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Segunda-feira, Dezembro 26, 2005
OS FILMES MAIS AGUARDADOS PARA 2006
Esse provavelmente seja o último post do ano de 2006. Então aproveito e desejo a todos um Feliz Natal atrasado e um 2006 de realizações completas e muitos filmes a todos. Pra terminar o ano em grande estilo eu deixo registrada a lista com os filmes que eu mais espero ver no ano que vem. E que venham muitos filmes. E tenho algumas novidades no blog que deixarão até os leitores mais desapontados felizes.
VOLVER
Nenhum outro filme poderia encabeçar a lista, sem dúvida 2006 será o ano de Volver, o ano da volta de Almodóvar e da tão esperada volta de Carmen Maura com o diretor que sempre a dirigiu como ninguém. Almodóvar também volta ao melodrama feminino que sempre o destacou e fez dele um diretor tão amadurecido. O filme ainda tem no elenco Penélope Cruz, o que não me preocupa nenhum pouco já que Almodóvar sabe fazer até uma barata atuar bem, completam o elenco Chus Lampreave, Yohana Cobo e Lola Dueñas de Mar Adentro.
MARIA ANTONIETA
O novo de Sofia Copolla sofre a vida de Maria Antonieta, interpretada por Kirsten Dunst. Ainda pouco se sabe sobre o projeto, mas Sofia Copolla já lançou o primeiro trailer e mostrou que o filme promete, ela até arrisca usando New Order na trilha e uma estética estilizada. Curiosidade é pouca pra saber se Maria Antonieta será tão bom quanto seus dois filmes anteriores.
MATCH POINT
Últimamente o que tem dado um certo charme as produções de Woody Allen é certamente sua decadência, Allen é decadente sim, mas sem nunca perder a classe. Seu novo filme parece que finalmente vai tirar o diretor da mesmice. Match Point vem agradando nos festivais por onde passa e tem os talentosos Scarlett Johanson(Moça com Brinco de Pérola) e Johnatan Rhys-Meyeres(Velvet Goldmine) nos papeis principais.
LA VIDA SECRETA DE LAS PALABRAS
É muito bom ver que aos poucos cresce o número de diretoras de cinema que se dão muito bem, neste caso estou falando da espanhola Isabel Coixet que dirigiu Minha Vida sem mim e que agora reprisa a parceria com a atriz Sarah Polley, que aqui interpreta uma enfermeira. O filme mais uma vez é co-produção gringa com a Espanha.O elenco trás ainda os ótimos Tim Robbins e Javier Cámara.
CRIME DELICADO
Afastado nas telas de cinema desde que dirigiu O Invasor em 2001, Beto Brant lança no ano que vem Crime Delicado, seu mais recente e elogiado filme. Crime Delicado recebeu dois importantes prêmios no Festival do Rio este ano, e tem no elenco Marco Ricca, Mateus Nachtergale e uma porção de ilustres desconhecidos.
THE SCIENCE OF SLEEP
Filme mais recente do excelente diretor francês Michel Gondry. Ainda pouco se sabe sobre The Sciense of Sleep, mas que deve seguir o estilo de suas outras produções, a diferença é que dessa vez o roteiro não é assinado por Charlie Kauffman e sim pelo próprio Gondry. O elenco conta com o mexicano Gael García Bernal que ficou um pouco afastado das telas neste ano de 2005.
EL AURA
Não só vi El Aura como considerei o filme o melhor do Festival do Rio esse ano. Pois bem o filme de Fabian Belinsky de Nove Rainhas e protagonizado pelo excelente Ricardo Darín tem estréia prevista nos cinemas brasileiros para maio de 2006. Será incrível poder rever este que pra mim foi o melhor filme argentino dos últimos anos, com roteiro impecável, clima sombrio e obscuro e atuações sem igual.
LADY VINGANÇA
Terceira parte da Trilogia da Vingança do diretor coreano Park Chan-Wook, Lady Vingança foi precedido por Sr. Vingança e pelo impecável Old Boy. O filme obviamente narra uma saga de vingança, dessa vez uma mulher se entrega como culpada de um assassinato de uma criança de 6 anos para proteger o namorado. 13 anos depois ela sai da prisão e descobre que ela a traia e obviamente quer vingança!
CAMA ADENTRO
Dirigido pelo argentino Jorge Gaggero, Cama Adentro é seu longa de estréia. Norma Aleandro, a diva do teatro e do cinema argentino é quem protagoniza a história, que mais uma vez enfoca a crise econômica da argentina, mas o principal enfoque mesmo fica por conta da relação entre patroa que já não pode mais pagar o salário para sua empregada.
CAPOTE
Dirigido por Bennet Miller, Capote é protagonizado pelo ótimo Philip Seymor Hoffman e se trata da cinebiografia do famoso escritos Truman Capote, que era homossexual e discriminado. Pode se tratar apenas de mais uma cinebiografia nos moldes americanos, mas também pode surpreender se conseguir captar um décimo da intensidade da obra do escritor.
Ainda em 2005: Don't come knocking de Wim Wenders, a fábula Lady in the Water de M Night Shayamalan, Boa Noite e Boa Sorte de George Clooney, Sin City 2, Senhor Vingança, Angel A a nova e intimista obra do francês Luc Besson, e muitos outros que serão comentados aqui no decorrer dos meses.
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OS MELHORES CLIPES DO MUNDO
Os clipes sempre estiveram de certa maneira ligados ao cinema, direta ou indiretamente, muitos diretores hoje conhecidos do grande público começaram suas carreiras dirigindo clipes. Eu particularmente sou um grande fã, adoro a linguagem e a estética, acho que ainda preciso aprender muito em matéria de video-clipe mas a bastante tempo pensava em postar a lista com os melhores videos na minha opinião, a baixo eu deixo a listinha sem ordem de preferência.
Air - Sexy Boy
O clipe de Sexy Boy sempre me impressionou muito, acho incrível a maneira como as sobreposições são feitas, tudo lembrando muito as obras de Ray Lichtenstein e pop art, mas sem usar cores berrantes e narrando uma historinha protagonizada por um macaco de pelúcia que simula ser King Kong. O clipe foi dirigido por Mike Mills e a música faz parte do álbum Moon Safari.
Todos do Michel Gondry
Seria mais do que impossível escolher apenas um clipe de Michel Gondry e também seria injusto colocar só clipes dele na lista, então resolvi colocar todos. Gondry que também é gênio no cinema já dirigiu muitos dos melhores clipes da história, entre eles o incrível Dead leaves and the dirty ground do White Stripes que é cheio de projeções nas paredes, Let Forever Be do Chemical Brothers, Hyperballad da Bjork, Around the World do Daft Punk, Knives Out do Radiohead, e isso é só pra citar alguns.Michel Gondry é gênio!
Bjork - Triumph of a Heart
A Bjork já foi citada dentro dos vídeos do Michel Grondry, mas além dele, tem outro diretor que sempre contribuiu para que ela fosse a Rainha dos video-clipes, que é Spike Jonze. Jonze diregiu um dos clipes mais recentes da cantora que é o bizarro Triumph of a Heart, esse clipe além de ser completamente alucinada dá uma palinha de como parte do disco Medulla foi gravado o que também é muito legal. Incluiria Bjork com mais clipes dentro dessa lista, mas como esse é o mais recente e um dos melhores, considerei uma boa escolha.
Blur - Coffe and TV
Impossível não sofrer junto com a caixinha de leite desse clipe. É uma idéia simples mas que se transformou em um clipe fofo que até consegue arrancar lágrimas dos mais sensíveis.O clipe é tão bom que foi com uma imagem dele que eu resolvi ilustrar esse post.
Madonna - Justify my love
Minha opinião sobre Madonna é bem questionável, agora é impossível negar que seus clipes são sempre extrememante bem produzidos, e que ela sempre escolhe os melhores diretores para trabalhar, que é o caso de Luc Besson em Love Profusion, David Fincher em Express Yourself e Vogue, Chris Cunninghan em Frozen e claro Jean Baptiste Mondino um dos diretores preferidos de Madonna e que com ela além deste Justify my love trabalhou em mais 5 clipes, incluindo Hollywood e Human Nature.
Cafe Tacuba - Avientame
A música integra a trilha do sensacional Amores Perros, a banda é genial e o clipe nem se fala. Avientamente é impressionante, é emotivo e tem coração humano entre outras coisas. Apenas vi esse clipe uma vez por isso nem posso me aprofundar muito nos detalhes, mas ele marcou de tal maneira que eu não poderia deixar de citá-lo.
Aphex Twin - Come to Daddy
O vídeo de Come to Daddy é um tanto mórbido e faz uma referência explícita ao filme Videodrome de David Cronenberg. O clipe foi dirigido por Chris Cunningham que também tem no seu curriculo os clipes de All is full of love da Bjork e Only You do Portishead. Come to Daddy é de veras perturbador, é ver pra crer!
Sigur Ros - Viurar vel til loftarasá
O som do Sigur Ros é Ok! As vezes viajado demais até pra mim, eu confesso, mas o clipe da impronunciável Viurar vel til loftarasá é indiscutível. É praticamente um curta-metragem que dá uma vontade louca de chorar. Conta a história de dois meninos que se apaixonam e isso tudo com o uso muito bem elaborado de conceito e metalinguagem. É sem dúvida uma obra prima videocliptica.
Sonic Youth - Sunday
Nem é porque o clipe seja impecável, mas sim porque marcou bastante um período na minha vida, aquele de transição da infância. Era ouvindo Sonic Youth e vendo o então adolescente Macauly Culking fazendo caras e bocas de chapado que eu fui crescendo e formando minha personalidade musical.
Bullet - Smashing Pumpkins
Sempre achei Billy Corgan um tanto egocêntrico porque o seu carão de vampiro Nosferatu estampa boa parte da videografia do Smashing Pumpkins, mas isso não chega a ser um problema e o clipe de Bullet é um dos tantos excelentes videos da banda. O diretor Samuel Bayer usou como base estética o ensaio fotográfico que o brasileiro Sebastião Salgado fez na Serra Pelada no estado do Pará.
MENÇÕES HONROSAS: Joy Division com seu clássico Love Will Tear us Apart, a banda mexicana Plastilina Mosh e o clipe bizarro de MR. PMOSH, meus queridos do Placebo e o vídeo de Pure Morning, o expressionismo dos clipes do Franz Ferdinand, X-Press 2 e os vocais de David Byrne em Lazy, Fiona Apple com Paper Bag, os clipes do Sioxies and the banshees, os antigos do David Bowie, e uma infinidade de coisas bacanas que a maioria das pessoas sequer toma conhecimento.
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KING KONG(EUA, 2005)
King Kong sempre foi um personagem mítico do cinema e também de nossa cultura pop, a primeira versão do filme lá de 1933 era mais primitiva, não tinha muita riqueza de efeitos mesmo assim era avançada pra época. Em meados dos anos 70, o diretor John Guillermin resolveu levar mais uma vez a história do gorila gigante as telas, dessa vez modernizando tudo com Jessica Lange como musa, e subsistuindo inclusive a clássica cena no Empire State Building pelo hoje falecido World Trade Center.
Dizem que Peter Jackson tinha como sonho de infância refilmar King Kong, e que ele levou o projeto ao estúdio que acabou sendo negado, mas nada como uma trilogia mega bem sucedida para que o estúdio voltasse atrás e chamasse Jackson para dirigir sua tão sonhada versão do clássico.
Com o fim da trilogia Senhor dos Anéis, o diretor se dedicou inteiramente a esse seu novo projeto deixando de lado a possibilidade de dirigir um filme mais intimista já que King Kong é mais uma super produção hollywoodiana e com orçamento nenhum pouco modesto, o filme foi uma das principais apostas de bilheteria desse ano de 2005.
Me arrisco até a dizer que Peter Jackson tem se revelado um diretor do porte de Spielberg, que entende muito de criar aventura, ação e muitos efeitos especiais, mas que deixa a desejar quando o assunto é conteúdo. Até que King Kong consegue causar uma certa comoção no público devido a suas caras e bocas, e Naomi Wats consegue empolgar em alguns momentos, mas o filme é apenas aventura sem sentimentalismos.
Por falar em Naomi Wats sempre a considerei uma atriz das melhores, ainda que eu preferia vê-la atuando em obras como 21 gramas e Cidade dos Sonhos, admito que mesmo em King Kong ela segue talentosissíma e linda. Naomi vive a atriz de teatro Ann, que sem emprego e dinheiro para comer acaba chegando nas mãos do diretor de cinema Carl Denham(Jack Black, sem tantas caras e bocas), o diretor a convence a filmar numa ilha distante já que o escritor e roteirista Jack Driscoll(Adrien Brody) também estará presente.
Basta chegar na ilha para que monstros horrorosos e uma tribo de aborigines comecem a atacar, mas o pior ainda está por vir quando a equipe e tripulação ganham passe livre no Parque dos Dinossauros, e ainda tem que encarar o temido King Kong.
Se eu estivesse questionando aqui efeitos e direção não poderia escrever nenhuma linha falando mal de King Kong porque nisso ele é insuperável, é sim um filme com o único dever de entreter e arrancar dólares do público que de quebra leva um par de boas atuações.
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Terça-feira, Dezembro 20, 2005
25 anos sem Nelson Rodrigues - Sua obra no Cinema
A obra de Nelson Rodrigues sempre foi de extrema importância dentro do Cinema Brasileiro, o dramaturgo nasceu em 1912 e morreu em 1980, há exatos 25 anos. Considerado o mais importante autor de teatro no Brasil, Nelson Rodrigues sempre foi dono de um estilo muito particular, por abordar temas inusitados e relacionados muitas vezes a sexo e violência, o que lhe acabou dando muita projeção, embora muitos o acusem de vendido.
Antes de ver suas obras começarem a ser adaptadas para o cinema, Nelson Rodrigues trabalhava como dialoguista de filmes, o primeiro deles de 1950, Somos Dois, dirigido por seu irmão Milton Rodrigues.
A primeira peça de Nelson Rodrigues adaptada para o cinema foi Boca de Ouro, o texto de 1959, ganhava agora em 1962, uma versão cinematográfica em grande estilo, já que foi dirigida por um diretor brasileiro que estava em completa ascensão, Nelson Pereira dos Santos, que vinha dos sucessos de crítica, Rio 40 Graus e Rio Zona Norte. Boca de Ouro trazia Jece Valadão no papel protagônico, a diva do cinema nacional Odete Lara e Daniel Filho. O texto ganhou nova versão para o cinema em 1990 quando foi adaptado por Walter Avancini e com Tarcísio Meira e Cláudia Raia nos papéis principais.
Em 1963 outro grande sucesso de Nelson Rodrigues ganharia versão nas telas, o clássico Bonitinha mas Ordinária, que teve o roteiro adaptado pelo próprio dramaturgo e foi dirigido por JP de Carvalho, a versão trazia mais uma vez Odete Lara e Jece Valadão nos papéis principais, mas Bonitinha acabou sendo imortalizada no cinema apenas em 1981, quando a pornochanchada estava em alta no Brasil, e Lucélia Santos e Nuno Leal Maia protagonizaram o filme. Lucélia desmanchava sua imagem de heroína imaculada criada pelas novelas da Globo quando gritava os famosos bordões "Fode Negro" e "Papai é rico, papai dá dinheiro" enquanto era currada por vários homens.
Asfalto Selvagem de 1964 seria a primeira adaptação de Engraçadinha, uma das obras mais polêmicas e complexas de Nelson Rodrigues, o filme trazia mais uma vez Jece Valadão como protagonista, e Vera Viana como a Engraçadinha, dirigido por JB Tanko, que 2 anos depois sim, realizou Engraçadinha depois dos 30. Engraçadinha seria ainda adaptado nos anos 80 dentro dos moldes da pornochanchada, inclusive repetindo a fórmula que antes havia dado certo em Bonitinha mas ordinária, e reprisando Lucélia Santos como protagonista. A obra ganhou ainda mais popularidade quando nos anos 90, a Rede Globo adaptou a peça como série de TV, onde Cláudia Raia vivia a personagem título.
O fluxo de adaptações para Nelson Rodrigues nos anos 60 foi tão intenso quanto a obra do autor, em 1965 duas de suas peças ganharam versões, uma delas resultou em um filme inesquecível, protagonizado por uma jovem Fernanda Montenegro que pensava apenas na morte, o filme foi adaptado pelo hoje conhecido documentarista Eduardo Coutinho, e pelo diretor Leon Hirzman. Ainda neste mesmo ano era lançado O Beijo no Asfalto.
Em 1973 um diretor iniciante adaptava uma das melhores obras de Nelson Rodrigues e fazia então sua primeira obra prima, Toda Nudez será Castigada é um filme tão bom que me arrisco a dizer ser o meu preferido das obras do dramaturgo. A direção de Arnaldo Jabor era tão segura e cheia de potencial, as atuações de Paulo Porto e principalmente de Darlene Glória que vivia a prostituta Geni são de tirar o chapéu. Toda Nudez será Castigada é um filme histórico, tanto que 3 anos depois Jabor ainda adaptaria mais obra de Nelson Rodrigues, O Casamento, mais uma obra prima que apesar de ser um texto de Nelson é plena da visão do diretor.
Em 1978 quando o movimento da pornochanchada começava a ser visto com certa importância no cenário cinematográfico brasileiro, adaptar Nelson Rodrigues poderia unir duas coisas importantes, a complexidades das obras com as cenas fortes de sexo que o público queria ver, foi aí que o diretor Neville de Almeida dirigiu A Dama da Lotação, um clássico, protagonizado pela diva mais sensual do cinema brasileiro, Sônia Braga. O filme em si nem é tão bom assim, mas tem cenas notáveis, principalmente as orgias protagonizadas por Sônia Braga. O diretor resolveu continuar apostando suas fichas em Nelson Rodrigues e em 1980 dirigiu Os Sete Gatinhos.
Chegamos a 1980, ano da morte do dramaturgo que acabou deixando um grande vazio, não só no teatro, mas na literatura e no cinema do nosso país. No ano seguinte a sua morte, mais uma versão de O Beijo no Asfalto era lançada, dessa vez dirigida por um diretor até então considerado promissor dentro do cenário brasileiro, Bruno Barreto, o filme trazia além de Tarcísio Meira como protagonista, Lídia Brondi, Cristiane Torloni, Ney Latorraca e Daniel Filho.
A morte de Nelson Rodrigues acabou deixando um vácuo, e por vários anos suas peças pararam de ser levadas para as telas, até porque as principais já haviam virado filme, foram feitas algumas adaptações para a TV, até que em 1995, a Rede Globo lançou no Fantástico A Vida como ela é, uma série que ia ao ar semanalmente sempre abordando textos, peças ou contos polêmicos de Nelson Rodrigues, e encenado por um time composto pelos melhores atores da casa. Pra quem não assistiu A Vida como ela é, vale a pena pegar em DVD.
Em 1998 mais ou menos nos moldes de A Vida como Ela é, foi lançado nos cinemas Traição, um filme com 3 segmentos diferentes inspirados na obra de Nelson Rodrigues, o elenco trazia Fernanda Montenegro, Alexandre Borges, Pedro Cardoso, Fernanda Torres e Jorge Dória. O filme é quase desconhecido do grande público e não obteve muito sucesso.
Em 2000 o diretor Andrucha Waddington, trabalhou com sua mulher, a atriz, Fernanda Torres em Gêmeas, inspirado em um conto de Nelson Rodrigues e que deixou muito a desejar, acabou se transformando praticamente em uma versão esticada de A vida como ela é, o elenco ainda tinha Evandro Mesquista, como um protagonista que não convence.
Depois de vários anos sem nenhuma adaptação que realmente valesse a pena, em 2006 será lançado nos cinemas, Vestido de Noiva, baseado na peça homônima de 1943, dirigido pelo filho de Nelson, Jofre Rodrigues, o filme promete causar diversos níveis de sensações, ao contar a história de um triângulo amoroso, envolvendo uma morta e uma cafetina. O elenco conta com as ótimas Marília Pera e Simone Spoladore, além de Letícia Sabatella, Marcos Winter, Beth Mendes e Tonico Pereira.
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Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
Indicados ao Globo de Ouro 2006
Pra mim ainda falta assistir muitos dos indicados ao Globo de Ouro, mas já vi alguns que acho que tem grandes chances de levar o prêmio, vou colocar apenas os indicados a melhor filme e meus comentários, porque a lista completa tem em qualquer site por aí. Como todo mundo sabe, o Globo de Ouro sempre foi considerado uma prévia do Oscar.
Melhor Filme - Drama
O Jardineiro Fiel - Talvez da lista dos indicados seja o melhor, mas nunca se sabe, seria ótimo se levasse até porque prêmios para O Jardineiro Fiel, apesar do filme não ser brasileiro, teriam gostinho de vitória por aqui.
Brokeback Mountain - Eu não achei o novo filme de Ang Lee tudo isso, mas tem lá seus méritos, e em tempos onde a novela das 8 censura um beijo entre dois gays, seria divertido se o filme que trás Jake Gyllenhall de 4 levasse o Oscar. Acho que tem grandes chances.
Boa Noite, e Boa Sorte - Parece que George Clooney tem uma mão competente como diretor. Estou curioso com o filme e espero poder vê-lo em breve!
Marcas da Violência - O novo de David Cronenberg é excelente, só não sei se agrada tanto na gringa a ponto de levar o Globo de Ouro, mas é possível!
Match Point - Atualmente nunca se sabe o que esperar de Woody Allen, mas gosto que ele tenha subsistuito Nova York por Londres e que tenha Scarlet Johanson no elenco.
Na categoria de Filme Musical ou Comédia acho que os dois que tem mais chances são Sra Handerson Apresenta e Walk the Line, a cinebiografia de Johnny Cash, ambos também receberam indicações em outras categorias, o primeiro pode dar o prêmio de melhor atriz para Judi Dench, e o segundo a Reese Witherspoon que vive a esposa de Cash, Joaquin Phoenix pode levar melhor ator, também por Walk the line, ainda que eu torça para Cillian Murphy por seu papel em Café da manhã em plutão.
A briga pelo Globo de Ouro de melhor diretor vai ser difícil para o brasileiro Fernando Meirelles que concorre com nada mais nada menos que Steven Spielberg, Peter Jackson, Woody Allen, Ang Lee e George Clooney.
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Guardiões da Noite(Rússia, 2004)
Produções vindas da Rússia não chegam com muita intensidade ao Brasil, por isso Guardiões da Noite, um tão falado filme russo sobre vampiros me despertou certa curiosidade ainda que eu não estivesse esperando muito disso.
Guardiões da Noite é uma super-produção russa, no maior estilo cinema comercial, por isso é que chegou tão facilmente aqui, e fora alguns truques bem bacanas de montagem o filme não tem nada demais, bem pelo contrário, é a típica história da luta do bem contra o mal, só que ainda mais confusa porque junta dois focos centrais, o que acaba desviando a atenção.
O filme começa quando Aton contrata uma bruxa para que mate o feto de sua namorado, que ele pensa ser filho de outra pessoa, mas os guardiões intervém, 12 anos se passa e Aton ironicamente acaba se transformando em um guardião, o resto das cenas dá pra adivinhar fácil se olhar o filme.
Eisenstein que sempre foi lembrado como o grande diretor russo de todos os tempos, se reviraria no túmulo se assistisse o sucesso que certas coisas como essa andam fazendo em seu país. Pra elogiar o filme só se eu falasse apenas da montagem, que as vezes é boa mas tem seus momentos cafonas, o resto é o resto, uma espécie de Blade russo, o diretor Timur Bekmambetov já está produzindo duas continuações, muito medo!
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Super Atualização
Bom, eu sei que estou a muitos dias sem atualizar, mas também não recebo muito incentivo pra isso, quase ninguém comenta no blog mesmo assim eu não desisto e já que entro de férias absolutas daqui a alguns dias resolvi fazer uma atualiçãozinha turbinada.
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TOP 10 - 2005
2005 foi um ano cinematográfica bem satisfatório, fui aos Festivais de Gramado e do Rio, o primeiro deles mais circo do que festival, mas o segundo valeu muito a pena, e vi grandes filmes e muitos que ainda vou demorar a ter a oportunidade de rever, deixo então a listinha do que pra mim houve de melhor nos cinemas neste ano de 2005. Que a safra cinematográfica do ano que vem seja ainda melhor!
Oldboy(de Park Chan-wook, Coréia do Sul, 2004)
Querida Wendy(de Tomas Vintemberg, Dinamarca, 2005)
Para Sempre Lilya(de Lukas Moodyson, Suécia, 2004)
A Menina Santa(de Lucrecia Martel, Argentina, 2005)
Flores Partidas(de Jim Jarsmuch, EUA, 2005)
Edukators(de Hans Weingartner, Alemanha, 2004)
Um Mundo menos pior(de Alejandro Agresti, Argentina, 2005)
Cidade Baixa(de Sérgio Machado, Brasil, 2005)
O Castelo Animado(de Hayao Miyazaki, Japão, 2004)
Mar Adentro(de Alejandro Amenábar, Espanha, 2004)
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Ùltimos Filmes vistos no Cinema
Vinícius(Brasil, 2005)
O filme de Miguel Faria Jr. de O Xangô de Baker Street dá uma aula sobre música e cultura brasileira a qualquer um. Com uma narrativa interessante, as vezes os poemas de Vinícius são narrados por Camila Morgado e Ricardo Blat, outras as músicas são interpretadas lindamentes por artistas como Monica Salmaso, Olivia Byington e Adriana Calcanhotto, isso tudo junto a muita imagem de arquivo e depoimentos que desvendam a alma de quem realmente foi Vinícius de Moraes.
Bens Confiscados(Brasil, 2005)
Com a estréia adiada diversas vezes, finalmente estréia o novo filme do diretor gáucho Carlos Recheinbach, o que não dá pra entender é como um diretor que foi tão importante dentro da história do cinema marginal brasileiro acabe errando tanto e fazendo escolhas tão mal acertadas. Nem falo mal de Beth Faria como protagonista porque é pra ela mesmo quem sobra segurar todas as falhas do filme nas costas, e o argumento até poderia render, o que parece ser realmente o pior é a direção de Recheinbach cheia de erros e de coisas desncessárias, por exemplo a Vj da MTV, Marina Person fazendo uma participação afetiva com direito a beijo lésbico e tudo.
Da Cama para Fama(Espanha, 2004)
O filme é bem divertido, principalmente pelos dois atores protagonistas, os ótimos Javier Cámara e Candela Peña, ambos já trabalharam com Almodóvar em Fale com Ela e Tudo sobre minha mãe, respectivamente. O filme trata de um vendedor de enciclopédias que começa a se dar bem fazendo filmes pornôs junto com sua esposa, isso acaba despertando no marido uma paixão incrível pelo cinema e principalmente por Bergman. É bem bacana, e dá pra dar algumas risadas, principalmente pelas referências e piadinhas internas que faz.
Cidade Baixa(Brasil, 2005)
Jules e Jim a baiana. É isso que Cidade Baixa é, a típica e clichê história do triângulo amoroso, só que com toques de sangue, suor e sujeira, o que acaba garantindo a originalidade do filme. As atuações também são o ponto alto, principalmente de Alice Braga e Wagner Moura, o filme ainda é cheio de personagens bizarros e autênticos.
Me surpreendi por encontrar em Cidade Baixa um filme com uma direção muito segura e competente. O final não dá pra contar, mas mesmo que o filme fosse ruim do início ao fim ele valeria a pena.
Finais Felizes(EUA, 2005)
Finais Felizes é mais um daqueles filmes que surpreende, entre uma bizarrice e outra de roteiro, o filme acaba se saindo muito bem, e chega até a lembrar Robert Altman que consegue se dar bem em cenários cheios de personagens.
O filme é dos mesmos idealizadores de O Oposto de Sexo, o que por si só já é um bom motivo para assisti-lo, e conta a história inusitada de uma adolescente que engravidou pelo irmão e entregou o bebê para adoção. O elenco é formado por um time ótimo, Lisa Kudrow(uma das únicas de Friends que escolhe bem seus projetos no cinema), Steve Coogan, Laura Dern, e Maggie Gyllenhall, provavelmente em seu melhor desempenho depois de Secretária.
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DIRETORES - ROMAN POLANSKI
Um dos diretores mais controversos, tanto por sua obra como pela pessoa, Roman Polanski nasceu em Paris em agosto de 1933 mas foi criado na Polônia, a partir da década de 50 começou sua produção cinematográfica, e durante quase 10 anos produziu mais de uma dezena de filmes que nunca chegaram a ser lançados em circuito comercial fora da Polônia.
Em 1965 deu início a sua trilogia do apartamento, com Repulsa ao Sexo, primeira obra prima do diretor, e que trazia Catherine Deneuve no elenco, é um filme tão denso que acaba criando sensações de claustrofobia e perturbações intensas.Em 1966 foi trabalhar na Inglaterra, onde dirigiu Armadilha do Destino.
Em 1967, Polanski dirigiu uma comédia, A Dança dos Vampiros, o filme foi protagonizado por ele, e pela esposa na época, a atriz Sharon Tate.No ano seguinte viria o filme pelo qual Roman Polanski será eternamente lembrado, o clássico O Bebê de Rosemary, uma obra prima do suspense, onde Mia Farrow protagonizava a mulher que carrega a semente do diabo, o filme tem momentos antológicos, personagens históricos, e é sem dúvida uma das obras mais ricas da história do cinema.
9 de agosto de 1969 foi uma data fatídica para Polanski, ele colhia os frutos que O bebê de Rosemary plantava ao redor do mundo, principalmente junto dos executivos de Hollywood, quando sua mulher Sharon Tate, grávida de 8 meses, fora brutalmente assassinada pela ceita de Charles Manson, para Polanski o filme de terror incorporava na vida real, e ele só voltou a filmar 2 anos depois, quando resolveu adaptar o clássico de Shakespeare, McBeth, a versão de Polanski foi fracasso de crítica e de público.
Em 1974 após uma fase difícil, voltou em grande estilo em Hollywood com Chinatown, uma espécie de homenagem do diretor ao gênero noir, e que trazia Jack Nicholson, Faye Dunaway e Jonh Houston no elenco. O filme foi agraciado com 10 indicações ao Oscar.
Dois anos depois Polanski encerrou a trilogia do apartamento, começada por Repulsa ao Sexo e seguida de O Bebê de Rosemary, dirigindo O Inquilino, um filme raro, onde mais uma vez o próprio Polanski era o protagonista de uma história claustrofóbica ao lado de Isabele Adjani.
No ano de 78, antes de dirigir Tess, seu nome envolvia mais um grande escândalo, Polanski fora expulso dos EUA, onde nunca mais pode pisar, por ser acusado de estuprar uma menina de 13 anos de idade, nos anos seguintes sua carreira naufragou, dirigiu Piratas e Busca Frenética, ambos sem muito sucesso.
Lua de Fel foi uma espécie de volta em grande estilo, Polanski fazia um filme sensual e ousado, resgatando suas características fortes do início de carreira, contava a história de uma mulher mais jovem que arruinava a vida do marido, vários anos mais velho do que ela, bem irônico se comparado a história do diretor. Lua de Fel é um filme notável, cheio de grandes momentos, e que por vezes pode até indicar alguma influência de Esse Obscuro Objeto de Desejo de Luis Buñuel.
Dois anos depois dirigiu A Morte da Donzela, que apesar de trazer como protagonistas dois grandes atores, Sigourney Weaver e Ben Kingsley, o filme não foi o esperado e decepcionou. Depois de um intervalo de 5 anos, trabalhou com o excelente Johnny Depp em um filme sem nenhum atrativo, o fraquíssimo O Último Portal.
Em 2002 Polanski voltou a chamar as atenções quando dirigiu O Pianista, um filme semi autobiográfico sobre o holocausto, a história tristíssima contada milhões de vezes, mas com uma direção genuína, O Pianista ganhou entre outros o Oscar de melhor direção, e que Polanski não pode ir buscar por medo de ser posto na cadeia.
A obra mais recente de Polanski é impecável, mas não é satisfatória se levarmos em conta que por trás da mais recente adaptação de Oliver Twist está um homem que já significou tanto cinematograficamente, que já ousou muito e construiu obras densas e intensas, Polanski nos mostra em seu novo filme, nada mais que uma história infantil contada da melhor maneira possível e nos deixando com água na boca para quem sabe um futuro filme adulto, como os de antigamente.
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PLAYLIST ATUALIZADO
Aí vai a listinha do que toca recentemente nas minhas caixinhas, alguns vão perceber que ela está mais variada do que nunca, pois acho que realmente está, faz tempo que não atualizo aqui, e andei indoem vários showzinhos que me deram inspiração.
Kevin Johansen - Deste que te perdi
Jorge Drexler - De amor y de Casualidad
Cocorosie - Jesus loves me
The Bravery - Unconditional
The Zombies - She's not there
Jack Johnson - Flake
Trio Los Panchos - Siboney
Vanessa da Mata - Vem
Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede - Disritmia
The White Stripes - My Doorbell
The Arcade Fire - Haiti
Thievery Corporation - Menina
Ella Fitzgerald - Bonita
Bola de Nieve - Oguere
The Kills - Rodeo Town
LCD Soundsystem - Tribulations
Marina Lima - Mate-me depressa
Morcheeba - Everybody loves a loser
Sara Montiel - Fumando Espero
Siouxie and the Banshes - 20th century boy
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Da série diretores - BIGAS LUNA
Sempre se fala muito de Almodóvar como referência de Cinema Espanhol, mas Bigas Luna também é um nome bem importante, ainda que um pouco esquecido ele também é um diretor que foi capaz de construir seu universo próprio, apesar de muitas vezes ser criticado por copiar Almodóvar, ele começou alguns antes e pelo menos pra mim sempre representou um bom bocado de originalidade.
Bigas Luna nasceu em Barcelona, em 1946, seu primeiro filme veio quase 30 anos depois, em 1978 lançou Tatuaje, escrito e dirigido por ele mesmo. Entre o final dos anos 70 e princípios dos 80 continuou produzindo intensamente até consolidar seu nome como um dos mais importantes do país, em 86 dirigiu Lola, seu filme mais importante até então e protagonizado pela diva buñuelesca Angela Molina.
Em 1987 Bigas Luna fez de forma descontraída sua entrada no cinema gringo ao dirigir Os Olhos da Cidade são meus(The eyes of the city are mine) ou simplesmente Angustia, um filme no melhor(ou pior) estilo B, e que trazia a atriz Zelda Rubinstein a legendária Tangina da série Poltergeist como protagonista.
Em 1990 se fixaria na Espanha pra por lá ficar algum tempo, dirigiu As Idades de Lulu, dos seus filmes o que tem apelo sexual mais alto e que em diversos momentos consegue ser realmente excitante. O filme conta sobre os diversos períodos na vida de uma ninfomaníaca das mais devotas. Aqui o diretor já começava a trabalhar com aquele que por um tempo seria seu muso, Javier Bardem, que significava para Luna mais ou menos o que Antonio Banderas significava para Almodóvar.
Jamón Jamón foi seu filme seguinte, em 1992, Bigas Luna lançava Penélope Cruz para a Espanha, e mostrava uma história sensual protagonizada por Javier Bardem e cheia de ódio e vingança. Jamón Jamón assim como As Idades de Lulú deixa claro nos filmes de Bigas uma forte influência de apelo homossexual, muito bem evidenciada na forma que o diretor explora Bardem. Jamón Jamón está na lista dos filmes que devo rever, mas pra mim tem algumas cenas inesquecíveis, além das de Penélope Cruz e Javier Bardem nos touros clássicos das estradas da Espanha, uma das cenas mais bonitas é quando uma mulher canta Chorando se foi enquanto lava roupa.
Ovos de Ouro de 1993 também exlorava ao máximo os dotes de Javier Bardem, a história do típico machão latino que topa todas pra se dar bem. Atuações genuinas da versátil Maria de Medeiros, a iniciante na época Maribel Verdú, e claro, do próprio Bardem. Um filme com uma atmosfera de sexo intensa, e cenas e planos muito bem elaborados.
Em 1994 Bigas Luna mostrava que não pretendia ser como Almodóvar, mas talvez um novo Buñuel ao dirigir A Teta e a Lua, um filme quase lúdico, dominado por formas surrealistas que descrevem tão bem a Espanha, um filme muito bonito, e ainda intenso, pois é recheado de cenas fortes e belas.
Em 96, dirigiu Bambola, um filme que não vi e que por isso não posso entrar em detalhes, me resumo a dizer que tinha Jorge Pegurorria no elenco, mas em 1997 fez A Camareira do Titanic que talvez seja seu filme mais sóbrio e maduro, Olivier Martinez e Aitana Sanchéz Gijón protagonizaram um filme bem mais dramático e original do que o de James Cameron.
Em 1999 ainda com uma linguagem mais madura dirigiu Velaverunt, sua visão sobre a vida do famoso pintor espanhol Francisco Goya, interpretado por Jorge Pegurorria, no elenco também participavam as já conhecidas do diretor Penélope Cruz e Maribel Verdú.
Son de Mar é seu último filme, de 2001, talvez um dos maiores erros em sua carreira, não que o filme seja inteiramente ruim, até tem seus momentos, mas não é de sua autoria o que acaba já perdendo um pouco de encanto, ainda assim tem Leonor Watling, que sempre se faz valer a pena.
Seu mais recente projeto tem o nome de Yo soy la Juani, e começará a ser rodado em 2006. Pra conhecer mais sobre a carreira e a vida do diretor, http://www.bigasluna.com é um ótimo site!
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