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Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Factory Girl(EUA, 2006)

Já fazia um certo tempo que por muitos motivos eu mantinha uma vontade enorme de assistir Factory Girl, o maior deles é que acompanhei parte da concepção de uma peça de teatro que conta a mesmíssima história do filme, Andy/Edie da Cia Espaço em Branco, de Porto Alegre.

Factory Girl e Andy/ Edie narram com muitas semelhanças a trajetória de Edie Sedgwick, uma jovem norte-americana de família rica e seduzida pelo mundo de glamour e sonhos da Nova York dos anos 60. A vida de Edie se transforma quando ao mudar-se para a Big Apple conhece o ícone da Pop Art, Andy Warhol.

Edie passa a inspirar a produção cinematográfica de Warhol e dirigida por ele atua em diversas de suas produções como Vynil e Poor Litlle Rich Girl. As cenas dos bastidores destas produções são imperdíveis.

A Factory, lendário atelier prateado de Andy Warhol é o cenário de boa parte do longa. Lá o artista plástico criou obras que o imortalizaram, além de promover festas e utilizar o espaço como set de filmagem.

A relação de Sedgwick e Warhol muda quando a musa do cinema underground conhece Bob Dylan, na época com a carreira em ascensão. Sienna Miller interpreta Edie com louvor, mas Guy Pearce e Hayden Christensen não ficam atrás na pele de Dylan e Warhol. Sienna deve ter aproveitado muito os filmes de Edie para compor a personagem, já que a semelhança entre ambas passa a ser enorme.Pouco antes de morrer de overdose aos 28 anos, Edie revelou fatos de sua vida no documentário Cio Manhattan.

Na Fábrica, os conflitos começam porque Dylan condena a relação que Edie mantém com Andy Warhol, alegando que o artista a explora. Por outro lado Warhol se sente trocado pelo novo namorado da garota e passa a desprezá-la, Edie por sua vez afoga todas as mágoas em um montão de drogas, drinks e cigarros.

O não muito conhecido diretor George Hickenloper acerta a mão ao retratar a vida de uma menina solitária e iludida. Onde quer que Edie Sedgwick esteja, ela certamente adoraria saber que passados mais de 40 anos em que estampou capas de Vogue e inspirou o cinema underground, tenha sua história contada para o mundo em uma belíssima produção hollywoodiana.

Outro ponto alto do filme é a trilha sonora que traz releituras de clássicos como Fever e I Want Candy além das agitadíssimas Nowhere to run(usada como trilha em Vynil) e Le Responsable do francês Jacques Dutronc.

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