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Quarta-feira, Março 26, 2008
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Terça-feira, Março 25, 2008
A PROVA DE MORTE(DEATH PROOF, EUA, 2007)
Tarantino é sempre Tarantino! E não é que mesmo depois de Kill Bill, um dos filmes mais inovadores e sanguináreos de todos os tempos ele conseguiu se reinventar. A Prova de Morte(Death Proof) é um filme bem mais modesto do que seus anteriores, mas vale pela bela incursão do diretor a um gênero hoje tão desgastado como o terror/suspense.
Nos EUA A Prova de Morte foi lançado junto com Planeta Terror(que devo comentar aqui em breve) de Robert Rodriguez. Os dois faziam parte do projeto Grindhouse, eram exibidos os dois filmes e entre eles trailers de filmes falsos bolados por colegas diretores. Aqui no Brasil o formato não foi adotado, Planeta Terror já está nas locadoras, mas nada de A Prova de Morte ainda (e viva o milagre da internet!).
Algumas seqüências são bastante violentas, mas daquela maneira tarantinesca, que choca, porém não agride. O clima é de anos 70, com uma direção de fotografia que lembra clássicos como O Massacre da Serra Elétrica. No mais: perseguições na estrada, belas mulheres, o malvado interpretado por Kurt Russel e o punhado de referências à cultura POP e a própria obra do diretor.
O filme é basicamente dividido em duas partes, na primeiras jovens lindíssimas e maconheiras são apresentadas ao público e depois devoradas pelo maníaco das estradas. A transição para a segunda parte assim como em Kill Bill é feita através de uma cena em preto e branco. No elenco tem ainda Rosario Dawnson e Rose McGowan(que também está em Planeta Terror). A trilha como de costume é o outro presente de Tarantino a seus adoradores.
Tarantino transforma um dos maiores clichês do cinema de terror em um filme cheio de coisas legais na entrelinhas e que devem ser compreendidas. Nem tudo está perdido, nem mesmo os clichês do horror.
Ouvindo The Coasters – Down in México( da trilha de Death Proof)
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MIGRANDO EM BREVE PARA O BLOGSPOT
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Quinta-feira, Março 20, 2008
OSCARIZADOS
Onde os Fracos não tem vez(No Country for old men)
Gostei bastante do filme contemplado com o Oscar este ano, ele é daqueles que pesa no estômago, de difícil digestão. Dirigido pelos Irmãos Coen, dos ótimos Fargo e O Homem que não estava lá e dos nem tão bons O Amor custa Caro e Matador de Velhinhas o filme ressurge as vísceras na direção dos irmãos.
A premissa é bem simples, se trata de um faroeste moderno ambientado nos anos 80 em uma terra onde os fracos não tem vez. Tudo gira em torno de uma mala de dinheiro que para em mãos erradas. A partir disso o personagem de Javier Bardem surge como um assassino desumano no maior estilo Terminator.
O que teria tudo pra ser clichê se torna um grande filme com a direção acertada dos irmãos, planos muito bem elaborados, a atuação premiada de Javier Bardem e seu cabelo de Beiçola.
Sangue Negro(There will be blood)
O título em português perde uns 80% da genialidade do original, mas tudo bem, vamos lá, filme novo do Paul Thomas Anderson nem precisa de título. O filme segue uma tendência em Hollywood de retratar morte de maneira nostálgica e rude.
O negro que o título em português está relacionado aos poços de petróleo garimpados por Daniel Plainview, personagem de Daniel Day Lewis, premiado com o Oscar por sua atuação. A história que começa em 1898 fala de um sofrido minerador e mostra a sua prosperidade ao longo dos anos.
Sangue Negro é bem diferente de filmes anteriores do diretor, como Boogie Nights e Magnólia, mas preserva a obscuridade de sua obra. Muitas cenas do filme são de um apelo estético formidável quando retratam a dor e a destruição. E da mesma maneira que o protagonista usa uma criança para se dar bem, o diretor usou crianças para apelar na beleza das cenas.
Além da elogiada atuação do londrinho Daniel Day Lewis o filme traz ainda outra boa surpresa, Paul Dano, o adolescente rebelde de Pequena Miss Sunshine, que aqui interpreta um pastor fanático religioso e que protagoniza seqüências memoráveis.
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Quinta-feira, Março 13, 2008
E aí que eu pensei: "ah que se dane, ninguém comenta não vou mais atualizar isso aqui mesmo", mas aí percebi que SIM, alguém comentou, e fiquei motivado a fazer um novo post.
Ontem eu assisti o Cálice Sagrado no Monty Python, e não achei lá essas coisas. Eu acho o humor dos caras genial, tem umas sacadas inteligentíssimas, é ácido e adoro quando eles assumem a maconha como fonte de inspiração, é sensacional! Só achei que nesse filme deles sobre Rei Arthur o Santo Graal faltou um pouco disso tudo, mas mesmo assim é Monty Pyhton e dá pra dar boas risadas. Talvez seja o filme deles em que a crítica política apareça de forma mais explícita. Impagável também são os Cavaleiros que dizem Ni.
Pra quem não conhece, os caras surgiram num programa de TV na Inglaterra no final dos anos 60 e se tornaram um fenômeno, tanto, que são considerado os Beatles do humor. Meus filmes preferidos são A Vida de Brian e O Sentido da Vida.
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