|
Ø Perfil
Eduardo
21 anos
Porto Alegre/RS
E-Mail e MSN:
eduardo417@hotmail.com
::MEU FOTOLOG
::SITE CULTURA LATINA
::FÓRUM CULTURA LATINA
Ø
Blogs de Cinema
Alta Fidelidade
Cinema & Cia
Baú de Filmes
Cinéfilos
Cinema e ETC
Meus Filmes
Cine Majestic
Cinéfila de Plantão
Nem Todos São Arte
Imagem em Movimento
Technicolor
Sala de Projeção
Purviance
Cinelândia
Cinema Falado
Cine na Veia
Os Cinéfilos
Spoiler
Tarantino
Filmes gls
Punch Drunk Movies
Os Intocáveis
Los Olvidados
Confortavelmente Entorpecido
Ø
Blogs Legais
Insalata Miste
Grotesque Perplexidade
PH(ácido)
Mata Hari e 007
Ø
Links
Fórum Cultura Latina
Adoro Cinema
Buñuel
E-Pipoca
Allmodóvar
Forum Adoro Cinema
Cinema Argentino
Pantalla
Cinema Mexicano
Tributo a Almodóvar
Club Cultura
La Híguera
IMDB
Gael García Bernal
All Movie Guide
Cinemateca Uruguaya
Coisa de Cinema
Cinebook
Omelete
Noticine
Cinemascopio
Webcine
Classic Movies
All Posters
Espaço Vídeo
Cinefagia
Cinema em Cena
Revista de Cinema
Digestivo Cultural
Carátulas de Cine
Cine Fantástico
Leedor
Porto Alegre
Casa de Cinema
Site de Cinema
Zeta Filmes
Ibest Cinema
HBO
Ø
Arquivo
Ø
Créditos
|
|
|
Quinta-feira, Setembro 30, 2004
sobre A Dona da História
certas coisas me tiram a vontade e inspiração pra escrever, mas só pra que não passe em branco assisti A Dona da História, um filme que eu não esperava absolutamente nada, e realmente é bastante sem sal, bem fraco.
A maioria já sabe que é adaptação da peça que era estrelada por Andréa Beltrão e Marieta Severo que também está no filme e é uma grande atriz, mas desde Carlota Joaquina não emplaca um personagem muito marcante, no elenco ainda tem Débora Falabella que não é ruim, mas tem um sério problema quando escolhe seus personagens, Antônio Fagundes e Rodrigo Santoro.
Quem surpreende é Fernanda Lima que ainda tem muito o que aprender mas acaba se saindo bem.
Era isso, pra um filme da Globo Filmes ele provavelmente conseguirá os seus objetivos, agradar o grande público já que comédias românticas geralmente conseguem isso.
Comentários:
Segunda-feira, Setembro 27, 2004
Dose dupla Buñuel
quem frequenta meu blog sabe que de vez em quando sempre aparece comentários sobre filmes de Buñuel, aqui mais dois, ambos de sua fase mexicana, e ambos com homens vivendo os protagonistas.
Ensaio de um Crime(México, 1955)
A fase mexicana de Buñuel é marcada pelos melhores de seus filmes como Os Esquecidos e O Anjo Exterminador, ambos uma espécie de drama social criticando a sociedade e também a igreja, o que sempre foi comum de ser visto em seus filmes, mas Ensaio de um crime além de ter esse lado crítico, e de mostrar toda uma série de elementos bastante usados pelo diretor também conta com doses bem significativas de humor negro.
A história do filme fala de um homem que é interpretado por Ernesto Alonso, excelente ator mexicano e que hoje se tornou famoso como diretor de novelas, ele vive Archibaldo um homem completamente perturbado que quando criança viu sua babá morrer e pensou que a morte tinha sido causada pelo seu desejo ao fazer funcionar uma caixinha de música "mágica", muitos anos mais tarde Archi encontra a tal caixinha num antiquário e a compra, trazendo então de volta a tona o seus desejos de matar mulheres, ao mesmo tempo que também vê nisso algo totalmente sexual.
Uma das primeiras cenas do filme é quando Archibaldo internado numa clínica conta um pouco do seu passado para uma freira, logo tenta matá-la com uma navalha, mas a freira corre até cair no buraco do elevador e morrer, ele até tenta confessar seu crime para a polícia, e é a partir dessa confissão que se desenrola a história do filme.
Assim como em O Cão Andaluz, Buñuel também faz a figura da navalha presente todo o tempo, quase como algo fetichista.
Atualmente muitos diretores tentam copiar essa gênero de drama psicológico, criando personagens atormentados e pseudo-assassinados e ainda achando q seu filme é um grande thriller, mas ninguém consegue fazer o que Buñuel fazia com uma genialidade incrível, e se formos analisar o filme é feito com bastante simplicidade,e justamente por isso é tão genial.
O humor negro, escrachado está nas tentativas frustradas de Archibaldo em matar mulheres, ele deseja muito, mas sempre falha de uma maneira ou outra.
O que mais gosto nos filmes de Buñuel, é sempre prestar a atenção nos mínimos detalhes e ver que ali se escondem grandes sacadas, assim como muitos outros, este Ensaio de um Crime é imperdível!
O Alucinado(El, México, 1952)
O Alucinado ainda era inédito em dvd e vídeo no Brasil, mas finalmente foi lançado em dvd, ainda que as distribuidoras devam muitos de seus filmes para as prateleiras.
O filme é muito mais neo-realista do que surrealista, o gênero que consagrou Buñuel, e assim como Ensaio de um Crime também faz críticas sociais. Buñuel confessou algumas vezes que O Alucinado era um de seus filmes preferidos, a minha opinião é um pouco diferente, ainda que este seja realmente muito bom.
Muitos dos filmes do diretor se caracterizam por ter mulheres como protagonistas, e também o relacionamente de moças mais jovens como homens maduros, mas dessa vez, como em Ensaio de um Crime, o protagonista é um homem, ainda que a personagem feminina seja fundamental.
O filme destaca o machismo latino, o personagem central é Francisco, um homem rico, que vive em batalhas judiciais, que agrada o padre e toda a sociedade que o cerca, um belo dia acaba conhecendo uma moça na igreja, e a persegue para que ela seja sua, mas ele descobre que ela é noiva de um amigo, e acaba convidando os dois para uma festa em sua casa, logo ele a conquista e a beija, corta então para um encontro dela, Gloria, com o então ex Raul, Gloria já está casada com Francisco e começa a se queixar de seus problemas conjugais.
Conforme o tempo de filme vai se passando, notamos como o personagem, Archibaldo está cada vez mais atormentado, ele humilha a mulher, tem crises violentas de ciúme, e ainda faz todo mundo acreditar que sempre está com a razão.
Sem entrar muito em detalhes, o filme tem belíssimas atuações e um final que é um dos melhores que já vi nos filmes de Buñuel.
Comentários:
Domingo, Setembro 26, 2004
Breves Comentários...
SEM NOTÍCIAS DE DEUS(Espanha, 2002)
Eu vi Sem Notícias de Deus há mais ou menos uns dois anos atrás, e provavelmente porque eu estava num clima totalmente diferente é que havia gostado muito do filme, dessa segunda vez ele acabou perdendo um pouco do encanto pra mim, mas ainda assim eu gosto, o elenco é uma delícia pra qualquer adorador de cinema latino como eu, Victoria Abril, Penélope Cruz, Demián Bichir, Luis Tosar, Gael García Bernal e Fanny Ardant, muito bom, o diretor Augustin Dias Yañez merece muitos méritos por ter conseguido reunir tantos nomes famosos em um mesmo filme. O filme já está nas locadoras, conta uma história onde o céu está em decadência e o inferno com super-lotação, para isso são enviadas para a terra duas representantes, uma do bem e a outra do mal, elas tentam conseguir a alma de Manny um boxeador em crise. Tem duas cenas muito legais onde a Victoria Abril canta, no céu, que aqui é representada por uma Paris em preto e branco, numa delas inclusive é uma bossa nova, e na outra ela lembra bastante Rita Hayworth em Gilda, já Penélope Cruz faz a anja do inferno, meio bruta e lésbica. Mesmo não sendo nenhuma maravilha, é um filme divertido, e valido como entretenimento.
BENJAMIM(Brasil, 2004)
BOMBA!!!!! Meu Deus, esse filme é muito ruim, no começo nem parece que vai ser tanto, ele usa uma narrativa interessante, sem ordem muito cronológica, funcionando mais pelas lembranças dos atores, é por isso que Cléo Pires vive duas personagens, Castana e Ariela, a primeira está nos anos 60 e é o grande amor da vida de Benjamim, interpretado por Danton Mello, a segunda é uma moça saidinha, que trabalha numa corretora e que muitos anos depois conquista o já maduro Benjamim, agora interpretado por Paulo José. Mas o filme é um desastre, talvez tenha sido o roteiro mal-elaborado, e olha que até Jorge Furtado assina o script, talvez também tenha sido a combinação do elenco que não está muito bem, principalmente Cléo Pires que é totalmente artificial nas cenas em que chora. Enfim, de bom mesmo só a última frase que é dita no filme e a música Alegria interpretada por Arnaldo Antunes.
Comentários:
Sábado, Setembro 25, 2004
Tiresia(França, 2003)
Antes de ver Tirésia tinha lido muito pouco a respeito do filme, o que é ideal para criar uma imparcialidade, e realmente me deparei com uma boa surpresa, pelo menos até a metade, o filme é inspirado no mito grego Tirésia, onde ela é mulher e homem ao mesmo tempo, e quem assume a direção é Bertrand Bonello, do péssimo, O Pornógrafo, mas desta vez ele acaba se saindo bem melhor, criando uma direção muito mais sensível e direta.
Tirésia é uma travesti brasileira que batalha por programa no principal ponto de prostituição de transexuais em Paris, o Bois de Boulogne, e logo numa das primeiras cenas o diretor filma esse lugar quase que em um tom documental, com as travestis na maioria brasileiras se mostrando para os carros que passam e trocando algumas palavras em português, mas a música que toca ao fundo nos remete para um mundo vazio e triste.
Do meio de todas aquelas travestis, surge Terranova, um homem estranho, que despreza a maioria delas mas se encanta ao ouvir uma num cantinho, sentada num tronco, cantando Teresinha de Jesus, ele acaba levado a "moça" para casa e a tranca, diz que agora ela lhe pertence e de lá não sairá, aí começa a parte mais interessante do filme, ele nos mostra que travestis não são apenas aquela visão caricata e esculachada que o cinema costuma usar, o diretor mostra em Tirésia um humano, não uma máquina de perversão como já estamos acostumados a ver, inclusive em certo momento Tirésia fala pro sequestrador que por trás de toda a alegria está escondido o desespero.
Seria um pouco impossível comentar o filme sem contar um pouco mais sobre ele, mas como li isso em algumas das sinopses acho que não teria problema, mas se por acaso alguém não quiser saber dos detalhes é melhor parar de ler por aqui. Depois de algumas semanas de martírio Tirésia começa a se transformar, sem suas doses regulares de hormônio a barba começa a crescer e ela volta a adquirir suas formas masculinas, no início o sequestrador tenta resolver, lhe dá um barbeador e tenta arranjar hormônios, mas não consegue, e a cena então que mais me chocou é a que em uma noite quando Tirésia dorme na cama ele entra com uma tesoura no quarto, a câmera indica que ele vai cortar a corda que ela está amarrada mas não, ele lhe fura os olhos, até aí o filme ia muito bem, mas exatamente a partir desse ponto começa a desandar.
O filme desanda porque Tirésia que agora fica cega e é encontrada na estrada por uma garota começa a ter alucinações depois de já ter tido seus cabelos raspados e adquirido completamente formas masculinas.
A dupla de atores que interpreta Tirésia no filme é de brasileiros, Clara Choveaux estrela a primeira metade, e depois quem assume é Tiago Telles, ambos falam várias frases e palavras em português durante o filme, eu imaginava que dois atores para um só personagem complicaria, mas este não é o problema aqui.
Tirando as premonições até que se tem um bom filme, mas o diretor quis seguir a lenda, onde Tirésia também ficava cega ao ver a nudez da deusa Atena, então nos resta uma primeira metade excelente e uma segunda meia boca.
Comentários:
Intacto(Espanha, 2001)
O argumento central de Intacto parte da idéia de que a sorte é um dom concebido ao nascer e que são poucos que recebem esse tal dom. O filme começa quando o dom de Federico, Eusebio Poncela de A Lei do Desejo, é roubado por aquele homem que também tem sorte e ainda é capaz de se apoderar da sorte alheia.
Depois que Federico se torna um homem "comum" ele resolve tentar achar um homem que tenha o dom muito forte para que possa se vingar, eis que aparece então Tomás, Leonardo Sbaraglia de Plata Quemada, que é um ladrão e único sobrevivento de um acidente aéreo que matou 237 pessoas.
Apesar desse argumento até interessante, não gostei muito de Intacto, achei o começo bem ruim, deu uma leve melhorada em seguida, mas depois decaiu totalmente, o diretor Juan Carlos Fresnadillo ainda não fez muitos filmes e não é muito conhecido aqui no Brasil, achei até estranho o filme vir para o Brasil, mas como ele chega a ter um apelo mais comercial, é uma espécia de thriller justifica-se.
Existe ainda uma quarta pessoa afortunada com o tal dom, ela é uma policial que perdeu sua família num acidente, e empenha-se a encontrar Tomás e colocá-lo na prisão, mas essa história pessoal dela é tão mal explorada que seria melhor se não existisse.
No filme as pessoas costumam jogar com a sorte para saber até onde podem chegar, são essas cenas que tentam carregar na atmosfera de suspense, mas são totalmente frustradas, existe uma ou outra sequência legal, apesar da fotografia boa, como uma cena onde as pessoas correm vendadas em um bosque cheio de árvores.
Eu ainda não tinha visto nenhum filme com o Eusebio Poncela fora os que trabalhou junto do Almodóvar, achei ele bastante perdido nesse seu personagem, e sobre o Leonardo Sbaraglia, ele é bom no que faz, e talvez seja por ele que o filme valha a pena ser visto.
Comentários:
Quarta-feira, Setembro 22, 2004
Soy infeliz
Porque se que no me quieres para que mas insistir
Vive feliz
Si el amor que tu me diste para siempre resenti
Soy infeliz
Porque se que no me quieres, piensas que puedes morir
Que me sirvan otra trago con dinero yo los pago
Pa` calmar este sufrir
Vive feliz en tu mundo de ilusiones
No pienses mas en tu amor y tus traiciones
Soy infeliz
Porque se que no me quieres, piensas que puedes morir
Que me sirvan 4 tragos con dinero yo los pago
Pa` calmar este sufrir
Comentários:
Domingo, Setembro 19, 2004
Coração de Fogo(Uruguai/Argentina, 2002)
Quando convidei um amigo para ir assistir Coração de Fogo ele me perguntou do que se tratava, eu respondi que era um filme sobre uma locomotiva, logo ele fez um cara de nojo que aumentou quando eu respondi que o filme era uruguaio, e definitivamente eu volto a afirmar que existem filmes que não podem ser vistos pela maioria, até porque quando estão passando no cinema, as salas quase nunca enchem.
Mas enfim, Coração de Fogo não é apenas um filme sobre uma locomotiva como descrevi para o meu amigo, é um filme sobre os sentimentos de três homens, sobre como é duro perceber que se está envelhecendo e a morte por bem ou por mal está cada vez mais próxima, e o filme está estrelado por Federico Luppi que recentemente também fez um filme que tratava mais ou menos do mesmo tema, o excelente Lugares Comuns.
Tudo começa quando o conselho destes homens aposentados decidem roubar uma locomotiva que acaba de ser vendida para Hollywood, eles alegam que o Patrimônio não pode ser vendido e por isso armam um plano para sequestrá-la, e junto de um garoto acabam viajando com a locomotiva pelo Uruguai.
Achei que a idéia central do filme é muito bem bolada, e graças a grande atuação dos protagonistas que também conta com Héctor Altério de O Filho da Noiva e Gastón Pauls de Nove Rainhas o grau de sensibilidade acaba aumentado muito mais.
Últimamente ando falado bastante sobre cinema latino aqui no blog, principalmente sobre o argentino que é que tem tido uma melhor distribuição aqui no Brasil, quem conhece as minhas preferências sabe que dou muito ênfase pro cinema de língua hispana e que não poderia ter perdido a oportunidade de ver Coração de Fogo em uma mostra especial sobre o cinema da América-Latina.
Vale muito a pena ver o filme, quando ele chegou ao final, encheu meus olhos de lágrimas, não sei se é porque o meu grau de sensibilidade e de sofrimento ande bem alto ou se porque ele realmente me tocou fundo, eu acho que os dois, pois aborda um tema que chega a parecer bem simples, mas com boas doses de humor e de drama se tornou um grande filme.
Comentários:
De tempos em tempos eu escolho um diretor no qual resolvo me aprofundar mais em sua obrar, o diretor da vez é o francês Truffaut, comecei assistindo o que foi seu primeiro filme, e tido como uma de suas maiores obras primas, Os Incompreendidos de 1959, e não foi só pelo título que ele me lembrou bastante Os Esquecidos de Buñuel, mas ambos tem várias semelhanças.
É um filme sensacional, com toda a certeza entra pra lista dos melhores franceses que já assisti, fala sobre um menino interpretado por Jean Pierre Leuad que mora com a mãe e o padrasto, o casal só trata o filho bem quando os convém e isso acaba refletindo diretamente na personalidade do garoto que tem 13 anos.
Os Incompreendidos é tido como um dos maiores exemplos de nouvele vague do cinema, é realmente sensacional, vale muito a pena assistir, tudo é muito perfeito, os enquadramentos, atuações e os diálogos que se fazem sempre necessários, a melancolia e os personagens que atormentam a vida do menino como por exemplo o professor chato.
Comentários:
Terça-feira, Setembro 14, 2004
Bem me quer, mal me quer(França, 2002)
Audrey Tautou que fez Amelie Poulain, e por muito tempo vai continuar ligada pelo público a sua personagem mais meiga, é a estrela deste filme, quando Bem me quer mal me quer, a gente fica procurando as semelhanças entre Angelique sua personagem aqui e Amelie, mas elas não existem muito.
O filme fala sobre uma mulher, Angelique, artista plástica que está cegamente apaixonada por um cardiologista, mas que é casado e que a mulher está grávida, ele sempre fura aos encontros com ela, embora segundo ela, o amante seja apaixonadíssimo.
O início do filme chega a ser monótono porque parece que nada acontece, parece que as coisas não se explicam bem e tudo fica muito vago, até então me pareceu um filme ruim, mas as coisas começam a acontecer somente a partir da segunda metade, quando o filme passa a ganhar forma de verdade.
O que acontece com Bem me quer, mal me quer é que ele é um filme divido em dois, e somente a partir a segunda metade é que ele fica melhor, a primeira mostra o amor de Angelique segundo ela mesma, e a segunda eu não poderei falar pra não revelar o final do filme.
Enfim, o filme é bem razoável e não me inspira escrever muitas linhas, sem nada demais, o elenco afinado conta também com o nome de Samuel le Bian de Pacto dos Lobos.
Medéia(de Pier Paolo Pasolini, Itália, 1969)
Pasolini foi um dos diretores de mais peculiaridades que a história do cinema já viu, e Medéia é um filme que parece unir todas essas suas peculiaridades para resultar em um grande épico.
Óviamente o filme conta o mito grego de Medéia escrito por Euripides, e conta sobre a bruxa Medéia que matou o próprio irmão por ambição.
O mais interessante do filme é que a personagem título é interpretado pela cantora Maria Callas, que atuava muito bem e este foi o único filme de que participou, ela posa com sua personalidade de diva o tempo inteiro, o que faz que seu personagem se torne ainda mais interessante.
Como em vários dos filmes de Pasolini a primeira cena sempre mostra algo inusitado, dessa vez ele não usou porcos, e sim uma criança pequena e um centauro explicando a ela que quando crescer irá se tornar rei, e eis que ele se torna rei e acaba se casando com Medéia.
O filme não chega a ter muitos diálogos, é mais uma história de olhares e movimentos com o corpo,tem uma música de impacto, e cenas que estéticamente incomodam.
Comentários:
Segunda-feira, Setembro 13, 2004
Festival de Curtas
Esse final de semana assisti há alguns curtas do Festival de Curtas de São Paulo que estava sendo exibido também aqui em Porto Alegre, infelizmente só consegui ver uma seção com 7, gostaria de ter visto muito mais, é impressionante como se pode se criativo e competente em uma obra que tem apenas poucos minutos, o curtas de que mais gostei era uma animação, acho que inglesa, e narrada por Geofrey Rush, sobre um boneco azul e sua vida, muito interessante, outro era sobre uma mulher careca e suas perucas que sempre voavam com o vento, enfim fiquei na vontade de assistir mais, muitos desses curtas se pode baixar pela internet, um bom site é o www.portacurtas.com.br
Depois vou fazer uma pesquisa mais a fundo sobre os filmes pra postar aqui
Comentários:
Sábado, Setembro 11, 2004
Terminal(EUA, 2004)
Pra quem está acostumado com o Spielberg grandioso, de super produções de Hollywood e abusando dos efeitos especiais, irá estranhar bastante O Terminal, aqui o diretor, assim como o seu filme anterior Prenda-me se for capaz, está bem mais modesto, apesar de ter reconstruido em estúdio o aeroporto JFK e provavelmente ter gastado bastante com isso.
O Terminal é uma mistura de drama e comédia, conta a história de Victor interpretado por Tom Hanks, ele não fala uma palavra em inglês, e quando chega a Nova York tem o passaporte aprendido e não recebe o visto, a explicação disso tudo é porque seu país, uma república fictícia ao lado da Rússia chamada Krakohvia sofreu um golpe militar, sendo assim o país deixou temporariamente de existir, e os EUA não podem nem lhe dar o visto e muito menos asilo político, ele precisa então ficar esperando no aeroporto até que as coisas se resolvam, as autoridades do aeroporto esperam que ele fuja, mas ele não o faz, e espera, espera, e assim em torno da espera dele é que se desenvolve o filme.
Apesar de não ter achado o filme maravilhoso, eu até pude interpretá-lo como um pouco crítico ao sistema dos aeroportos norte-americanos e a própria potência estado-unidense, cheia de exclusôes étnicas, até porque os funcionários de funções mais "baixas" no aeroporto são um indiano e outro mexicano, mas o próprio Spielberg no Festival de Veneza revelou que o filme não tem intenção nenhuma de fazer críticas, ele funciona apenas como entretenimento.
Além de Tom Hanks que já trabalhou com Spielberg antes em O Resgate do Soldado Ryan e Prenda-me se for capaz no elenco ainda estão Catherine Zeta Jones no papel de uma aeromoça que desperta o interesse de Victor, e o mexicano Diego Luna de E sua mãe também que já começa a dar passos largos na indústria de Hollywood.
Enfim, O Terminal é um filme sem grandes pretenções, e cumpre sua função de entreter, nada mais além disso.
Comentários:
TOP 10 STEVEN SPIELBERG
Steven Spielberg sempre foi conhecido por dirigir e produzir filmes cheios de efeitos especiais e ação, últimamente anda mais discreto, mas promete voltar ao gênero que o consagrou no ano que vem, quando estrear A Guerra dos Mundos.
1 - A LISTA DE SCHINDLER
2 - ET O EXTATERRESTRE
3 - IMPÉRIO DO SOL
4 - POLTERGEIST, O FENÔMENO
5 - INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA
6 - JURASSIC PARK
7 - TUBARÃO
8 - A COR PÚRPURA
9 - HOOK - A VOLTA DO CAPITÃO GANCHO
10-MINORITY REPORT - A NOVA LEI
Comentários:
ALEXANDRE VEM AÍ

Comentários:
Quarta-feira, Setembro 08, 2004
FILME DO FERIADO: O Pântano(La Ciénaga, de Lucrécia Martel, Argentina, 2001)
Antes de ver O Pântano eu já tinha ouvido alguns bons comentários sobre ele, que funcionava como um filme que criticava, mas vi que quando o filme acabou a maioria das pessoas desgostou, talvez porque tenham se sentido muito incomodadas, pois foi essa a sensação que o filme me causou quase que todo o tempo, a de desconforto.
O Pântano foi o filme de estréia da diretora Lucrécia Martel, que este ano lançou pela produtora de Almodóvar o La Niña Santa, a história do filme gira em torno de duas famílias da classe média, a primeira delas está passando o verão em um sítio, e apesar de terem uma piscina no pátio, ela está sempre imundae não se pode tomar banho, e a segunda família é composta pela prima da mãe da primeira, seu marido e os quatro filhos.
São pequenos detalhes, que fazem de O Pântano um bom filme, mas o que acaba chamando mais atenção mesmo é o clima que ele cria durante todo o tempo, o filme é como um dia de muito calor, onde não se tem ar condicionado e nem muita sombra para onde ir, resta apenas suar, tamanho desconforto me levaram pra dentro da tela junto dos personagens, onde passei por quase duas horas.
O filme começa um tanto confuso, apresentando seus diversos personagens, a primeira cena mostra um bando de pessoas todas meio bêbadas, áereas, até que Mecha, uma mulher de uns 50 e poucos anos tropeça na cadeira e cai derramando o copo de vinho que estava segurando, ela então se corta, e o marido ao invés de ajudá-la, apenas avisa pra que se levante porque vai começar a chover, e ela não é a única personagem que irá possuir marcas, outro de seu filho Joaquim perdeu um olho brincando e tem parte do rosto deformado.
Uma das coisas mais interessantes do filme é a crença em heróis, neste caso,durante o tempo todo os personagens assistem pela TV uma caixa da água onde centenas de pessoas em volta afirmavam estar vendo a Virgem estampada, coisa que já aconteceu diversas vezes aqui no Brasil e que sempre acaba atraindo pessoas, ou seja elas precisam se apegar em algo abstrato para dar um sentido em suas vidas.
É assim cheio de metáforas que o filme é apresentado, como se a vida dos personagens fosse um pântano onde cada vez mais eles se afundam, muitas coisas ficam subentendidas, como uma relação incestuosa de dois irmãos, o calor infernal, o homem de cabelos pintados, entre outras coisas.
A segunda família tem um pouco menos de destaque mas não menos importância, eles pelo menos parecem ser um pouco mais "normais" ou viver mais dentro dos padrões, e é por isso que se chega a conclusão que na verdade a vida é muito medíocre até que façamos algo para modificá-la.
Comentários:
Segunda-feira, Setembro 06, 2004
Colateral(EUA, 2004)
Em meio a tantas porcarias que Hollywood tem lançado últimamente aparece Colateral, que está bem longe de ser alguma maravilha, mas perto de tanto lixo que vem sendo lançado por aí, este até se salva.
O filme dirigido por Michael Mann de O Informante, começa quando Vincent, o personagem de Tom Cruise chega a Los Angeles, do outro lado da cidade está Max(Jamie Fox) pegando uma passageira com quem acaba flertando, mas é justamente quando larga a tal passageira em seu destino que Vincent entra no seu taxi.
Pode parecer mais um filme sobre taxistas, e talvez ele realmente seja, a única diferença é que tras um argumento um pouco mais convincente do que de costume, Vincent avisa Max que vai precisar ir a cinco destinos para recolher algumas assinaturas, mas logo no primeiro deles um corpo cai em cima do taxi, e se o taxista não deveria saber que estava dirigindo para um assassino, agora sabe, e irá acabar se envolvendo nos crimes.
O filme tras Tom Cruise pela primeira vez como um vilão, mas graças ao sarcasmo do personagem e o próprio carisma do ator, não há como odia-lo, você acaba torcendo por ele.
O filme ainda tenta parecer alternativo com enquadramentos discolados, mas todo mundo sabe que é mais uma produção nos padrões de Hollywood.
No elenco ainda estão Jamie Fox de um Domingo Qualquer, Mark Ruffalo e Javier Bardem que interpreta um mafioso mexicano.
Comentários:
Son de Mar(Espanha, 2001)
O barulho do mar embala durante todo o tempo o amor dos protagonistas do filme, Martina e Ulises, logo na primeira cena já dá pra se ter uma amostra da fotografia linda, quando os créditos são embalados juntos das ondas e do azul da água.
Embora Son de Mar não possa ser considerado um dos melhores filmes de Bigas Luna, eu acabo considerando A Teta e a Lua muito mais original, mas esse tem elementos interessantíssimos, como a transformação que a personagem de Leonor Watling(de Fale com Ela) sofre durante o filme, ela começa como uma garota ingenua, e aos poucos, sem que quase se pereceba as transformações ocorrem, aliás este início de personagem me lembra um pouco Penélope Cruz em Jamón Jamón, onde foi a musa do diretor.
A história parece bem simples, em uma vilarejo perto de Valencia na Espanha, dois jovens se apaixonam, ela acaba grávida e os dois se casam, depois de um tempo juntos a relação acaba se desgastando, e um dia no mar, Ulises que vai pescar, morre.
Anos se passam e Martina casou com um amigo bastante rico, não lhe falta nada, seu filho cresceu com outro pais, mas Ulises acaba reaparecendo. Essa é a premissa do filme, uma história de amor vista por diversos ângulos, o filme inclusive tem vários elementos retirados de outros filmes de Bigas Luna como As Idades de Lulu, mas perde um pouco da autenticidade.
Já comentei antes por aqui que o Bigas Luna é um diretor de altos e baixos, e assim pode se descrever o filme, ele tem suas quedas, mas em geral o resultado é satisfatório, cenas de nudez são fartas e muito bem feitas, sem apelar nenhum pouco para a vulgaridade.
Comentários:
Sábado, Setembro 04, 2004
A Vila(The Village, EUA, 2004)
Podem dizer que A Vila é uma metáfora para a Era Bush como eu já li por aí, o filme pode estar sendo muito bem recebido pela crítica assim como Sinais, mas a verdade é que eu não gostei nenhum pouco.
Eu não havia criado nenhuma expectativa nesse filme, já sabia que provavelmente eu não gostaria, mas as coisas que eu tinha visto sobre, e a bela fotografia me atrairam para o cinema. O maior problema é que o diretor M Night Shayamalan não deixa de lado a fórmula que lhe rendeu muitos bons frutos com O Sexto Sentido, que é um filme bom, aí ele surgiu com Corpo Fechado que muitos gostam e outros não, eu fico no time dos que não, depois veio Sinais um dos filmes mais ridículos de 2002, e agora A Vila, todos repetindo a mesma fórmula de reviravoltas e suspense, o ruim é que o diretor já desgastou isso, e parece que força a barra para fazer reviravoltas desnecessárias.
A história do filme se passa em uma pequena vila do século 19, até aí tudo certo,a montagem e composição de cenários, muito bem elaborada, a premissa do filme já avisa que a história é sobre monstros, então a gente fica esperando pelo menos pior, os tais monstros ou aquelas-de-quem-não-falamos são uma espécie de assombro na vida dos moradores da vila, mas todos se respeitam por nenhum invadir o espaço de cada um, mas é claro que os tais monstros irão aparecer para perturbar a vida pacata do pequeno povoado.
Eu não posso falar muito, porque não quero contar detalhes do filme até porque ele é cheio dessas reviravoltas idiotas, mas se é uma metáfora, achei fracassada, é tão ruim quanto Sinais, uma pena, acho que já está na hora do diretor partir pra outro gênero e parar de bancar o Hitchcock, que isso não é pra ele.
Termino falando do elenco que tem bons nomes como o de Adrien Brody, Joaquin Phoenix, Sigourney Weaver, mas quem realmente se sobresai é Bryce Dallas Howard, um rosto quase desconhecido, no filme ela interpreta uma jovem cega e mostra que tem futuro.
Pretensioso demais, não perca seu tempo nem seu dinheiro!
Comentários:
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Má notícia
A Má Educação só em 12 de novembro, a Fox Filmes adiou a estréia do filme, queria saber porque!
Depois faço uma atualização mais elaborada, ando meio sem tempo
Comentários:
|