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Sexta-feira, Agosto 27, 2004
Justiça(Brasil, 2004)
Um documentário sobre os tribunais de justiça cariocas, a primeira vista não me pareceu muito sedutor, mas aproveitando a boa companhia eu resolvi assistir.
Mas Justiça não é tão chato quanto parece ser, é um filme bastante interessante, que não deve agradar apenas à pessoas da área do direto. O filme dirigido por Maria Augusta Ramos mostra não só como funcionam os tribunais de justiça do país mas o que todos nós já sabemos, que quem sempre acaba pagando o pato são os mais fracos.
A primeira cena do filme é de cara um homem negro, pobre, sem uma das pernas, andando em uma cadeira de rodas, o cara mal sabe porque está preso, mas o juiz fica insinuando o tempo todo que ele é culpado, e o pobre aleijado diz que na situação dele não tem como ser um criminoso, ele ainda tenta pedir para que seja transferido para um hospital, mas o juiz tira o dele da reta e diz que isso não é com ele.
Justiça mostra que os grandes criminosos e ladrões que todo dia tiram um pouco do nosso dinheiro não pagam por nada, que eles estão sempre impunes, e que os ignorantes, batedores de carteira, ladrões de galinha é que ficam cumprindo anos de prisão dividindo a mesma cela com dezenas de outros prisioneiros.
Eu com certeza não tenho a menor intenção de defender ladrões, eu já ando cansado de ter que andar pelas ruas olhando pra todos os lados pra ver se não vem nenhum sujeito com atitude suspeito, ou o que é pior, sair correndo do cara que me diz "vai passando tudo ae". Mas o filme principalmente é uma crítica ao sistema que não apenas pune marginais mas sim os torna cada vez mais bandidos.
Posso dizer que Justiça é mais interessante do que bom, este ano assisti a outro documentário brasileiro, Ônibus 174, que é um verdadeiro soco no estômago da sociedade, e que me fez sair do cinema com o estômago embrulhado, este ao contrário não me causou nenhuma reação, mas também funcional muito bem como um "filme-crítica".
Em vários momentos do filme a platéia se diverte com os depoimentos totalmente ignorantes dos processados, seria realmente cômigo se não fosse trágico. A cena que mais gostei foi um certo jantar em família com uma conversa digamos muito "educativa" e a outra foi numa espécie de igreja daquelas bem estranhas. Vale a pena assistir.
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Terça-feira, Agosto 24, 2004
Vidas Privadas(Argentina, 2001)
Sempre fui um grande fã do trabalho do Fito Paez como cantor, mas o que dizer de seu filme Vidas Privadas, que como diretor ele se saiu um ótimo cantor, na verdade o problema do filme não chega a ser a direção, que apesar de ser correta sempre deixa a sensação de que falta alguma coisa, ainda tem uma fotografia muito bonita, mas acho que poderia ser bem mais ousada, o que estraga Vidas Privadas é o roteiro totalmente mal elaborado.
Na época em que Vidas Privadas foi filmado Cecilia Roth ainda era a mulher de Fito Paez, então nada melhor do que ele escalá-la para protagonizar seu filme, aliás é uma de minhas atrizes preferidas e que apesar de já ter embarcado em alguns projetos ruins, seu talento acaba compensando.
A história fala de Carmen, uma mulher que durante 20 anos viveu na Espanha, e depois desse tempo precisa voltar para a Argentina pois seu pai está quase morrendo, o pai aqui é interpretado por Héctor Altério de O Filho da Noiva e Kamchatka, Carmen é uma mulher totalmente frígida, problemática, áspera, e que esconde um segredo de seu passado. Do outro lado da história está Gustavo, o personagem vivido por Gael García Bernal, ele é um modelo que também ataca de michê para garantir o sustento, Carmen acaba contratando seus serviços, mas os dois não transam, ela gosta de vê-lo e de que ele leia para ela, mas acaba nascendo algo mais forte entre dois.
O filme seria melhor se fosse explorado toda essa frivolidade da personagem principal, mas não ele até tem bons momentos, mas como eu já disse ele acaba não ousando, ou tenta ousar e se dá mal, e achei uma grande pena que o primeiro filme feito por Fito Paez tenha sido tão fraco, eu guardava um pouco de esperanças.
O maior problema do filme ainda é o seu desfecho, Vidas Privadas pira de uma maneira absurda, mas não é aquela piração gostosa de se ver, é um final lastimável.
Outra coisa que me incomodou bastante foi a trilha, pianos berrando todo o tempo, como se Vidas Privadas se tratasse de um thriller ou um filme de terror, as vezes o silêncio cai bem melhor do que uma trilha mal aproveitada.
Ainda asssim vale a pena assistir o filme por seu bom elenco e também para ver como Fito Paez se sai em sua primeira aventura cinematográfica, ele tem novos projetos por aí e eu sinceramente torço para que ele se saia bem melhor, caso contrário é melhor que continue apenas cantando.
PS: Hoje estou Feliz!!! Finalmente vou ser patrocinado pela família para fazer a faculdade de Cinema, o sonho realizado!
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Sábado, Agosto 21, 2004
Olga(Brasil, 2004)
Eu não li o livro Olga de Fernando Moraes e isso já me torna incapaz de escrever linhas suficientes sobre o filme, mas ainda assim quero tentar ler o livro o mais rápido possível, sobre o filme vou comentar sobre os aspectos gerais já que não tenho como comparar um e outro.
A Globo Filmes vem provando que pode se dar bem no cinema com seus grandes investimentos e suas mega divulgações, mas o lance da Globo sempre foi outro, as novelas, e isso faz que com muitas vezes os filmes que produzam pareçam as tais novelas, o elenco é quase sempre o mesmo, e dessa vez até o diretor vêm das novelas, Jayme Monjardin. Eu não quero ser preconceituoso, mas desde que soube que o filme seria dirigido pelo mesmo diretor de "O Clone" minhas esperanças quanto ao filme ser bom diminuiram uns 50%.
Mas o filme não é ruim, pelo contrário, a Globo investiu bem, e conseguiram reconstruir a Alemanha e a Rússia do final dos anos 30 e início dos anos 40 muito bem, dentro do Rio de Janeiro, cenários, figuris, tudo muito bom, mas fica faltando alguma coisa, e eu penso que é uma boa direção, fico imaginando se a idéia de trasnformar a história de Olga em filme tivesse sido entregue a Walter Salles, com certeza seria um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.
Como todo mundo já deve saber, o filme é adaptado do livro que conta a história de Olga Benario, judia, comunista e alemã, que veio parar aqui no Brasil quando trouxe Luis Carlos Prestes em uma missão, os dois acabaram vivendo um romance, isso tudo em meio ao regime do Governo Vargas que buscava prender Prestes.
Já falei que o filme é técnicamente perfeito e tudo mais, mas a melhor coisa de Olga, é com certeza a protagonista Camila Morgado, dá pra ver muito bem que ela se esforçou bastante para fazer o papel, teve que emagrecer mais de 10kg e raspar o cabelo, mas isso não significa nada, Leticia Spiller também raspou para A Paixão de Jacobina e deu no que deu, mas Camila é realmente muito talentosa, e se esse é ainda seu primeiro filme, e ela não resolver afundar sua carreira fazendo novelas, a moça tem um futuro muito promissor, se algo emociona no filme é sua atuação.
Muito já foi comentado que Olga é um filme que força as lágrimas de seu público, que cada cena tem que ter um violino tocando para comover a platéia, mas a história da vida de Olga não foi realmente fácil, Vargas mandou deportá-la para a Alemanha Nazista de Hitler, aliás aqui quem interpreta Vargas é Osmar Prado, de quem eu gostei bastante da atuação em Desmundo, em certo momento um dos oficiais, e capacho de Getúlio afirma sobre Olga "Um presente de Vargas para Hitler" e lá se vai Olga deportada e grávida de Luis Carlos Prestes.
Como eu já disse então, não achei o filme ruim, mas faltou várias coisinhas para torná-lo um filme forte, denso, como deveria ser, uma pena, para mim houve uma cena apenas que conseguiu me emocionar um pouco, que foi quando arrancam a filha de Olga, Anita Leocádia de suas mãos.
O elenco ainda tem nomes bastante conhecidos do público, Caco Ciocler é Luis Carlos Prestes, Fernanda Montenegro interpreta a mãe de Prestes, Dona Leocádia, que lutou por muito tempo pela libertação de Olga e de Prestes, e ainda Eliane Giardini, Luis Melo, Floriano Peixoto, entre vários outros.
Ainda preciso ler o livro para poder avaliar melhor, mas da próxima vez a Globo Filmes poderia chamar um diretor mais competente para dirigir um projeto tão grandioso e que não merecia uma estética nem uma narrativa de telenovela.
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Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Soldados de Salamina(Espanha, 2002)
Soldados de Salamina é até interessante pelo ponto de vista que mistura fatos reais com ficção, mas deixa muito a desejar em vários quesitos como por exemplo aproveitar muito mal a história.
Mas a principal função do filme creio que seja reconstruir a história de um homem que foi fusilado durante a guerra-civil espanhola e conseguiu escapar pela floresta, no meio disso um soldado o vê, mas acaba deixando-lhe escapar, essa história faz com que Lola a personagem de Ariadna Gil se interesse tanto pelo tema a ponto de escrever um livro sobre o assunto.
Ariadna Gil é de um talento único, e mesmo não estando interpretando o papel de sua vida ela se sai muito bem, as cenas da guerra no início são reconstituídas em preto e branco, e logo ganham cores.
O ponto mais forte do filme é o seu tom de documentário, quando personagens reais são entrevistados, mas de resto ele deixa muito a desejar.
Existe ainda um possível caso de Lola com uma mulher, uma cartomante, mas fica muito vago o tempo inteiro, e a participação de Diego Luna também é rápida, vaga e mal aproveitada.
Soldados de Salamina é um filme de prós e contras, acerta no tom documentário e peca muito nas cenas de ficção que esploram muito mal a realidade dos personagens.
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Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Mulher Gato(EUA, 2004)
Dia desses aqui no blog alguém comentou que o espaço estava legal e tudo mais, mas que só faltava uma coisa, eu falar mais sobre filmes de heróis, pois quem me conhece e/ou já frequenta o blog há algum tempo sabe bem que esse está longe de ser meu estilo preferido de filmes, mas pra ter algo que escrever e também porque gosto de ver um filme comercial e ruim de vez em quando fui ao cinema hoje de tarde na intenção de ver Hellboy ou Homem Aranha 2, mas o horário dos dois me impossibilitava, então acabei escolhendo um filme que não é bem de herói, é de heroina ou algo parecido, Mulher Gato.
Quando se comentou que seria feito um filme sobre a Mulher-Gato, personagens dos quadrinhos e mais lembrada porque Michelle Pheiffer a interpretou em um dos filmes do Batman, surgiu uma espectativa bastante grande, mas logo as espectativas foram por água a baixo quando material do filme começou a ser divulgado, a primeira coisa foi uma foto de Halle Berry vestindo o uniforme, uma coisa medonha que não dava pra acreditar que ela usaria no filme, depois o trailer e etc... eu inclusive cheguei a pensar que tudo se tratava de um grande golpe de marketing, que o estúdio soltaria essas coisas horríveis sobre o filme, mas e que na hora que ele fosse lançado tudo se desmentiria e poderia ser um grande filme, mas infelizmente não foi o que aconteceu, Mulher Gato é a bomba que todos previam.
A Mulher Gato da vez nada tem que ver com Batman, ou com as outras mulher-gato que já existiram, nas HQS, seriados ou cinema, ela é Patience Philips uma mulher bobinha que trabalha como designer numa grande empresa de cosméticos, certo dia seu chefe pede que ela entregue um trabalho para ele até a meia noite do dia seguinte, e quando ela vai entregar o tal trabalho acaba presenciando uma cena onde os vilões discutem sobre os cosméticos, que eles causam sérios danos a saúde de quem usa, depois disso ela acaba sendo assassinada. Depois que é morta um gato acaba dando uma baforada bem na cara dela, e então Patience renasce, agora com sentidos felinos.
A vilã do filme é interpretada por Sharon Stone que não se sai nenhum pouco bem no papel, foi uma péssima escolha para fazer seu regresso aos "grandes" filmes, mas de certo ela estava precisando de dinheiro.
Não dá nem pra dizer o que é pior no filme, mas digamos que ruim mesmo é o roteiro, pior até que o uniforme de couro que Halle Barry usa que a faz parecer uma dançarina de boate de quinta, a história é totalmente previsível, e já que a mulher-gato sempre foi vista como uma grande vilã eles tentam deixar traços nela de uma grande vingadora, ela assalta uma joalheria e é acusada de assassinato, mas não deixa de ser boazinha.
É um filme que provavelmente irá agradar crianças, que são um público bem menos exigente e na maioria das vezes gostam do estilo do filme, como também não poderia faltar há um galã para a mulher gato, que também é um detetive e investiga os crimes em que ela está envolvida, o tal é Benjamim Bratt de Miss Simpatia.
Infelizmente não poderia fazer nenhum elogio ao filme porque acho que ele não merece, não culpo a Halle Barry que conseguiu fazer duas grandes porcarias no mesmo ano, o primeiro foi Na Companhia do Medo(Gothika) e agora este, ela é talentosa, mas deve ganhar uma boa grana por isso.
A trilha também é horrível, cada vez que Halle Barry começa a soltar o rebolado tocam musiquinhas daquelas cantorazinhas americanas do naipe de Britney Spears que não cantam, só gemem. Me desculpem os que gostaram, acho que desde Tróia eu não falava tão mal de um filme, mas este merece, da próxima vez mandem os 100 milhões de dólares aqui pra casa que eu faço coisa melhor.
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Domingo, Agosto 15, 2004
Kamchatka(Argentina, 2002)
Depois de uma longa espera acabei vendo Kamchatka, e definitivamente não me decepcionei, o amigo que viu comigo não parava de repetir que o filme era vazio e bobo, mas ele com certeza não deve ter sido o único que não entendeu o espírito do filme, não se trata de ser vazio, se trata de ser sutil.
O filme se dá início em 1976 quando a Argentina sofreu o golpe militar no país, o narrador da história é Harry um menino de 10 anos, que não consegue assimilar muito bem as coisas que estão acontecendo porque seus pais lhe acabam escondendo a verdade, talvez para fazer tudo parecer com um jogo, assim como no italiano A Vida é Bela.
Na ditadura bastava existir para ser um perseguido político, Kamchatka nunca mostra a razão aparente da família estar fugindo, aliás o casal protagonista do filme dispensa qualquer apresentação Cecilia Roth e Ricardo Darín interpretam os pais de dois meninos, e acabam levando os filhos para uma fazenda isolada, onde eles nem sabem muito bem onde fica, ditam várias regras para poder ficar no lugar e ali ficam, e foi assim com muitas família na ditadura não só na Argentina como em vários outros países da América Latina, família precisavam esconder-se para que não fossem presas, torturadas ou mortas.
O diretor de Kamchatka também já é bastante conhecido, Marcelo Piñeyro de Plata Quemada e Cinzas no Paraíso, aqui ele se destaca por tentar inovar na originalidade, tratando de um tema tão forte com tanta leveza, nos fazendo pensar, deixando as cenas subentendidas e jamais revelando alguma farda militar e mostrando o que se passa lá fora, isso fica por conta do que imaginarmos, e é muito provável que por isso Kamchatka não seja um filme para qualquer um.
No elenco ainda Tomás Fonsi de Uma Noite com Sabrina Love que interpreta Lucas, um personagem que não se sabe bem quem é, mas acaba se tornando um grande amigo do filho mais velho Harry, o outro menino é o Enano que devido a situação que se encontram sempre acaba mijando na cama, e ainda participa Héctor Altério que aparece pouco e repete o personagem de pai do Ricardo Darín, assim como fez em O Filho da Noiva.
Enfim Kamchatka é um belo filme que te faz pensar, que é cheio de referências mesmo ocultas, e que tem um elenco de grandes estrelas.
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
Ótimos filmes para a Sexta-Feira 13
Carrie a Estranha
O Bebê de Rosemary
O Massacre da Serra Elétrica
Drácula de Bram Stoker
Sexta-Feira 13 Parte 2
Pânico
A Espinha do Diabo
O Iluminado
O Exorcista
Um Drink no Inferno
O Despertar dos Mortos
Evil Dead - O Demônio
A Hora do Pesadelo
Fome Animal
Cemitério Maldito
trilha do momento Ladytron - Playgirl
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Terça-feira, Agosto 10, 2004
As músicas que eu tenho escutado últimamente...
Minhas aulas recomeçaram e eu já tenho vários trabalhos pra fazer, acabei não vendo muitos filmes da semana passada pra cá, exceto ontem que revi a Professora de Piano, que é excelente por sinal, como esses dias alguém comentou aqui sobre eu não falar muito de música, resolvi contar o que eu tenho mais escutado nestes últimos dias, reparei que nem tudo é recente, ou seja não sou um adepto a musiquinhas da moda, espero em breve poder atualizar o blog falando de algum filme que eu tenha visto.
The Cure - Lost
Morrissey - Irish Blood, English Heart
Scissor Sisters - Comfortably Numb
Plastilina Mosh - Afroman
The Stooges - TV Eye
Elza Soares - Opinião
Molotov - Hit Me
Felix da House Cat & Macauly Culkin - Money, Success, Fame, Glamour(da trilha de Party Monster)
La Vela Puerca - El Viejo
Bersuit - La Soledad
Venus in Furs - Baby's on fire(trilha de Velvet Goldmine)
Placebo - Special K
Bebel Gilberto - Simplesmente
Tori Amos - Enjoy the Silence
Bulldog - Fatal
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Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Monster(EUA, 2003)
Eu esperava bem mais de Monster, mesmo já sabendo que ele poderia não ser lá grandes coisas, mas aí me deparo com um filme bem fraco e cheio de clichês.
Acho que no mínimo o filme poderia ter uma carga dramática bem mais pesada, mas não tem. Monster trata da história verídica de Aileen Wuornos, uma das primeiras serial-killers mulher nos Estados Unidos, e justamente por se tratar de uma história real é que acho que o filme deveria ousar muito mais.
A tal serial-killer é interpretada por Charlize Theron, totalmente transformada, vários quilos mai gorda e debaixo de muita maquiagem pra deixar suas feições mais brutas, e ainda bastante masculina na forma de gesticular, trasnformações sempre agradam a academia do Oscar, e então a premiaram como melhor atriz neste ano, e acho que até que ela tenha merecido, pois apesar de tudo esta é a sua melhor atuação, a primeira que exigiu um pouco mais de seu talento.
Quem também estrela o filme é Christina Ricci de quem eu sempre gostei por não fazer apenas porcarias hollywoodianas, ela interpreta Selby, que conhece Aileen em um bar quando ela está prestes a se matar, inclusive a música que toca nessa cena é All She Wants Is do Duran Duran, as duas acabam se envolvendo e desenvolvendo uma paixão instantânea, como Selby está hospedada na casa de uns amigos de seus pais, Aileen tenta arrumar dinheiro para pagar um quarta da única forma que conhece, se prostituindo, o conflito parte daí, o "cliente" que arruma a espanca, amarra e estupra, e ela acaba tirando uma arma da bolsa e o mata.
Depois do primeiro crime, acaba se tornando fácil para arrumar dinheiro e carros, um pouco mais do que prostituir-se e é o que ela passa a fazer por um tempo pra sustentar sua relação com Selby.
Faltou muita coisa pra considerar o filme bom, em certas partes a personagem solta os seus traumas de infância, mas acho que isso deveria refletir sempre no personagem, culpa de um roteiro mal-construido, ainda assim tem gente que assiste e gosta, de repente vale arriscar.
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Terça-feira, Agosto 03, 2004
Aproveitando o post sobre o filme do Michael Moore, Fahrenheit 9/11 vou postar aqui no blog mais uma daquelas já famosas listas, dessa vez sobre os 10 melhores filmes de guerra, eu nunca fui um admirador do gênero, ou seja acho que minha lista está um pouco precária, a grande maioria dos filmes é americano, talvez porque os Estados Unidos tenha se especializado no gênero, mesmo assim consegui chegar aos 10 melhores, a lista também me deu outra idéia para fazer um top próximo com os melhores filmes sobre ditadura.
TOP 10 GUERRA
A Lista de Schindler(EUA, 1993)
Apocalipse Now(EUA, 1979)
O Pianista(Polônia, 2002)
Nascido para matar(EUA, 1987)
O Império do Sol(EUA, 1987)
Platoon(EUA, 1986)
Terra de Ninguém(Bélgica, 2001)
Além da linha vermelha(EUA, 1998)
Amém(França/Alemanha, 2002)
O Trem da Vida(França, 1998)
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Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Fahrenheit 11/9(EUA, 2004)
Quando Michael Moore ganhou o Oscar de melhor documentário em 2002 ele afirmou em seu discurso "Nós vivemos em um país fictício, com um presidente fictício", ele foi cortado com a musiquinha subindo de volume e foi muito censurado em seu país pelo discurso, mas isso era só o começo tanto que seu novo filme Fahrenheit 11/9 é inteiramente dedicado a detonar o presidente Bush.
O filme é uma arma de Moore contra Bush, esculacha o presidente do início ao fim, chama ele de burro pra baixo, o que todos já sabemos, e mostra algumas cenas que chegam a inclusive ser hilárias, como em Tiros em Columbine, Moore foi muito feliz na forma como editou esse filme que ganhou a Palma de Ouro em Cannes esse ano.
Embora Michal Morre seja manipulador sim, por exemplo quando tenta explicar as ligações da família Bush com os Bin Laden, ali a informação me pareceu meio rasa.
É um filme que não há muito a ser explicado, precisa ser visto, e foi lançado em uma época perfeita, no período de eleição nos Estados Unidos, onde Bush tenta se reeleger e provavelmente consiga, pelo menos o filme pode servir como um alerta para o povo americano, mas além de toda a incompetência de Bush o filme mostra a alienação do povo americano, é ótimo quando em uma cena a cantorazinha pop Britney Spears dá um depoimento, que ela é burra todos já sabem, mas ela completa dizendo que confia muito no presidente e o que ele fizer será bom, hiláro.
O trailer do filme também menciona sobre quando os aviões atingiram as torres e que Bush estava em uma escola lendo um livro para crianças, pois essa é também uma das cenas mais interessantes do filme, quando mostra o Bush mesmo sabendo do que estava acontecendo sem sair da escola, apenas pensando, fazendo caras e bocas, nisso Michael Moore aproveita para esculachar geral tentando adivinhar o que ele pensava.
Fahrenheit 9/11 ainda mostra o recrutamento de jovens para a guerra, e cenas da própria, onde se mostra algumas coisas bem chocantes, principalmente porque os americanos estavam atacando pessoas indefesas, crianças, e homens que nada fizeram aos Estados Unidos.
O tom irônico de Michael Moore precede por todo o filme, e quando chega ao final a sensação que fica é a indignação e de não conseguir entender como um babaca desses está no poder, e talvez continue nele.
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Domingo, Agosto 01, 2004
Party Monster(EUA, 2003)
Party Monster não é um filme para todo mundo assistir, pessoas que não tenham no mínimo interesse pela cena clubber ou a cena eltrônica, certamente não gostarão muito, já vi bastante gente por aí dando vários adjetivos bem impróprios ao filme, ou seja ele atinge muito mais um publico alvo, e para mim foi bom.
O filme é uma história real, que conta o período em que Michael Alig um garoto do interior vai tentar a vida em Nova York no final dos anos 80 lá descobre um mundo novo, conhece pessoas, e acaba querendo desfrutar de todo o glamour que pode lhe ser proporcionado, com a ajuda de James ele acaba começando a promover suas primeiras festas.
Logo na primeira festa que Alig promove está uma das personagens mais bacanas do filme, talvez por se tratar do bizarro Marilyn Manson vivendo uma travesti completamente junkie, no filme ele não faz muitas aparições, mas são suficientes para deixar sua marca.
Embora Party Monster tenha alguns defeitos, como por exemplo não explicar algumas transições de tempo ou certas situações, mas ainda assim dá pra ficar subentendido, ou seja não é nada que prejudica o desepenho do filme.
Acho que Macauly Culkin escholheu bem o filme em que regressaria depois de quase 10 anos, ele poderia muito bem ter feito uma comédia boba, a sequencia idiota de algum filme de terror, ou qualquer outra coisa super-americana, mas não, foi pra um lado bem mais alternativo e um filme com orçamento relativamente baixo, se bem que seu novo filme se trata justamente de uma comédia romântica.
O visual do filme é incrível,roupas absurdas, muita maquiagem, e por se tratar de uma história real, mostra lugares que realmente existiram, djs que fizeram sucesso na época, enfim, é mais um dos aspectos legais de Party Monster.
Eu sempre gostei de filmes que mostrassem a decadência humana, não sei de onde vem este meu gosto mórbido, mas é algo que me atrai, por exemplo Boogie Nights é um filme de que gosto muito, e em certa parte de Pary Monster como já é de se imaginar a droga acaba tomando conta de toda situação ou seja, cada vez mais o universo de Alig, do amigo James e de todos os outros se torna vazio.
A premissa do filme parte do ponto em que Michael Alig mata um traficante, essa cena só é mostrada mais para o final, mas logo no início, Michael conta ao amigo sobre o que aconteceu.
Quem é uma grande surpresa no filme é Seth Green que até então nunca tinha feito nada muito significativo, mas ele está muito bem aqui, além de muito engraçado, no elenco também está a Cloé Sevigny que eu achei um pouco apagada.
A trilha sonora do filme, eu já havia comentado aqui há algum tempo, é muito boa, tem coisas do passado como Dead or Alive, Mannequin, Le Rock, Ladytron e coisas do electro atual como por exemplo Miss Kittin.
Recomendo Party Monster, mas não garanto que gostem, como disse antes o filme é muito mais destinado a um tipo de público, aliás o mesmo tema originou um documentário em 1998 produzido pelos mesmos diretores deste, a inspiração para o roteiro foi o livro escrito pelo clubber James St. James, quem não se interessa pelo tema pode ver pra pelo menos matar a curiosidade de como Macauly Culkin está atuando.
Aproveitando o tópico pra fazer um pouquinho de publicidade, quem olhar lá embaixo vai ver que tem uma imagem redirecionando ao site da GNT, pois é no site deles existem uma seção chamada Ora, Blog, e o Movies & More foi linkado por eles, ou seja nada mais justo que uma link em forma de agradecimento.
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