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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
O Novo Cinema Oriental
Antes que digam que sou um plagiador, esse tópico é sim inspirada na capa da revista BRAVO de dezembro que trazia na capa uma foto belíssima de 2046 e falava sobre a nova e excelente safra do cinema oriental.
Vou começar a falar de um diretor que atualmente está em alta com o lançamento de seu mais recente filme e foi escolhido a presidir o júri do Festival de Cannes este ano, falo do chinês Wong Kar Wai, ele que se tornou popular mundialmente com sua obra prima Amor a Flor da Pele, sempre mostrou muita sutileza e um visual poético, quase lúdico, uma das cenas mais belas da história do cinema oriental é a fumaça de cigarro em um corredor de hotel ao som de Quizás Quizás Quizás cantada por Nat King Cole, em Amor a Flor da Pele, tamanho o sucesso do filme o diretor resolveu apostar em uma seqüência, 2046, lançado no Brasil este ano, o filme é uma bela continuação ainda que mais ousado esteticamente e com mais foco no protagonista masculino, uma história que poderia não se esclarecer, mas é tudo mostrado de uma maneira tão bela que a longa duração acaba não atrapalhando. Kar Wai ainda dirigiu um dos episódios de Eros ao lado de Antonioni e Sodebergh, seu novo filme The Lady from Shangai terá Nicole Kidman no elenco, tomára que o diretor não acabe caindo nos padrões americanizados.
Casa Vazia do diretor sul coreano Ki-duk Kim, também é outro belo exemplo do que o cinema deste país é capaz, Casa Vazia é um dos filmes mais sensíveis que vi no ano passado, um filme sobre amor acima de todas as coisas, e onde o clímax do filme é todo construído de forma muito inteligente em cima do silêncio, o que não deve ter sido nada fácil para o diretor. O mesmo Ki-duk Kim também dirigiu o ótimo Primavera, Verão, Outono, Inverno, Primavera, a história que pode não parecer a mais interessante é um exemplo da legítima cultura oriental, o que as vezes pode nos deixar sem o entendimento de certas coisas, mas não se pode jamais negar que é um grande filme, sobre a eterna batalha do herói contra si mesmo, sobre superação e troca de experiências, tudo isso contado de uma maneira que para nós do ocidente soa como muito peculiar.
Da Coréia do Sul também surgiu o diretor Par Chan Wook, da genial trilogia da vingança, que se deu início em 2002 com Sr Vingança, em 2004 foi recheada pela obra prima Oldboy, mais um filme sobre superação e acima de tudo obviamente a vingança, um filme sufocante e muito ousado, uma estética completamente peculiar e inovadora, diferente da já testada por Wong Kar Wai, a trilogia deu fim em 2005 com Lady Vingança, tão ou mais ousado visualmente do que Oldboy, e ainda inédito no circuito brasileiro.
Outro diretor fenômeno é o chinês Zhang Ymou, que despertou as atenções em 1999 com o sensível O Caminho para Casa, mas que só foi ser realmente conhecido com Herói, filme que eu nem gosto tanto assim, mas que mais uma vez tem um senso estético muito apurado, aqui Jet Li é o herói do título, e que em uma narrativa bastante interessante vai passando por diferentes conflitos. O filme que é de 2002 só foi lançado em 2004 nos Estados Unidos, graças a um empurrãozinho do top Quentin Tarantino, isso facilitou e muito a chegada de O Clã das Adagas Voadoras, dessa vez um filme realmente muito bom e com cenas antológicas, lutas histórias e mais uma vez um visual lúdico e maravilhoso.
Provavelmente desde os áureos tempos de Kurossawa, o cinema oriental não ganhava tamanha visibilidade ao redor do mundo, e não é só o japonês, filmes asiáticos de todas as partes ganham as salas de projeção e se tornam muitas vezes não só sucesso de crítica como de público também.
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Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Colin Farrell em Ação
Aí está a já famosa foda de Colin Farrell com alguma coelinha de revista masculina!
http://rapidshare.de/files/11274315/colinfarrell.mov.html
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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Tudo em Família(EUA, 2005)
Sarah Jessica Parker é uma delícia, no bom sentido é claro, a atriz vem trilhando uma carreira bem sucedida no cinema, depois de viver por anos a personagem Carrie em Sex and the City, Parker tinha tudo para ser rotulada e ganhar apenas personagens parecidos com Carrie, mas ela decidiu fazer diferente, e seu potencial mostra que ela é capaz.
Tudo em Família é um filme bacana, principalmente pelo excelente elenco, apesar da história não ser nenhuma novidade, a tão temida primeira visita aos sogros. É quase como um Entrando numa Fria, só que invertido, a família do namorado de Meridith é a que muitos sonham em ter, enquanto ela é uma chata de primeira linha.
Quem manda na casa é Diane Keaton, mãe do noivo de Meredith e de boa parte dos outros personagens, ela é quase que o mentor dentro da história ainda que a maior parte das atenções obviamente se voltem para Sarah Jesssica Parker.
Não posso dar detalhes da trama porque estaria tirando toda a graça, é um filme que é preciso ver pra crer, tem algumas piadinhas engraçadas, mas como já disse o ponto alto fica realmente por conta das boas atuações que incluem Dermott Mulhoney de O Casamento do meu melhor amigo, Luke Wilson, Claire Danes, etc.
Ecrito e dirigido por Thomas Bezucha o filme é uma comédia leve, com aquele clima natalino que americano as vezes faz questão de fazer;
Apenas uma coisa me irritou muito no filme, na última cena o microfone aparece descaradamente, é constrangedor.
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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
Soldado Anônimo(EUA, 2005)
Parece que Sam Mendes finalmente se recuperou, em seu filme anterior Estrada para a Perdição, eu não encontrava o mesmo diretor abusado, irônico e extremamente crítico que vi em Beleza Americana, um filme de que gosto muito, agora em Solado Anônimo ele volta a ousar, mas de forma mais implícita e oferece um ótimo filme!
Jake Gyllenhaal um dos mais badalados atores do momento por viver o caubói passivo de Brokecback Mountain é o foco principal da história, ele dá vida ao soldado Swoff enviado americana a Guerra do Golfo.
Referências citadas pelo diretor não faltam, Nascido para Matar, Apocalispe Now e A Ponte do Rio Kwait , são alguns dos filmes que serviram como inspiração a Sam Mendes, o último deles chega a ser exibido dentro de um cinema no filme e várias cenas são esteticamente muito parecidas a Apocalispe Now.
O filme começa logo com uma cena forte, Swoff sendo xingado e humilhado por um sargento, as humilhações são constantes, e o tema é mais atual do que nunca, ver como os Estados Unidos da América criam soldados treinados para matar a base de lavagens cerebrais.
É com essa sutileza de imagens que Sam Mendes faz seu filme, e com atuações muito bem cuidadas do próprio Gyllenhaal, Jamie Fox o típico sargento linha dura e Peter Sarsgaad(Plano de Voô) que está virando figura constante em Hollywood.
O grande conflito que o filme cria é que após serem enviados ao deserto os soldados lá não tem o que fazer, não há iraquianos para matar e eles não estão sendo como "Soldados do Vietnã", o que gera neles uma frustração imensa, e instiga mais a vontade de matar o inimigo.
Impossível que eu deixe também de falar da trilha sonora, é genialmente encaixada no momento certo de cada cena com Tom Waits, Nirvana, Public Enemy, T Rex, e várias outras coisas bacanas. Dá muita vontade de contar e descrever todas as cenas que achei geniais, e não foram poucas, mas se eu falar vai estragar a surpresa.
Se Jake Gyllenhaal merece um Oscar é por este filme e Sam Mendes também, porque ele conseguiu mostrar que ainda é aquele grande diretor oscarizado por Beleza Americana.
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Terra Estrangeira(Brasil, 1995)
Rever Terra Estrangeira foi uma experiência maravilhosa, que filme incrível, que roteiro genial e o mais genial ainda é pensar que ele saiu quase que por improviso já que os diretores Walter Salles e Daniela Thomas inventaram muita coisa na hora.
O filme é de uma grande leveza embora a história em si seja bastante pesada. Não é muito fácil atualmente achar em um filme um elenco que desempenhe tão bem o seu papel quanto aqui, Laura Cardoso, uma das mais talentosas atrizes brasileiras desempenha com louvor a cena em que assiste perplexa o discurso de Zélia Cardoso de Melo na televisão, pra mim fora a cena final, a mais brilhante do filme.
O filme desperta uma sensação de querer se libertar, não como no caso dos personagens principais que buscam na Europa o tão sonhado lugar ideal, é uma sensação de falsa liberdade que precisa ser mudada.
Tudo o que eu falar sobre o filme aqui seria muito pessoal, poque em mim foi esse o efeito que ele causou, de mexer com meu íntimo, o que não costuma ser muito fácil, mas é o resultado da excelente direção, da genial direção de fotografia de Walter Carvalho, das atuações de Fernanda Torres, Fernando Alves Pinto, Laura Cardoso e Luis Melo e da sutileza da música Vapor Barato.
Terra Estrangeira chega a nos remeter a época do Cinema Novo, é um filme que foi feito com tanto sacrifício em uma época que era ainda muito difícil se fazer cinema no nosso país. Terra Estrangeira é lendário!
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Terça-feira, Janeiro 03, 2006
dá ou não aguinha na boca?

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