para o entendimento de desprezíveis humanos como eu, pelo menos agora me fará pensar bastante antes de aceitar dicas de algum atendente de locadora.
House of the Dead(EUA, 2003)
Últimamente quando tenho vontade de rir, resolvo assistir algum filme de terror B, o que foi o caso desse House of the Dead, ele é tão, mas tão ruim que chega até a ser bom, a trasheria é muitaaa ele evidentemente rende boas risadas.
O filme é baseado no jogo de videogame de mesmo nome, inclusive em várias cenas aparecem imagens rapidinhas do jogo, como por exemplo quando algum zumbi é morto, e em outras cenas e tomadas do filme essas homenagens ao jogo também ficam bem claras, como na maior batalha dos vivos e dos mortos-vivos que há no filme.
O filme faz citações há vários outros, como O Homem Elefante, Rain Man e obviamente a trilogia dos mortos de George Romero, que ganhou o remake Madrugada dos Mortos recentemente, mas eu achei este House of the Dead muito mais engraçado e despretencioso que o Madrugada.
Eu e meu amigo que viu o filme comigo chegamos a conclusão que ele só pode ter sido realizado por um nerd absurdo viciado no jogo e que quis levá-lo para telas, propositalmente ou não ele conseguiu fazer algo muito bizarro, o filme é feito em vídeo(o que dá um clima de terror anos 70 ao filme), o sangue é muito falso, as atuações são horrendas, as maquiagens do zumbis são absurdas, o roteiro é recheado de clichês, enfim a qualidade do filme é ruim demais, tanto que ele teve um custo relativamente baixo, U$ 12 milhões, mas tamanho foi o seu fracasso nas bilheterias americanas que ele sequer conseguiu se pagar, aqui no Brasil ele chegou direto em vídeo.
É um filme que eu não recomendaria de jeito nenhum aos meus amigos, mas ontem estava com vontade de rir e tava totalmente no clima de ver essa trasheria, então consegui me divertir bastante, provavelmente se eu tivesse assistido em algum dia, mais sóbrio tivesse odiado o conteúdo filme B do filme.
Comentários:
|