|
Ø Perfil
Eduardo
21 anos
Porto Alegre/RS
E-Mail e MSN:
eduardo417@hotmail.com
::MEU FOTOLOG
::SITE CULTURA LATINA
::FÓRUM CULTURA LATINA
Ø
Blogs de Cinema
Alta Fidelidade
Cinema & Cia
Baú de Filmes
Cinéfilos
Cinema e ETC
Meus Filmes
Cine Majestic
Cinéfila de Plantão
Nem Todos São Arte
Imagem em Movimento
Technicolor
Sala de Projeção
Purviance
Cinelândia
Cinema Falado
Cine na Veia
Os Cinéfilos
Spoiler
Tarantino
Filmes gls
Punch Drunk Movies
Os Intocáveis
Los Olvidados
Confortavelmente Entorpecido
Ø
Blogs Legais
Insalata Miste
Grotesque Perplexidade
PH(ácido)
Mata Hari e 007
Ø
Links
Fórum Cultura Latina
Adoro Cinema
Buñuel
E-Pipoca
Allmodóvar
Forum Adoro Cinema
Cinema Argentino
Pantalla
Cinema Mexicano
Tributo a Almodóvar
Club Cultura
La Híguera
IMDB
Gael García Bernal
All Movie Guide
Cinemateca Uruguaya
Coisa de Cinema
Cinebook
Omelete
Noticine
Cinemascopio
Webcine
Classic Movies
All Posters
Espaço Vídeo
Cinefagia
Cinema em Cena
Revista de Cinema
Digestivo Cultural
Carátulas de Cine
Cine Fantástico
Leedor
Porto Alegre
Casa de Cinema
Site de Cinema
Zeta Filmes
Ibest Cinema
HBO
Ø
Arquivo
Ø
Créditos
|
|
|
Quarta-feira, Junho 30, 2004
DOIS CLÁSSICOS
O Processo(De Orson Welles, França, Itália, Alemanha, 1963)
Tenho vergonha de dizer que até hoje assisti a poucos filmes do Orson Welles, mas o que me lembro melhor é Cidadão Kane, que é muito bom, mas vi também O Processo que gostei muito, e é de se reconhecer que é um filme muito avançado para seu tempo, ele é de 1962, o próprio diretor considerava como um de seus melhores filmes, além de atuar como um advogado, já que sempre foi uma pessoa multi-funções.
O filme é adaptção de um livro de Kafka, conta a história de um homem que ao acordar é abordado pela polícia que diz que ele será preso, ele passa então a investigar o porquê disso tudo, e tentar provar sua inocência.
Tudo é calculado milimetricamente, cada movimento de câmera, cada enquadramento, existe uma coisa de tamanhos o tempo todo no filme, sempre um aparece maior do que outro, como por exemplo o juiz é grande enquanto o acusado aparece lá embaixo bem pequeno, esse lance simbólico dos tamanhos também está presente nas sombras e nos objetos.
Achei O Processo uma grande obra prima, um filme perfeito, genial, neo-realista, enfim sou só elogios, para mim uma das melhores cenas é a que o acusado vai até o atelier de um pintor, seria difícil descrever, mas é angustiante demais em todos os momentos, é fantástico, com certeza agora eu buscarei muito mais da obra desse diretor até então quase desconhecido por mim.
No final do filme os créditos não sobem a tela, eles são narrados pelo próprio Orson Welles.
Mamma Roma(de Pier Paolo Pasolini, Itália, 1962)
Pasolini é um grande gênio, há tempos eu tento me aprofundar um pouco mais na filmografia dele, mas as vezes, ou por falta de tempo ou dinheiro acaba não pegando filmes dele, mas para mim ele é até bem melhor do que Fellini, outro mestre do cinema italiano.
O filme foi restaurado e remasterizado em DVD, mas apesar de ter muitos bons momentos, muitas peculiaridade de Pasolini eu o achei um tanto fraco, como se faltasse algo para complementar-lo, mas ainda por ter Piere Paolo Pasolini nos créditos acaba valendo muito a apena.
O filme é uma história de mãe e filho, a tal Mamma Roma do título é uma mãe que abandonou o filho em um pequeno povoado para se prostituir e poder dar o melhor a ele, claro ela escondeu esse segredo dele, quando já tinha uma casa e dinheiro para sustentá-lo ela o leva para Roma para que viva com ela.
Aqui Pasolini nos presenteia com uma impagável cena inicial, onde depois de aparecer alguns porcos, entra uma festa de casamento onde os personagens duelam com música, e apesar de ser um pouco leve comparado a outros filmes do diretor, ele ainda faz críticas ácidas ao sistema.
Existem duas cenas em que o plano é quase igual, quando Mamma Roma, que é interpretada por Ana Magnani, que tem uma atuação um pouco caricata mas ainda assim excelente justamente por ser muito particular, anda pelas ruas da periferia de Roma.
O desfecho é trágico, o filho de Mamma ainda se apaixona platonicamente por uma mulher que ao tudo indica não vale a pena e começa a roubar por ela, é uma história que fala de amor materno, talvez um pouco auto-biográfica para Pasolini, vale a pena conferir.
Comentários:
Terça-feira, Junho 29, 2004
Do Outro Lado da Lei(El Bonaerense, Argentina, 2002)
Não quero ser injusto com El Bonaerense, o filme tem seus méritos, mas dizer que gostei seria uma mentira, acho que seu principal defeito é o roteiro, que torna o filme um pouco vago por não completar informações, mas mesmo assim é uma crítica muito bem feita a corrupção na polícia argentina.
Aqui no Brasil o filme pode se adaptar muito bem porque policial corrupto é o que não falta, El Bonaerense então recebeu a medonha tradução de Do Outro Lado da Lei, que nem vale a pena ser comentada, bonaerense na verdade seria a classe policial que atua em Buenos Aires e arredores.
Algo que percebi no filme desde seu início é a presença de barulhos e ruidos inquietantes que nos irritam, como um choro de criança ou uma broca quebrando uma parede, ao meu ver essa foi a maneira do diretor demonstrar que este é um filme sobre as inquietações e conflitos do povo argentino, e que muito bem serviria para nós aqui no Brasil também.
A história fala de Zapa um chaveiro que após ir parar na prisão, com a ajuda de seu tio mafioso vai ser treinado para ser policial em Buenos Aires, logo se nota que o cara não tem a mínima vocação para policial, mas mesmo assim continua o treinamento.
Há ainda um caso de amor com uma policial que ao mesmo tempo é a professora de Zapa, mas mesmo assim, o filme nunca acaba se aprofundando dos temas, o enquadramento também é perturbador, mas as cenas sempre são interrompidas quando algo mais poderia acontecer.
Comprendi que este é um filme crítico, mas que talvez por a temática justamente não me chamar muito a atenção não me pareceu muito bom, mas vale a pena ser conferido, tem diálogos muito legais em certos momentos bastante divertidos, e toda aquela peculiaridade que o povo argentino possui.
Comentários:
Domingo, Junho 27, 2004
Dois filmes muito ruins
Só pra manter o blog atualizado vou falar de dois filmes muito ruins que vi no fim de semana, o primeiro assisti na quinta a noite é francês e se chama Xuxu, pois eu perdi de ver Osama que já saiu de cartaz porque uma amiga queria que eu a acompanhasse pra ver este filme, já imaginava que boa coisa não iria ser, só pelo nome, é uma comédia frances sobre um marroquino que vai viver na França e que tem "alma de mulher", segundo ele só se sentiria feliz e completo no dia que pudesse andar 24h por dia como uma mulher, a sua patroa então lhe dá autorização para trabalhar travestido, o humor é bobo, fácil e eu não achei engraçada, a coisa mais legal que tem são shows de drags em uma boate chamada Apocalipse, mesmo assim as bichas do filme são muito feias, mas o legal são as músicas em francês que dublam.
O segundo filme eu nem deveria comentar aqui por vergonha, mas ontem fui dormir na casa de um amigo e ele tinha alugado Todo mundo em Pânico 3, acabamos assistindo de dormir, se você quer achar alguma coisa engraçada neste filme precisa forçar as risadas, ele se perdeu completamente do primeiro que até fazia sentido já que parodiava realmente filmes de terror, este aqui é uma mistura de O Chamado, 8 mile e Sinais, péssimo, péssimo, filme tipicamente americano, já que americano acha qualquer merda engraçada mesmo.
Comentários:
Sexta-feira, Junho 25, 2004
O Outro Lado da Cama(Espanha, 2002)
O outro lado da Cama é daqueles filmes típicos que não conseguem nos empolgar, embora tenha tudo para conseguir tal façanha, um bom elenco e uma história mais ou menos, a premissa é meio clichê, são dois casais de amigos, um dos amigos está tendo um caso com a namorada do melhor amigo, inclusive é assim que o filme acaba quando essa tal namorada termina com seu namorado, alegando estar apaixonada por outro.
Na verdade a primeira cena do filme mesmo é quando os atores dublam um clássico da música latina chamada Luna de Miel, que é inclusive bem bacana e foi regravada recentemente pela Julieta Venegas, o filme tem essa intenção de misturar cenas musicais com as outras cenas, mas isso não é nenhum problema, as músicas foram escolhidas muito bem e acaba sendo muito divertido, ao contrário de um outro filme que este me lembrou bastante justamente por esse lado musical, o francês Amores Parisienses que é chatíssimo.
O elenco já é bastante conhecido, principalmente se formos falar de Paz Vega a belíssima e talentosa protagonista de Lucía e o Sexo, aqui ela é Sônia a namorada traída de Javier, achei ela um tanto apagada, mas é natural, sua personagem não exige muito do seu talento, aliás o namorado, Javier é interpretado pelo filho do veterano argentino Héctor Altério, o Ernesto Altério, que já interpretou Salvador Dali em Buñuel y la mesa del rey Salomón.
O outro casal é interpretado por Natalia Verbeke, de Apaixonados e o Filho da Noiva, aliás ela está muito melhor nos filmes argentinos, aqui ela está com um ar completamente artificial, acho que graças ao enorme e mal feito aplique que está usando e que parece uma peruca, e Pedro que é o personagem de Guillermo Toledo.
As cenas mais legais ficam justamente por conta dos musicais que tem um ar muito cafona, que é proposital e que é o que acaba chamando a atenção, as trocas de casais são bastante previsíveis e achei que o final deixou um pouco a desejar.
É um filme que até diverte, mas nada além disso, achei Paz Vega mal aproveitada já que ela tem talento demais, e eu queria mais ver o filme por sua causa, estou ancioso para ver o seu novo filme junto do Leonardo Sbaraglia, Carmen.
Comentários:
Quinta-feira, Junho 24, 2004
Em Nome de Deus(The Magdalene Sisters, Inglaterra/Irlanda 2002)
Que filme maravilhoso, eu peguei ele na locadora ainda sem se saber muito do que se tratava, aí li a sinopse atrás da caixinha do DVD e vi que se tratava de uma história real, fiquei mais interessado ainda, deixei ele passar no cinema e me arrependi, um filme fantástico, não faz muito sentido mas ele chegou até a me lembrar Gritos e Susurros do Bergman, talvez pelas atuações sofridas das protagonistas.
A tradução em português não tem muito a ver com o nome original, mas foi muito bem pensada, já que este é um filme que fala de atrocidades humanas feitas em "nome de Deus", o filme começa nos apresentando as personagens principais por seus respectivos nomes e mostrando o motivo delas serem levadas até o convento das irmãs Madalenas. No convento as mulheres são tratadas como lixo pelas freiras, que as espancam, humilham, torturam entre outras coisas, tudo isso em nome de Deus, para que elas se absolvam de seus pecadose e possam ir ao reino dos Céus, assim como Maria Madalena que foi prostituta mas virou santa. Elas também precisam trabalhar muito duro na lavanderia para que suas almas sejam purificadas.
Margareth foi estuprada pelo primo, por isso seu pai achou melhor levá-la para tal martírio, Rose ficou grávida e foi obrigada a entregar o filho para adoção e Bernadette era considerada libidinosa, apesar de virgem, no orfanato onde vivia.
Outra que chama bastante a atenção na história é uma mulher chamada Crispina, a pobre precisa fazer Sexo Oral no padre e por isso fica com nojo de lavar suas golas.
Todo esse absurdo nos remete a uma época muito mais remota, mas na verdade isso aconteceu nos anos 60, o que me deixa muito mais revoltado ainda com a Igreja Católica, que se sente capaz de julgar todas as pessoas do mundo e aplicar sua penitência, sabendo que o filme é uma história real é tudo ainda muito mais revoltante.
O filme foi dirigido e escrito por Peter Mullan que inclusive faz uma ponta no filme, como um pai de uma das prisioneiras, extremamente violento que a espanca por ter fugido na frente de todas as freiras e internas.
E o filme tem quadros realmente impressionantes, atuações excelentes, e é muito bom, vale a pena ser conferido, no final o diretor narra o destino que aquelas mulheres tiveram, além de colocar na tela uma lista de todas as mulheres que foram torturadas e aprisionadas nas tais Lavanderias Madalena.
Comentários:
O Sorriso de Monalisa(EUA, 2003)
Este filme poderia se chamar "O Sorriso Amarelo de Julia Roberts", a atriz é superestimada demais o que resulta nessa sua desastrosa mas ao mesmo tem bem sucedida carreira de blockbusters, comédias românticas e afins... mas O Sorriso de Monalisa tinha a intenção de ser diferente disso tudo, de ser um drama sobre auto-conhecimento, o resultado é óbvio acaba caindo nos clichês e não trás nenhuma novidade.
Aqui Roberts é uma professora de História da Arte, muito liberal e moderna para a época, o filme se passa em 1953, quando ela chega na escola para mulheres e muito conservadora, ela pretende mudar o método de várias coisas, já que vê que todas as alunas estão ali apenas se preparando para o casamento.
O grupinho das alunas é encabeçado pelas já conhecidas Kirsten Dunst e Julia Stiles, mas a única que acaba se sobresaindo um pouco mais é Maggie Gylenhal de Secretária.
Claro que no meio disso tudo não poderia faltar uma história de amor, além de muitos outros clichês, antigamente, até mesmo no início dos anos 90, filmes como esse eram feitos com mais competência, hoje em dia é apenas mais um filme banal protagonizado pela Julia Roberts.
Comentários:
Segunda-feira, Junho 21, 2004
Shrek 2(EUA, 2004)
Shrek 2 consegue ser tão bacana quanto o primeiro, e assim como o anterior acaba agradando adultos e crianças, mas nesse segundo filme há uma infnidade de referências a outros filmes que na maioria das vezes as crianças pequenas não entenderão, mas e que são muito divertidas e é ótimo de ficar reconhecendo o tempo todo.
O filme começa como o primeiro, contando uma lenda dentro de um livro e satirizando contos de fadas, dessa vez conta que a princesa Fiona se transformava em ogro todas as noites porque havia sido amaldiçoada, então os reis consultam a fada madrinha e isolam a princesa em uma torre até que chegue seu príncipe Encantado e lhe dê um beijo, algo bem nos moldes de A Bela Adormecida, mas Shrek chega primeiro.
Os novos personagens que o filme ganhou são ótimos, o primeiro e mais comentado de todos é o tal Gato de Botas que foi dublado por Antonio Banderas, tem também a Fada Madrinha que na verdade é uma grande aproveitadora e possui uma imensa fábrica de possões, o Príncipe Encantado que é todo meio efeminado e foi dublado por Rupert Everett, e os pais da princesa Fiona, a mãe foi por dublada por Julie Andrews, e o ogro, o burro e a princesa, continuaram na mesma fórmula de antes, respectivamente Mike Myers, Eddie Murphy e Cameron Diaz.
O humor do filme é muito inteligente, mas não é só isso que chama a atenção, Shrek 2 é muito mais rico em detalhes do que o primeiro, coisas que podem até passar despercebidas no cenário, mas se você vê acaba achando bastante divertido, e o Reino onde vivem os pais da princesa é toda uma referência a Hollywood, e existe até um junkie food no qual a Fada Madrinha é viciada.
Flashdance, O senhor dos anéis, Homem Aranha são alguns dos filmes "homenageados" aqui, a trilha também é um show a parte, sem falar na sequência final.
O filme é muito bacana, eu que fui pro cinema meio desanimado, saí de lá sorrindo e até melhorou o meu estado de espírito, recomendo bastante.
Comentários:
Domingo, Junho 20, 2004
uma foto minha...
não tinha o que postar então to colocando uma foto minha que fiz ontem, amanhã devo ver alguma coisa e aí comento aqui!
Comentários:
Quarta-feira, Junho 16, 2004
Obrigado pelas mais de 15000 visitas, muito legal isso, dei uma passada nos blogs amigos pq tava em dívida com a galera!
Resolvi fazer mais uma daquelas listas que costumam dar ibope aqui no blog pra dar uma animada, dessa vez um Top 20 sobre os melhores filmes com temática gay, avisando que essa ordem pode mudar conforme o meu humor.
TOP 20 FILMES COM TEMÁTICA GAY(OU QUASE...)
1 - Festim Diabólico (EUA, 1948)
2 - Amigas de Colégio(Suécia, 1998)
3 - A Lei do Desejo(Espanha, 1986)
4 - Plata Quemada(Argentina, 2000)
5 - Madame Satã(Brasil, 2002)
6 - Bent(Inglaterra, 1997)
7 - Antes do Anoiteicer(EUA, 2000)
8 - Hedwig Rock Amor e Traição(EUA, 2001)
9 - Velvet Goldmine(EUA, 1998)
10 - Delicada Atração(Inglaterra, 1996)
11 - Segunda Pele(Espanha, 1999)
12 - Deuses e Monstros (EUA, 1998)
13 - Krampack(Espanha, 2000)
14 - Victor ou Victoria(EUA, 1982)
15 - Um Amor quase Perfeito(Itália, 2001)
16 - Minha Vida em Cor de Rosa(Bélgica, 1997)
17 - Meninos não Choram(EUA, 1999)
18 - Tootsie(EUA, 1982)
19 - O Padre(Inglaterra, 1994)
20 - Priscila a Rainha do Deserto(EUA, 1995)
Comentários:
Terça-feira, Junho 15, 2004
Cazuza - Blues da Piedade
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade...
Comentários:
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Cazuza - O Tempo não Pára(Brasil, 2004)
Quando Cazuza morreu em 1990, eu tinha 6 anos de idade, não pude acompanhar sua carreira e tenho uma vaga lembrança de vê-lo pela TV ou escutar suas músicas na infância, aí quando era adolescente comecei a me interessar pelas músicas e achar realmente legal, até que lá por 1999 li o livro de Lucinha Araújo, Só as mães são felizes, que é bastante comovente.
Por ter lido o livro, e ter gostado bastante é que eu tinha um pouco de receio com o filme, quando foi anunciado que o livro seria adaptado para o cinema achei a idéia genial, não só por falar de Cazuza, mas cinebiografias não são feitas com muita frequência aqui no Brasil e lá fora já renderam filmes muito bons, só que fiquei com o é atrás na escolha do elenco, afinal Daniel Oliveira havia protagonizado Malhação(blergh).
Mas o elenco não é problema nenhum, Daniel Oliveira se sai muito bem na pele do cantor, emagreceu 12kg para viver Cazuza em sua fase final, Marieta Severo de quem gosto muito está ótima no papel da mãe Lucinha Araújo, e ainda tem Leandra Leal como Bebel Gilberto e Débora Falabella que não fedem nem cheiram, Reginaldo Faria, André Beltrão e mais um bando de desconhecidos pelo menos pra mim.
O filme começa no início dos anos 80, quando Cazuza entra pro Barão Vermelho, de aí em diante mostra que ele era um cara muito louco, que saia transando com homens e mulheres, embora quase todo mundo saiba que a preferência maior fossem os homens, que se drogava muito, mas que também era um cara inteligente e que foi um grande poeta.
O filme tem muita coisa bacana, como a cena em que o Barão Vermelho toca no Rock in Rio de 85, só não entendi porque algumas coisas ficaram omitidas como por exemplo Ney Matogrosso que é bastante citado no livro, e Ezequiel Neves que teve um personagem inspirado nele e que todo mundo sabe que é ele mas se chama Zeca.
Considero que o filme que foi dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, apesar de poucos e pequenos erros, é um filme muito correto e uma bonita homenagem pro Cazuza, só espero que agora não vire moda fazer filme sobre artistas aqui no Brasil, já que o país é sempre levado por modismos ocasionados por algum sucesso, filmes como esse não são para ser lançados sempre é preciso um sentido em tudo isso.
Cazuza também é muito lembrado até hoje por ter sido uma das primeiras personalidades a assumir publicamente a sua doença, a AIDS, que já matou e ainda mata muita gente, mas na lembrança o que ficou não foi o Cazuza doente, e sim o ídolo, poeta e cantor.
Uma das cenas que mais gostei foi quando Cazuza já aidético entra em estúdio com o Barão Vermelho e canta Ideologia, outra bem legal é a que ele interpreta O Tempo não pára para uma platéia onde está inclusive a Lucinha Araújo Original, o final também não deixa nada a desejar, enfim um bom filme sobre o ídolo, que como diz a canção viveu uma louca vida, uma vida breve.
Comentários:
Sábado, Junho 12, 2004
Sábado de Entrevista no Set de Meu Tio matou 1 Kra
Fui até o set de filmagem do Meu tio matou um kra pra um trabalho da faculdade, lá entrevistei o Darlan Cunha, Renan Gioeli e o diretor do filme, o Jorge Furtado.
Abaixo vou fazer um resumo da entrevista pra poder postar aqui.
Darlan Cunha que falou sobre ter feito Cidade de Deus que foi muito bom e abriu portas, disse que estar filmando em Porto Alegre está sendo ótimo, e que Jorge Furtado é muito gente boa, embora Porto Alegre seja muito fria. Disse também que quando sair de Porto Alegre no final de junho vai ganhar uma semana de folga e depois volta a filmar a série Cidade dos Homens que vira filme em 2005.
Já o Renan fez um longa chamado Bens Confiscados que tem a Beth Faria no elenco e que vai ser lançado entre agosto e setembro, o filme foi filmado em Cidreira também aqui no Rio Grande do Sul, Renan disse que é de São Paulo mas ambos filmes que fez foram feitos aqui no sul. Sobre trabalhar com o diretor ele disse que está sendo ótimo, que a equipe é muito boa com o elenco, e o diretor deixa eles a vontade pra atuarem ou improvisar em cena.
E finalmente o Jorge Furtado
sobre o argumento de Meu tio matou 1 Kra: "A história foi um conto que escrevi há uns 3 anos e que foi publicado em um livro, uma novela de 50 páginas, é a história de um garoto que o tio diz que matou um sujeito, e o garoto resolve provar a inocência do tio, envolve uma menina que ele está afim, é uma história romântica com um crime no fim"
e o tio é Lázaro Ramos: "Sim, tá sendo ótimo trabalhar com ele depois de O Homem que copiava, eu queria trabalhar com ele em uma história que lhe desse mais chance de fazer comédia, o Homem é comédia mas não muito pro papel dele, ele e o Pedro Cardoso tem momentos engraçados, mas esse é mais comédia mesmo, o personagem é mais engraçado, eo Lázaro é um grande ator cômico."
e sobre a escolha dos meninos do elenco: "Os 3 protagonistas, o principal é o Duca, o Darlan Cunha que tinha que ser um bom ator, de 15 anos, negro, eu conhecia ele de Cidade de Deus e dos Homens, cheguei a fazer alguns testes, mas desde o início eu imaginava ele. A menina é a Sofia Reis que apareceu em um dos testes em São Paulo, e O Renan eu conhecia de uma co-produção da Casa de Cinema de Porto Alegre."
a trilha sonora é de Caetano Veloso e André Moraes: "Com o André eu já havia trabalhado no Cena Aberta, ele é um ótimo músico, trabalhou com Sepultura, é um super guitarrista e arranjador, e a sugestão do André foi do Caetano, que gostou muito da história e quis fazer a trilha, os dois estão trabalhando juntos, e gravando coisas e compondo também."
e os planos de levar o Houve uma vez dois Verões para a TV: "O projeto é de fazer uma série, era pro ano passado, logo depois do filme, mas adiamos por um tempo, e agora pensamos em fazer de novo, espero que role, para o início do ano que vem."
sobre Ilha das Flores: "Foi o primeiro filme que eu dirigi sozinho, teve uma repercursão incrível, já tinha feito antes 3 curtas, o primeiro foi de 84, e o Ilha foi o primeiro que escrevi, e teve uma repercursão enorme a partir do Festival de Gramado, é um filme com uma linguagem bastante simples e que funciona pra crianças e pra qualquer faixa-etária, então ele é muito usado em escolas, e debates, infelizmente ele continua sendo bastante atual, ele não fala de um lugar específico e sim de um sitema econômico que exclui pessoas, e em uma escala de prioridades são tratadas abaixo dos animais."
Influência de algum diretor: "Acabo me influenciando por muita coisa, não só por cinema, mas também música e literatura, eu gosto de muito de ler e de música, mas em cinema, alguns diretores eu admiro muito, Fellini, Billy Wilder, Hitchcock, e de cinema brasileira também tem muita coisa, gosto muito do Domingos de Oliveira que fez Todas as mulheres do mundo, gosto de Eduardo Coutinho que considero o maior diretor em atividade, se bem que o melhor diretor brasileiro eu considero o Nelson Pereira dos Santos que tem pelo menos 5 obras primas."
Comentários:
Quarta-feira, Junho 09, 2004
Intervenção Divina(Palestina, 2002)
Eu fui assistir Intervenção Divina sem nem saber muito do que se tratava, apenas lembrava de ter ouvido falar bastante sobre ele na época do Festival de Cannes de 2002, e que era um filme da Palestina, pois bem fiquei curioso pra saber como era o tal filme quando ele chegou aos cinemas de Porto Alegre essa semana.
O filme é uma susessão de imagens desconexas, sem pé nem cabeça mas que até são divertidas de se ver, como por exemplo a primeira cena onde um papai noel com uma faca gravada no peito corre desesperado de um bando de crianças, ou então quando doentes de um hospital vão todos para o corredor fumar enquanto tomam soro na veia, é tudo meio absurdo, mas se percebe que no fundo há uma crítica política em cada cena do filme.
Depois de todas as seqüências bizarras o filme ganha consistência e se concentra na vida de um único personagem, E.S., interpretado pelo próprio diretor Elia Suleiman, ele vive em Jerusalém e é apaixonado por uma jovem palestina de Ramallah, mas a situação é muito complicada porque a fronteira entre as duas cidades é controlada pelo exército israelense.
Entre o casal protagonista não há nenhuma troca de palavras, apenas expressam seus sentimentos por gestos, em um determinado momento E.S enche um balão com a cara de Arafat estampada, a bexiga sobrevoa por toda Jerusalém.
É um filme que pra ser compreendido, precisa pensar e pensar, quase uma masturbação mental, eu achei simbólico até demais, o que poderia ser bom se não fosse tão cansativo, já que o filme fica bom só mais perto do final, tem até uma batalha a la matrix que é muito engraçada.
Comentários:
Segunda-feira, Junho 07, 2004
O Dia depois de Amanhã(EUA, 2004)
Já sabia o que me esperava antes mesmo de ir ver O dia depois de amanhã, por isso fui adiando a minha ida ao cinema para ver este filme, mas vamos combinar que de tão absurdo ele chega a ser engraçado, eu e o amigo que foi ao cinema comigo demos boas risadas.
A missão do filme é além de ser um filme catástrofe alertar as pessoas dos perigos que podem ocorrer se não cuidarmos melhor do nosso planeta, mas o que levaria 100 ou 200 anos para acontecer aqui acontece em 2 minutos, típico de Hollywood.
Eu já larguei de mão esse tipo de filme há algum tempo, mas ver os efeitos especiais é até bacana, quem não lembra da Casa Branca sendo explodida em Independence Day? Aqui a cena mais divertida én quando Manhattan é invadida por uma onda absurdamente gigante que cobre quase toda a cidade, em alguns dias tudo vira neve, e a famosa estátua da liberdade fica congelada.
Por trás de toda a parafernalha dos efeitos o diretor tentou colocar uma história, nela, um pai que é o cientista que tudo sabe e que tudo vê, interpretado por Dennis Quaid, e que salvará o mundo, precisa ir de Washington salvar o filho Jake Gyllenhall que está preso em uma biblioteca junto com alguns amigos, aliás esse último já fez filmes muito bacanas e deve ter ganhado uma boa grana pra atuar neste daqui.
Nem há mais o que falar sobre O Dia depois de Amanhã, só que ele é um filme absurdo e o que o final moralista não combinada nada com todo o resto, e apesar de ser tão ridículo foi até divertido de assistir.
Comentários:
Sábado, Junho 05, 2004
Tiros em Columbine(EUA, 2002)
Já havia comentando antes aqui a minha implicância com o Michael Moore, e por isso até então eu não havia visto Tiros em Columbine, acho que ele fez um documentário genial não só sobre armas mas também sobre os Estados Unidos, a maneira como ele mostra o seu próprio país faz ficar ainda mais evidente o que todos nós sabemos, o quão burros eles são e quantas cagadas eles fazem, seu americanismo é quase um religião que cega a todos, e realmente é bastante difícil um americano, anti-americanos, e Michael Moore é o cara.
Agora dizer que o documentário é sobre a tragédia da Escola de Columbine nos Estados Unidos seria falso, Moore sequer se aprofundou no assunto, ele pode ter se inspirado no fato sim para fazer seu filme, e mostrar com é fácil comprar armas e munição em seu país, ele inclusive começa falando do dia do massacre, e depois começa a falar das armas e mostrar outras coisas, por mais algumas vezes cita o ocorrido, mas sem nunca se aprofundar em detalhes.
Sei que indiretamente tudo o que o filme representa está obviamente ligado ao que houve na escola Columbine, mas acho que para o filme ser vendido como tal deveria ter sido feito de uma outra maneira.
Mas o filme é igualmente muito bom, a edição é muito bacana, e a entrevista que Michael Moore fez com Marilyn Manson, porque quiseram culpar o cantor pela tragédia(coisa de americano né?) é muito bacana, mostra que o cara apesar de sua casca bizarra tem idéias sóbrias e inteligência.
Outro momento que é bastante discontraido é quando entra uma animação no filme feita pelos caras do South Park, um deboche escrachado sobre os Estados Unidos.
Perto do final Michael Moore ainda faz uma entrevista com um cara chamado Charlie Helston, se não me engano é isso, que sempre encabeça campanhas pró-armas lá na gringa, ao ponto que o diretor vai perguntar o cara vai se encolhendo e se acanhando e respondendo coisas absurdas e disconexas, até que ele simplesmente encerra a entrevista e cai fora, Moore ainda o chama para mostrar a foto de uma menina morta por um colega em uma outra escola, mas ele segue andando, e com certeza é impossível que sua consciência não pese.
Um verdadeiro filme sobre os Estados Unidos, o que não entendo é como ganhou o Oscar, falando mal do presidente e do resto da nação, mas essa premiação realmente não se explica, agora gostei, e vou ficar esperando pelo Farenheint 9/11.
Comentários:
Quinta-feira, Junho 03, 2004
Antes de falar do filme que assisti quero pedir desculpas aos amigos que tem blog por eu não estar postando em todos, é que ando um pouco sem tempo, mas prometo que volto a comentar em breve, sei que por isso o ibope do meu blog caiu bastante o reflexo tá nos poucos comentários, mas agradeço aqueles que ainda comentam e agradeço as mais de 14000 visitas, agora vamos ao que interessa.
O Outro Lado da Rua(Brasil, 2004)

O filme é do estreante Marcos Bernstein, o que o diretor pretendia foi fazer uma mistura de gêneros, começa como policial, passa por suspense a la Janela Indiscreta e um romance da terceira idade, e é realmente esse o ponto mais interessante do filme, o de redescobrir o prazer quando se chega a velhice.
O Outro lado da rua foi bastante premiado fora do Brasil, Fernanda Montenegro inclusive recebeu o prêmio de melhor atriz em Nova York, e o filme chegou agora por aqui, preciso confessar que eu esperava muito mais, mas enfim o filme não é de se jogar fora embora o que realmente o segura é o talento dos atores Fernanda Montenegro e Raul Cortez.
Fernanda Montenegro aqui é Regina, uma senhora que trabalha voluntariamente para a polícia, fazendo denúncia de suspeitos, é impagável a cena em que ela vai a uma balada para caçar um traficante, em uma dessas suas buscas, olhando de binóculo para o prédio do outro lado da rua acaba vendo alguma coisa que pode ter sido um assassinato cometido por Raul Cortez.
Regina sempre repete acreditar no que vê, mas quando tenta investigar a vida do suposta assassino, acaba se envolvendo por ele, e ambos se sentem atraídos um pelo outro, a partir daí ela já não terá mais certeza do que viu.
Apesar de eu ter sentido que faltou algo neste filme, há de se reconhecer que para um diretor estreante, ele começou muito bem, inclusive ao escalar o elenco que inclui também uma pequena participação de Laura Cardoso.
Ver Fernanda Montenegro atuando é sempre genial, é sem dúvida uma das melhores atrizes do Brasil, e com seus 74 anos continuam em perfeita forma, Raul Cortez que eu conhecia apenas das telas da TV também está excelente no filme, essa é a primeira experiência dos dois juntos na tela grande, mas já haviam trabalhado bastante juntos em teatro, provavelmente daí vem a química que eles tem em cena.
Outra coisa que me agradou foi o final do filme que é exatamente como gosto, embora não possa contar, mas continuo dizendo que senti a falta de algo que não saberia explicar o que.
Comentários:
Quarta-feira, Junho 02, 2004
Sexo com Amor(Chile, 2002)
Eu já tinha assistido há alguns filmes chilenos antes desse, mas nenhum me chamou muito a atenção, bem pelo contrário, minha experiência com o cinema chileno é péssimo, todos os filmes que vi de lá são bastante ruins, mas esse fica um pouquinho acima da média, mas ainda assim é um filme bastante fraco.
O tema do filme está no título, o sexo, o diretor tentou usar uma maneira inteligente pra falar do assunto, mas acabou caindo em piadas clichês, e não inovou em nada, conseguiu apenas fazer uma comédia com a intenção de agradar as massas.
Tá certo que Sexo com Amor tem momentos engraçadinhos mas poderia ter sido muito melhor se fosse bem aproveitado, na verdade ele até pode ser comparado com algumas produções brasileiras feitas nos últimos tempos, comerciais, bobas e com pouco conteúdo, mas que acaba agradando ao grande público.
A história do filme é bem simples, trata de mostrar a relação de três casais e seus problemas sexuais, e que até nisso é clichê, o gancho inicial é dado quando a professora convoca os pais para uma reunião sobre educação sexual com seus filhos, a partir daí os problemas sexuais dos pais das crianças começam a aparecer, a professora tem um caso com um pai de aluno, e ainda tem um outro casal em que o marido é extremamente infiel e galinho, e um terceiro casal que não tem relação há mais de um ano.
A partir destes "problemas" sexuais é que a trama do filme se desenvolve, ou não, já que tudo fica sempre mais ou menos na mesma.
A legendagem brasileira é bastante defeituosa, traduzindo termos falados sem pudores em seu nome científico, ou até la concha de tu madre como mulher fria e gelada, ainda bem que entendo espanhol suficientemente bem para saber que não estou ouvindo o mesmo que estou lendo.
Embora não seja um bom filme, é legal ver que o cinema chileno que não tem toda a popularidade e muito menos qualidade dos filmes de países como Argentina e México começa a dar os seus primeiros passos pelo resto do mundo, Sexo com amor é um dos primeiros filmes chilenos a serem exibidos por aqui, teve um êxito rotundo pela América Latina, e se espera que isso abra caminho para chegada de mais filmes ainda do país hermano.
Comentários:
Terça-feira, Junho 01, 2004
O Declínio do Império Americano(Canadá, 1986)
Por acaso achei O Declínio do Império Americano na locadora e achei ele muito legal, eu vi As Invasões Bárbaras em novembro do ano passado, mas gostaria de ter visto a primeira parte antes, mas enfim, dá bem pra ver que ambos os filmes se completam bastante, e que dizer qual é o melhor fica muito difícil.
Mas essa primeira parte que é de 1986 e que inclusive foi indicada ao Oscar de filme estrangeiro, é bem diferente da segunda parte que ganhou o prêmio que a primeira não recebeu, o filme começa quando as mulheres de um lado discutem sexo, suas vidas conjugais e outros assuntos, e os homens de outro falando de suas amantes, sexo, etc...
De início o filme não me prendeu muito a atenção, mas foi me envolvendo aos poucos, e achei justamente a primeira parte, quando os casais estão cada um para um lado, a melhor do filme.
Outro diferencial de As Invasões Bárbaras, é que aqui não existe nenhum personagem central, todos são os protagonistas à sua maneira, mas o que o diretor faz aqui é criticar sutilmente o declínio da sociedade com diálogos inteligentes e em certos momentos sarcásticos.
Vale a pena procurar pelo filme, e depois tentar assistir na colada a seqüência que foi feita quase 20 anos depois.
Comentários:
|