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Quarta-feira, Julho 19, 2006

Transamerica(EUA, 2005)

A exemplo de filmes bem sucedidos como a comédia espanhola 20 centímetros(2005) e o americano Finais Felizes(2005), Transamerica toca em dois assuntos delicados, a operação de mudança de sexo e o filho que gerado por um homossexual se perdeu por aí.
Felicity Huffman, vive Bree Osbourne, transexual que as vésperas de fazer a operação descobre que tem um filho. A conselho da terapeuta ela vai atrás e encontra um adolescente tão problemático como ela própria. A atriz que foi premiada com o Globo de Ouro e indicada ao Oscar está perfeita no papel, nem de longe lembra sua personagem do seriado bacana Desperate Housewives.
Com orçamento baixo para os padrões americanos, de US$ 1 milhão,o filme reforça a idéia de que o circuito independente tem um potencial imenso para produzir grandes filmes, sem contar necessariamente com a infra-estrutura hollywoodiana.
A história da travesti que encontra um filho perdido e de início esconde que é seu pai é contada em forma de road movie, gênero que quando bem explorado sempre tem sucesso. Aqui o trocadilho do título cai muito bem, já que os personagens principais embarcam em uma viagem pelo interior dos Estados Unidos rumo a Los Angeles.
Transamerica é um filme que reserva muitas surpresas, Felicity encarna com louvor cada um dos dramas de Bree e o diretor Duncan Tucker faz de seu longa de estréia uma obra sensível ao tratar questões como adolescência e transexualidade. Nem tudo é drama já que bons momentos de humor ficam guardados para excelentes personagens que surgem no desenrolar da trama.
Vale mencionar também que a trilha sonora se encaixa perfeitamente nessa viagem, e que a influência latina toma conta com o toque da almodovariana ¿Soy Infeliz¿.

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Quinta-feira, Julho 13, 2006

A Concepção(Brasil, 2006)

Não estou inspirado a escrever uma grande crítica analisando os pontos positivos e negativos de A Concepção. Mas não poderia deixar passar em branco aqui no blog, já que eu o assisti.
O filme dirigido por José Eduardo Belmonte, tem chamado a atenção devido as muitas cenas de nudez, e antes que ataquem dizendo que é tudo gratuito eu defendo, achei que as cenas se encaixam perfeitamente no contexto cru do filme.
O que os jovens playboys de Brasília fazem quando não estão queimando mendigos na rua? É disse que o filme trata, os concepcionistas são um grupo de pessoas que não precisam de identidade, vivem de surubas, drogas e cartões de crédito falsificado, e o cenário é justamente a capital hipócrita de nosso país.
Ponto chave do filme, o onipresente Mateus Nactergaele é Xis, uma espécie de guru da ¿Concepção¿, ele protagoniza inclusive uma das cenas mais pesadas do filme, quando faz sexo com dois outros atores, a cena sem dúvida muito bem dirigida mas deve chocar a não iniciados.

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Terça-feira, Julho 11, 2006

Tapete Vermelho(de Luiz Alberto Pereira, Brasil, 2006)

É impressionante a capacidade que o cinema brasileiro tem mostrado de passear por gêneros completamente diferentes. Hoje, a produção nacional situa desde filmes policias a comédias absurdas, e é aí que se encaixa Tapete Vermelho.
O filme resgata a inocência do caipira no cinema, e faz do talentoso Mateus Nachtergaele o Mazzaropi da vez. A princípio é um pouco estranho ver o ator falando com sotaque de jeca, mas depois de alguns minutos sua atuação vira um deleite.
Na história Nachtergaele é Quinzinho, um roceiro que planeja levar o filho Neco(Vinícius Miranda) para ver um filme de Mazzaropi na cidade. Mas não é tão simples quanto parece, já que os caipiras, ingênuos por natureza nem imaginam que as pessoas já nem lembram mais quem é o jeca-tatu e que a maioria dos cinemas das cidades próximas se transformaram em igreja.
Mais uma vez, a realidade do interior brasileiro é retratada com muito humor, acompanham o caminho de Quinzinho, sua mulher Gertrudes, vivida por Gorete Milagres(aquela mesma do ¿Oh Coitado¿) e o jumento Policarpo.
Tapete Vermelho é cheio de momentos deliciosos, divertidos a ponto de arrancar algumas gargalhadas. O trio de protagonistas dá um show, principalmente por Mateus, que mostra no cinema uma faceta de seu trabalho que não estamos muito acostumados a ver, ele está extremamente engraçado, caricato e cheio de trejeitos.
Ao mesmo tempo em que é uma comédia, o filme também potencializa a idéia de que em nosso país os ídolos são esquecidos, e o que produzimos aqui é esquecido rapidamente, além do mais critica a péssima distribuição do cinema nacional.
É preciso ver para constatar o quão bizarro ainda que realista é Tapete Vermelho. Um filme leve, sem grandes pretensões e que diverte muito. O elenco ainda é reforçado por várias participações especiais como de Paulo Betti, Rosi Campos, Ailton Graça, Jackson Antunes, Cássia Kiss e Paulo Goulart.

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Quarta-feira, Julho 05, 2006

Natalie Portman no novo de Milos Forman

A atriz Natalie Portman ("V de Vingança" e "Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith") vai aparecer nua no seu próximo filme ("Goya's Ghosts"), que conta a vida do pintor espanhol Francisco Goya (1746-1828).
A atriz de 24 anos será Alicia, musa do artista, acusada de heresia. As cenas de nudez ocorrem durante uma sessão de tortura de Alicia. Não é a primeira vez que ela expõe seu corpo no cinema. Em "Closer - Perto Demais", Natalie fez cenas desse tipo, mas sem nudez explícita.
Ela nasceu em Israel no dia 9 de junho de 1981. Ela ficou famosa vivendo uma garota (Matilda) que foge de um massacre promovido por policiais no filme "O Profissional" (1994), em que atua com ao lado de Jean Reno e Gary Oldman.
Goyas'Ghosts" é dirigido por Milos Forman e traz no elenco o sueco Stellan Skarsgard ("Dogville") no papel-título. Javier Bardem ("Mar Adentro") viverá um monge sinistro, irmão Lorenzo. Este será o primeiro longa-metragem de Forman desde "O Mundo de Andy", de 1999.
Com roteiro de Forman e Jean-Claude Carrière, o filme conta também a história dos últimos anos da Inquisição espanhola, quando a igreja torturou e executou judeus suspeitos.

fonte: folha ilustrada

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Terça-feira, Julho 04, 2006

Cabidela (Mombojó)
Composição: Felipe S. e China

tudo vermelho
os meus olhos pegando fogo
minha paciência encardida, meu sufoco
eu já quebrei o espelho
terminei meu namoro
tudo vermelho de novo
a minha cor é uma só
sozinha perdida em meus lençóis
o tempo fechou pra mim
eu a fim que o mesmo se vá
não quero ter você em mim
nem me esquentar
não quero te sentir

Tudo vermelho
Os meus olhos pegando fogo
Minha paciência encardida, meu sufoco
Eu já quebrei o espelho
Terminei meu namoro
Tudo vermelho de novo

A minha cor é uma só
Sozinha perdida em meus lençóis
O tempo fechou pra mim
Eu afim que o mesmo se vá

Não quero ter você em mim
Nem me esquentar
Não quero te sentir

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Segunda-feira, Julho 03, 2006

Poseidon(EUA, 2006)

Desde que o Titanic naufragou no filme de James Cameron não era tão bacana ver um navio afundando. Esqueça conceitos artísticos e estéticos, e assista Poseidon, pode ser divertido!
Dirigido por Wolfgang Petersen, velho conhecido do cinema de catástrofe por Mar em Fúria, o filme não é refilmagem do longínquo O Destino de Poseidon (1972), e sim uma nova adaptação do livro de Paul Gallico.
Diferentemente de Titanic, aqui não há nenhum romance inusitado de uma noite só. O foco principal é mesmo o navio, que coberto por uma onda gigante começa a afundar. Obviamente, essa é a versão dos efeitos especiais, a cena que a onda engole o navio é eletrizante, de arrepiar os cabelos, assim como várias outras que misturam água e fogo.
O filme se passa na noite de reveillon, e não há diversão, pouco depois da virada, o transatlântico luxuoso começa a ir pras cucuias. Antes disso quem vai animando a festa é a vocalista do Black Eyed Peas, Fergie, que apesar de não ter muitas falas, canta bastante.
Como, a maioria dos personagens fica no lobby do navio esperando pelo resgate o herói não pode ficar parado, e neste caso é o personagem de Josh Lucas, capaz de todo o tipo de estripulia para escapar da morte que reúne algumas pessoas para se salvarem.
Na busca pela saída do navio, os personagens enfrentam momentos de pura tensão, em certas cenas Poseidon chega a fazer até o público sentir claustrofobia.
No elenco também está a atriz argentina Mia Maestro, que fez entre outros Diários de Motocicleta e Menina Santa e Kurt Russel, um pai linha dura e ex-bombeiro.
Se os absurdos não forem levados em conta, Poseidon não é tão ruim como parece, tem um time carismático e pelo menos me deixou inquieto e tentando conter o nervosismo na cadeira do cinema.

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O Homem Urso(de Werner Herzog, 2005)

O diretor alemão Werner Herzog, um dos maiores ícones do cinema mundial por produzir um cinema filosófico e de discussão como Fritzcarraldo, se arrisca agora no gênero documentário.
O filme narra a trajetória de Timothy Treadwell, homem que por 13 verões se isolou na floresta junto de ursos, até que em 2003 foi devorado por um deles. De início parece mais um documentário da linha Discovery Channel, mas aos poucos vai se tornando uma análise complexa do comportamento humano.
Logo na primeira cena Treadwell aparece conversando com a câmera e apresentando os ursos, pensamos, quem é esse freak? Com o passar do tempo as perguntas vão sendo respondidas. O documentário é todo construído com as imagens que o homem-urso fazia durante suas expedições, o diretor deu narrativa a isso, e juntou a depoimentos, alguns inclusive falando mal de Tim, por ele ter ultrapassado a fronteira delimitada pelos ursos.
Herzog propõe em cada uma das cenas uma nova reflexão. Percebe-se um homem solitário, com desvios de comportamento, mas com uma personalidade muito interessante. O documentário é sem dúvida completo, embora poderia ser melhor se houvesse economia de cenas, em alguns momentos torna-se redundante.

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TOP 10 CINEMA FRANCÊS
A França mais uma vez mandou o Brasil pra casa. Para comemorar a volta da seleção canarinho pra casa, vamos a lista do melhor do cinema francês aqui no blog. Quem mandou rir dos argentinos?


- Os Incompreendidos(de François Truffaut, 1959)
- A Professora de Piano(de Michael Haneke, 2001)
- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain(de Jean Pierre Jeunet, 2001)
- A igualdade é branca(de Krzysztof Kielowski, 1994)
- A bela da tarde(de Luis Buñuel, 1967)
- Acossado(de Jean Luc Godard, 1960)
- Perdas e Danos( de Louis Malle, 1992)
- Hiroshima, mon amour(de Alan Resnais, 1959)
- Sitcom(de François Ozon, 1998)
- Irreversível(de Gaspar Noé, 2002)

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