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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
E Oscar vai para...
A cerimônia do Oscar que todo o ano é extremamente previsível esse ano até que teve algumas surpresas, eu já dava como certo que O Aviador abocanharia a maioria dos prêmios e deixaria os outros chupando dedo, tá certo que ele foi o filme que mais recebeu estatuetas mas as mais importantes ficaram na mão de Clint Eastwood e seu Menina de Ouro, atriz, ator coadjuvante, diretor e finalmente a de melhor filme, todos pensavam que Scorsese levaria o prêmio de diretor por consolação por nunca ter recebido embora tenha uma filmografia de obras primas.
Eu não achei Menina de Ouro exatamente um filme perfeito, mas pode-se dizer que mostra sim uma maturidade de Clint Eastwood na direção embora colecione alguns clichês, mesmo assim entre O Aviador e Menina este com certeza merecia bem mais o prêmio.
No mais a noite não teve muitas novidades, a não ser claro o prêmio de melhor canção para o uruguaio Jorge Drexler e sua Al Otro lado del Rio, aliás ele deu um tapa na cara da Academia quando ao invés de discursar cantou uns versos de sua música que no palco foi lamentavelmente interpretada por Antonio Banderas junto de Carlos Santana, uma palhaçada.
Não esquecendo também de comentar Mar Adentro que venceu como filme estrangeiro, já era de se imaginar, mas para Amenábar foi com certeza um de seus mais importantes prêmios, mesmo depois de levar 14 Goya para casa.
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Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
INDICADOS AO OSCAR PARTE 2
O Aviador(EUA, 2004)
O Aviador é o filme perfeito para o Oscar, é grandioso, tem um elenco cheio de estrelas e é a cinebiografia de um grande ícone norte-americano, perfeito para ser premiado pela Academia, o que é claro não significa que ele seja um bom filme.
Scorsese definitivamente não é mais o mesmo, onde está o diretor de obras primas como Taxi Driver e Touro Indomável? eu não sei, mas trocar De Niro por Di Caprio é um erro gravíssimo e Di Caprio com certeza é a pior coisa do filme, não digo isso apenas porque não gosto dele e porque acho que ele tenha uma voz imensamente irritante, mas é porque ele não se encaixa nesse papel, o do milionário Howard Hughes que era extremamente neurótico e tudo mais, a atuação do Di Caprio não nos passa nada disso, mas enfim, para ele mesmo nada mais justo do que protagonizar o filme, afinal quem deu a idéia para Scorsese foi o próprio.
O filme começa quando Hughes têm seus 20 anos e está dirigindo o épico Hells Angels o filme mais caro de Hollywood na época, por usar muitos aviões, câmeras, extravagâncias e etc...
Até me falta inspiração para falar sobre o filme, é longo demais e cansa em alguns momentos, embora lá pelo final tenha alguns momentos que são quase perturbadores o que chega a lembrar um pouco o bom e velho Scorsese.
Há também um desperdício absurdo de astros, Jude Law, Gwen Stephani, Willian Daphoe e outros aparacem rapidamente, a única coadjuvante que realmente faz o filme vale a pena é Cate Blanchet no papel de Katerine Hepburn.
Menina de Ouro(EUA, 2004)
Relutei bastante para ver Menina de Ouro, a maioria das pessoas gostou disse que é um filme sensível, forte e triste, eu já não divido a mesma opinião, achei um filme meloso, clichê e feito sob encomenda para fazer platéias chorarem.
Na realidade nunca gostei muito de Clint Eastwood, nem como ator nem como diretor, mas há de se admitir que ele tem seus méritos por estar fazendo Menina de Ouro emocionar tanto.
O tema boxe nunca chamou muito a atenção, mas já rendeu bons filmes como Touro Indomável, do próprio Scorsese, e acho que Menina de Ouro até tem seus bons momentos antes que resolva apelar um pouco demais.
Hilary Swank é Maggie, uma jovem do interior que sonhar ser uma grande lutadora de boxe, pra isso ela precisa ser treinada por Frankie(Clint Eastwood) que de iníco se nega, mas depois acaba cedendo.
Mas esse filme é com certeza melhor do que O Aviador, ou seja se um desses dois tiver que ser premiado que seja esse, a Swank atua muito bem e a direção do filme é correta embora as vezes force a barra.
Morgan Freeman é que narra a história que começa muito bem e ganha rumos inesperados mas que logo se percebe ao longo do filme.
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Para Sempre Lilya(Suécia, 2002)
Sempre declarei meu amor por Amigas de Colégio, pra mim é um ótimo filme sobre a descoberta adolescente, mas enfim, era o único que eu tinha visto do Lukas Moodison até então(preciso urgentemente assistir Bem Vindos), mas Para Sempre Lilya que é seu penúltimo filme também é muito bom.
Lilya é uma adolescente de 16 anos que com o perdão da palavra, mas é o que mais se adequa só se fode, logo no início do filme a mãe dela a abandona, vai embora para os Estados Unidos junto do namorado e a deixa, em algum lugar da antiga União Soviética aos cuidados da tia que é uma verdadeira megera e leva Lilya pra morar num lugar sujo e fedido.
Os poucos momentos de alegria da personagem é quando está com o amigo Volodya cheirando loló ou fazendo alguma outra coisa, mas as coisas são bem mais difíceis do que fáceis, logo o dinheiro dela acaba e precisa ir se prostituir para poder comer.
Assim como em Amigas de Colégio, se indentificar com a personagem é bem fácil, até porque qual de nós não passamos por péssimos momentos as vezes e parecemos não ver solução alguma para eles, há semelhanças também no tipo de filmagem crua mas a história de Lilya é bem mais dura e ácida do que a do outro filme.
Entre as desgraças de Lilya e cenas bonitas, o filme ganha forma como uma história triste mas puramente real, muito bom para que não se liga apenas em cinema comercial.
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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
Mar Adentro(Espanha, 2004)
Depois de uma ansiosa espera estréia Mar Adentro, e pra mim se confirma como um excelente filme, merecedor de cada um dos 14 Goya que recebeu, do Globo de Ouro e da indicação ao oscar de filme estrangeiro, é um filme extramente sensível, doce e ao mesmo tempo bastante triste.
O que faz com que o filme se torne mais sensível é que se trata de uma história verídica, que na época em que aconteceu dividiu muitas opiniões em toda a Espanha, e fez com que as pessoas refletissem sobre um tema que ainda hoje é tão polêmico, a eutanásia. A história de Ramon Sampedro, um homem que após passar 26 anos vegetando numa cama, podendo mexer apenas a cabeça luta na justiça para que possa morrer com dignidade.
Javier Bardem que protagoniza o filme já havia andado em cima de uma cadeira de rodas antes em Carne Trêmula de Almodóvar, mas dessa vez seu personagem é muito mais intenso, e ele literalmente atua com a alma e o coração já que quase durante todo o filme ele apenas se expressa através do rosto.
O resto do elenco não é muito conhecido do grande público, mas cada um representa um papel muito importante no desenrolar da história, a maioria são mulheres que se envolvem cada uma a sua maneira com Ramon tentando colaborar com ele em sua causa.
O filme me arrancou lágrimas, não apenas no final, mas em vários momentos, e isso pra mim é grandioso, pra mim é muito difícil chorar, aliás eu gostaria de chorar bem mais já que acabo sempre guardando pra dentro, e com o filme pude de alguma forma botar pra fora as lágrimas que eu estava precisando soltar.
A evolução de Amenábar fica claríssima nesse filme, me arrisco a dizer que é o melhor de todos os seus filmes, embora cada um deles seja muito bom e tenha suas particularidades mesmo se tratando de filmes mais perturbadores, Mar Adentro não perturba, ele sensibiliza e faz refletir muito sobre a própria vida.
Da atuação de Bardem nem há muito o que dizer é muito boa, uma de suas melhores e sobre a direção de Amenábar é impecável assim como o roteiro escrito por ele e seu parceiro de vários outros filmes Mateo Gil.
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MOMENTO RARIDADE: TRAILER PARA AMANTES DE LO PROHIBIDO
Não consegui nenhuma foto do curta, mas só queria deixar registrado aqui no blog que assisti ao curta dirigido pelo Almodóvar, como é de se esperar é um tanto bizarro como as coisas que ele fazia no início de sua carreira, tem a Bibi Andersen no elenco, e se passa na época de lançamento de O que eu fiz para merecer isto?, o curta funciona mais ou menos como um musical, é sobre uma mulher daquelas que só se fode, já que o marido foge com outra e deixa os filhos pra ela criar, é bem divertido!
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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
INDICADOS AO OSCAR PARTE 1
Sideways - Entre umas e outras(EUA, 2004)
Dirigido por Alexander Payne, de Eleição e As Confissões de Schmidt, Sideways é daqueles filmes mais modestos que a Academia do Oscar sempre resolve "honrar" com uma ou outra indicação, o filme também foi premiado com alguns Globo de Ouro.
Eu tinha bastante vontade de ver o filme, por imaginar que se tratasse de uma história despretenciosa, crítica e que me divertiria por algum tempo, mas o filme, tenho que reconhecer é um tanto superestimado, não que ele seja ruim, mas não é isso tudo que a crítica vem pintando por aí.
A história fala de Miles, um divorciado e frustrado adorar de vinhos interpretado por Paul Giametti de O Anti Herói Americano e que sempre está apto a interpretar papéis de bundão no cinema e seu amigo Jack, (Thomas Haden Church, indicado por ator coadjuvante) que no filme é um ator um tanto decadente, saem de viagem pelas vinícolas da Califórnia, o filme em diversos momentos tenta fazer a comparação entre o vinho e a vida, por isso que acho bem provável que os amantes de vinho gostem bem mais do filme do que eu.
Mas admito também que o filme tem seus bons momentos, o roteiro é bem construido embora tenha sim algumas falhas, e os momentos de bebedeira dos personagens são muito bem representados pela câmera.
Os dois amigos do filme são exatamente um o oposto do outro, Miles é depressivo e está em crise por causa do divórcio que já aconteceu há dois anos e Jack é o amigo garanhão que irá se casar no sábado seguinte mas mesmo assim procurar alguém para poder dar algumas antes do casamento, existe também é claro as mulheres que os dois conhecem na viagem Maya(Virginia Madsen) e Stephanie(Sandra Oh).
É um filme que realmente não poderia ter muitas pretenções, mas que foi eleito pela crítica norte-americana como o "queridinho" da temporada mas que muito provavelmente será esquecido em breve, ainda assim resslato o desfecho final que gostei bastante.
Em Busca a Terra do Nunca(EUA, 2004)
Há tempos simpatizno com este filme, não só porque gosto dos seus protagonistas Kate Winslet e Johnny Depp que vai colecionando mais personagens bacanas no currículo, mas também porque o mundo de Peter Pan e da Terra do Nunca é fascinante, tanto para adultos quanto crianças.
O filme começa mostrando James Mathew Barrie(Johnny Depp), um escritor conceituado vendo o fracasso de sua mais recente peça e a aspereza de seu casamento, mas um dia quando vai ao parque buscar inspiração acaba encontrando algumas crianças e sua mãe, a viúva Sylvia(Kate Winslet), e partir daí é que Peter Pan, Capitão Gancho, Sininho e a Terra do Nunca começam a surgir.
Embora se saiba que na realidade as coisas aconteceram de forma um pouco diferente, o filme mostra bem como a história de um dos personagens mais famosos e porque não complexo nasceu, da mente genial de Barrie mas com a inspiração das crianças Davies e sua mãe, mas principalmente do menino Peter, o mais incoformado dos 4 com a morte do pai e com quem Barrie tem uma relação um tanto especial.
Na época cogitava-se que o escritor tinha um caso com a mãe das crianças o que no filme é mostrado apenas como uma grande paixão platônica.
Momentos ótimos do filme são também os que misturam a realidade com a fantasia, no universo muito peculiar de Barrie que aos poucos vai ganhando vida.
No elenco também está Dustin Hoffman, que em Hook de Steven Spielberg interpretou o próprio Capitão Gancho, aqui ele é o empresário e um dos donos do teatro que morre de medo que a peça de Peter Pan seja um grande fracasso.
É um filme bom, correto e que tem a direção de Marc Foster de A última ceia, além de melhor filme recebeu mais 6 indicações ao oscar, alguma coisa deve pelo menos levar, nem que seja direção de arte já que nesse quesito o filme é impecável.
No final do filme pessoas soluçam aos prantos na sala de cinema, ótima prova que o diretor conseguiu o que realmente queria, emocionar.
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Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
voltei, e aproveitando a estréia de O AVIADOR vou postar aqui no blog um Top 10 com os melhores filmes do Martin Scorsese, na minha opinião, assim que eu assistir ao filme e aos outros indicados ao oscar comentarei melhor aqui, mas isso é coisa pra semana que vem.
TOP 10 SCORSESE
1- TAXI DRIVER
2- CASSINO
3- TOURO INDOMÁVEL
4- CABO DO MEDO
5- DEPOIS DE HORAS
6- OS BONS COMPANHEIROS
7- TOURO INDOMÁVEL
8- A ÉPOCA DA INOCÊNCIA
9- A COR DO DINHEIRO
10- A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO
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Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
irei viajar por alguns dias, então por esse tempo o blog ficará sem atualizações, mas já to pensando em novidades para breve
Desventuras em Série(EUA, 2004)
Em tempos que filmes da Xuxa, Eliana e coisas do tipo fazem sucesso, Desventuras em Série chega em ótima hora, porque convenhamos, chega de subestimar a inteligência das crianças com porcarias que não levam a lugar nenhum.
O filme é baseado na série de livros desventuras em série, e aqui ele é narrado de forma muito interessante, enquanto o narrador Lemony Snicket vai escrevendo sobre a história, aliás a voz do narrador pertence a Jude Law.
Quem conhece o universo obscuro de Tim Burton vai notar várias semelhanças aqui logo no início, é uma história sobre crianças mas não é uma história feliz, logo no início as crianças são avisadas da morte dos pais num incêndio, e aí elas precisam ficar sob a tutela do Conde Olaf um parente distante que mal conhecem.
O tal Conde Olaf é interpretado pelo Jim Carrey que volta a fazer as suas famosas caretas sempre um pouco exageradas, mas quem realmente ganha a cena são as crianças, Violet a irmã mais velha, Klauss 2 anos mais novo e a bebê Sunny.
O filme é cheio de coisas bacanas, eu fico tentando imaginar que se eu fosse criança iria amar, tanto como eu gostava de A História sem Fim, O Jardim Secreto e O Mágico de Oz quando eu era criança, filmes que envolviam de verdade.
Vale mencionar também a participação brilhante da Meryl Streep que está impagável no papel da Tia Josephine, uma tia completamente neurótica.
E pra encerrar com chave de ouro os créditos do final são feitos de uma animação incrível!
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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Códigos Desconhecidos(França, 2000)
Ter visto A Professora de Piano e Violência Gratuita faziam com que eu esperasse muito deste Códigos Deconhecidos do diretor austríaco Michael Haneke, mas infelizmente achei o filme um tanto incompleto e longo demais, talvez eu não tenha tido capacidade para compreendê-lo.
Mas mesmo apesar de eu não ter gostado por completo do filme, preciso confessar que Michael Haneke consegue criar uma atmosfera de intenso desconforto durante quase todo o filme, foram muitas as cenas que me remeteram a lembranças ruins que eu tinha guardadas dentro de mim.
Os tais códigos desconhecidos do título são elementos que fazem parte do nosso cotidiano mas que nem nos damos conta.
Para mim o maior problema do filme é o excesso de personagens, talvez se tivesse se concentrando em menos poderia ter chegado com mais clareza a algum lugar, de todos a que mais se destaca é Anne uma atriz interpretada pela sempre agradável Juliete Binoche, e ela que reserva ao filme os melhores momentos como em uma cena que ela ensaia um diálogo de um filme em que irá atuar.
Apesar de tudo reconheço os ótimos momentos que o filme possui, como o início, uma que outra cena e muitos ângulos e sobretudo o desfecho, mas para quem ainda não conhece o trabalho de Haneke, recomendo muito A Professora de Piano e Violência Gratuita.
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